quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

0

Homens que começam a perder cabelo cedo correm maior risco de desenvolver câncer de próstata


A pesquisa, feita na França, comparou 388 portadores de tumores na próstata com um grupo controle de 281 homens saudáveis e verificou que, entre aqueles com a doença a porcentagem daqueles que começaram a ficar calvos aos 20 e poucos anos era duas vezes maior do que nos demais.
H
omens que começam a perder cabelo na faixa dos 20 anos podem ter maior risco de desenvolver câncer de próstata no futuro, de acordo com estudo publicado nesta terça-feira (15/2) na revista Annals of Oncology.
Para aqueles cuja calvície começou depois dos 30 ou depois dos 40, não houve diferença no risco de desenvolver câncer de próstada em comparação com o grupo controle.
A alopécia androgênica é a queda de cabelos que afeta principalmente os homens. Cerca de 50% do público masculino será afetado em algum momento da vida. Relações entre calvície e hormônios androgênicos (como a testosterona) são conhecidas, da mesma forma que a relação entre esses hormônios e o câncer de próstata.
A finasterida – medicamento usado no tratamento da calvície – bloqueia a conversão de testosterona em um androgênio chamado dihidrotestosterona, que se estima estar envolvida na queda de cabelos. O medicamento também é usado para tratar câncer de próstata.
Os autores do estudo apontam a relação observada entre a queda de cabelo precoce o risco de desenvolvimento da doença mas ressaltam que os mecanismos por trás dessa associação são ainda desconhecidos.
“Mais estudos são necessários, tanto com maiores grupos como no nível molecular, de modo a encontrarmos as ligações desconhecidas entre hormônios androgênicos, calvície precoce e câncer de próstata”, disse Michael Yassa, que na época do estudo estava no Hospital Europeu Georges Pompidou, em Paris, e atualmente é professor na Universidade de Montreal.
“Precisamos também encontrar formas de identificar aqueles que têm mais risco de desenvolver a doença e que poderiam se beneficiar dos exames de diagnóstico. Com isso, poderíamos começar a considerar a prevenção por meio de drogas antiandrogênicas. A calvície precoce pode ser um desses fatores de risco”, derstacou Philippe Giraud, professor da Universidade de Paris Descartes, que coordenou a pesquisa.
Fonte: Jornal do Brasil
------------------------------------------------------------------------------------------
Anteontem, segunda-feira, fiz exame preventivo da próstata, toque retal. Desagradável, mas necessário. O médico disse que tá tudo bem. Bleza, pimenta no dos outros é refresco! rsrsrs

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

1

Governo de Santa Catarina corta ICMS de remédios para câncer e Medicamentos para tratamento quimioterápico ficarão 17% mais baratos

Que esta medida sirva de exemplo para todo o país. Quando se considera apenas o peso dos tributos sobre o valor agregado (PIS, Cofins e ICMS), a incoerência tributária se revela por completo. Apesar de fabricar um produto de essencialidade indiscutível, a indústria farmacêutica é a segunda mais taxada do país: 57,31%. Já o setor agropecuário, por exemplo, recolhe 9,94%. E o setor financeiro, 28,04% de PIS, Cofins e ICMS.

O governador do Estado, Raimundo Colombo, assinou, nesta segunda-feira, um decreto que isenta de ICMS, dentro de Santa Catarina, remédios usados no tratamento quimioterápico de câncer. Sem a alíquota do imposto, os medicamentos ficarão 17% mais baratos nas farmácias.

A medida passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial. Por conta dela, o Estado abrirá mão da arrecadação de R$ 10 milhões por ano, segundo as projeções feitas pela Secretaria da Fazenda com base no comércio anual de medicamentos desta modalidade em Santa Catarina.

A redução vai ter forte impacto no bolso das famílias que têm pacientes em tratamento. Um exemplo: no caso do Arimidex, medicamento para câncer de mama, que custa R$ 611 hoje, o corte de preço passa de R$ 100. O remédio vai custar R$ 508.
O câncer de mama é o que mais atinge as catarinenses, sem considerar câncer de pele não melanoma: de acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de novos casos registrados em Santa Catarina foi de 1.570 no ano passado (18% do total), ou 49,58 a cada 100 mil mulheres.

Na tributação dos medicamentos, o ICMS é o imposto que mais pesa, com alíquota média de 17,5% - em Santa Catarina ela é meio ponto percentual menor. A maior cobrança é a realizada hoje no Rio de Janeiro, de 19%. Em São Paulo a taxa é de 18%. A título de comparação, os medicamentos de uso veterinário têm uma carga tributária total de apenas 14,3%, contra 33,9% dos remédios vendidos nas farmácias.
Na diretoria farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde ainda não há informações sobre quantas pessoas serão beneficiadas com a medida. O levantamento só poderá ser feito depois que o decreto for publicado.

Dados do Inca apontam que, em 2010, a cada 100 mil homens catarinenses 10.160 tiveram câncer. Nas mulheres, 8.970 desenvolveram algum tipo da doença.

Carga média mundial é de apenas 6,1%
A decisão do governo do Estado está alinhada à medida anunciada pela presidente Dilma Rousseff, de tornar gratuitos todos os medicamentos para hipertensão e diabetes em uma rede de 15 mil drogarias conveniadas à rede Farmácia Popular em todo o país. Para ter acesso a esses medicamentos, basta a apresentação de documento de identidade com foto, CPF e a receita médica.

Segundo Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), a taxa do Brasil é a maior do mundo. A média mundial, sem o Brasil, é de apenas 6,1%. Em países vizinhos, como Argentina e Colômbia, não há taxação.
Os três principais tributos cobrados dos medicamentos são ICMS, Cofins e Contribuição Previdenciária (INSS). Além desses, são cobrados outros tributos sobre vendas (PIS, IPI e ISS), imposto de renda, tributos sobre o patrimônio (como IPTU e IPVA), taxas federais, estaduais e municipais, tributos financeiros (CPMF e IOF), tarifas de importação etc.
Quando se considera apenas o peso dos tributos sobre o valor agregado (PIS, Cofins e ICMS), a incoerência tributária se revela por completo. Apesar de fabricar um produto de essencialidade indiscutível, a indústria farmacêutica é a segunda mais taxada do país: 57,31%. Já o setor agropecuário, por exemplo, recolhe 9,94%. E o setor financeiro, 28,04% de PIS, Cofins e ICMS.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

0

Linfoma - Anvisa poderá vir a proibir implante mamário de silicone


Estudo indica que as próteses podem aumentar o risco de um câncer raro e grave
O uso de próteses de silicone nas mamas pode ser proibido no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma investigação realizada pela FDA (agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA) revelou que mulheres que fizeram esse tipo de cirurgia podem ter risco maior de desenvolver um tipo raro e grave de câncer: o linfoma de grandes células anaplástico, que ataca o sistema imunológico.
D
ados revisados pela FDA sugerem que pacientes com implantes nos seios têm um risco muito pequeno, mas significativo, de desenvolver o linfoma na cicatriz em volta da prótese. O estudo, ainda sem conclusão, está sendo acompanhado pela Anvisa. Segundo o órgão brasileiro, se o risco de câncer for comprovado, a agência tomará as devidas providências para restringir o uso da prótese, proibir a substância causadora do mal ou proibir o implante.

Segundo a médica responsável pelo grupo de linfoma do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Maria Cristina de Almeida Macedo, a associação entre o silicone e o tumor pode ser explicada pela presença da prótese na região da mama.
“O sistema imunológico fica sendo estimulado de forma crônica pela prótese, o que pode levar à formação de células anormais. Mas isso é só uma teoria”, ponderou. “Ainda não há relação clara entre a ocorrência do linfoma e a prótese. Ainda não há motivos para que haja modificação nas indicações de colocação de silicone”, concluiu.
A investigação da FDA ainda não tem prazo para ser concluída. A Anvisa, entretanto, já informou que, dependendo das conclusões do órgão americano, vai avaliar se deve ou não recomendar a retirada das próteses de quem já fez o implante. Essa recomendação, no entanto, vai depender também do risco cirúrgico para cada paciente.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, só em 2008 foram realizadas 151 mil implantes de silicone no País.
Para quem pensa que este tipo de cirurgia atende apenas a satisfação da vaidade pessoal – o que por si só já seria válido, quando se valoriza a autoestima adquirida de se estar bem com a própria aparência), considere-se que o implante de silicone tem sido, na maioria dos casos, a única alternativa viável para milhares de mulheres pelo mundo afora que passaram por uma mastectomia radical.
FDA aprova Rituxan (Mabthera, Rituximab) como terapia de manutenção para linfoma
A
 Roche e a Biogen anunciaram que a FDA (Food & Drug Administration) aprovou o Rituxan (Rituximab, Mabthera) como terapia de manutenção no tratamento de doentes com linfoma folicular avançado, naqueles que responderam ao tratamento inicial com quimioterapia e Rituxan. Segundo informação do site FirstWord, a aprovação surge após uma decisão similar desta indicação na Europa, em Outubro passado,
A última aprovação foi baseada nos dados de fase final do ensaio PRIMA, aleatorizado, com 1018 pacientes com linfoma folicular avançado que responderam ao tratamento inicial com o Rituxan, em combinação com quimioterapia, e receberam o Rituxan, uma vez a cada dois meses durante dois anos, ou interromperam o tratamento.
Os dados mostraram que a terapêutica posterior com o fármaco quase que duplicou a probabilidade de sobrevida livre de progressão, em comparação com os doentes no grupo de observação.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

5

Afinal: vinho tinto faz bem ou faz mal?

Já faz tempo que ouço falar sobre pesquisas e mais pesquisas que concluíram pelos benefícios do vinho tinto sobre a saúde, indicando até a possibilidade de que os antioxidantes presentes na bebida possam prevenir alguns tipos de câncer.  Alguns estudos populacionais, inclusive, têm mostrado uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. No post que publiquei em out/09, Vinhos auxiliam tratamentos quimioterápicos, os pesquisadores do laboratório de bioquímica e nutrição da Universidade da Borgonha, em Dijon, mostram que os efeitos da quimioterapia são potencializados com ajuda do vinho, e que seu uso moderado pode prevenir o câncer e doenças circulatórias.
Enquanto eles não chegam a um acordo, a gente continua tomando o nosso vinhozinho. Salut!
O
 INCa (Instituto Nacional do Câncer) francês tem como função coordenar os estudos científicos sobre oncologia na França, além de orientar equipes médicas na luta contra a doença.

O instituto orienta profissionais de saúde a lutar até contra a taça diária de vinho. Conforme publicou dia 17 de janeiro, em Boulogne Billancourt, nas cercanias de Paris, em um documento no qual orienta os profissionais de saúde do país a combater o hábito de beber diariamente, como o fazem 13,7% da população, pois não haveria níveis considerados seguros para o consumo do álcool.

A publicação se fundamenta nas conclusões de três institutos internacionais de pesquisas científicas: o National Alimentation Cancer Research, o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer e o Instituto Americano para a Pesquisa sobre o Câncer.

Ainda segundo o relatório, o consenso acadêmico sobre os riscos provocados pelo álcool já são suficientes para que campanhas de esclarecimento da população sejam realizadas, a começar pelos profissionais da saúde - médicos, enfermeiros, assistentes sociais. O texto afirma literalmente "O consumo de bebidas alcoólicas está associado ao aumento do risco de diversos cânceres: de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, colo-retal, do sangue e do fígado".
 
O documento alerta que o porcentual de aumento do risco de desenvolvimento da doença já está estimado tendo como base cada copo de álcool consumido por dia. O risco varia entre 9% a 168%. "Em particular, o aumento do risco de cânceres de boca, de faringe e de laringe é estimado em 168% por copo de álcool consumido por dia." O relatório descarta até mesmo a ingestão diária de pequenas doses, uma tradição no país. "O aumento do risco é significativo a partir do consumo médio de um copo por dia. O efeito depende do volume consumido, não da bebida alcoólica."

Dominique Maraninchi, presidente do INCa, e Didier Houssin, diretor-geral de Saúde, especialistas que assinam do texto, alertam que, entre outras reações nocivas no organismo, o etanol é metabolizado em acetaldeído (etanol), molécula que pode gerar mutações no DNA, potencializando a formação de tumores. Segundo os autores, a relação entre o consumo de álcool e os cânceres de boca, de faringe, de laringe, de esôfago e colo-retal, nos homens, e do seio, nas mulheres, é julgado como "convincente". "Em matéria de prevenção ao câncer, o consumo de álcool é desaconselhado, independente do tipo de bebida (vinho, cerveja, coquetéis)."

Na França, a recomendação tem peso de choque cultural. Desde 1960, o volume de consumo de bebidas alcoólicas vem caindo, mas o nível atual - de 12,9 litros por habitante por ano - continua um dos mais elevados do mundo. Em 2006, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que 20,3% dos homens e 7,3% das mulheres com idades entre 12 e 75 anos bebem todos os dias no país.

Além do uso zero de álcool, o relatório do INCa prega a ingestão de frutas - no mínimo cinco por dia - e verduras - 400g por dia -, o controle do sobrepeso, a moderação do uso do sal e o consumo reduzido de carne vermelha. Cada 100g diárias de carne, afirmam os experts, eleva em 29% risco de câncer colo-retal.
Fonte: Estadão
Maria Schneider: morre de câncer, aos 58 anos, a atriz francesa de ‘O último tango em Paris’
A atriz Maria Schneider, que protagonizou com Marlon Brando um dos filmes mais polêmicos da história do cinema, “O Último Tango em Paris” – que provocou escândalo na década de 70 por suas cenas de sexo e nudez morreu nesta quinta-feira pela manhã em Paris, aos 58 anos, em consequência de uma longa doença, segundo informou a família.
“Maria morreu esta manhã em Paris após uma longa enfermidade”, declarou um parente da atriz, que tinha apenas 19 anos quando protagonizou o filme de Bernardo Bertolucci, que estreou em 1972 e ficou proibido pela censura da ditadura militar no Brasil por mais de uma década. A atriz continuou atuando até 2008, mas ficou marcada para sempre pelo filme com Marlon Brando. Ela teve mais um filme aclamado pela crítica em seu currículo, “O passageiro: profissão repórter” (1975), de Michelangelo Antonioni, ao lado de Jack Nicholson.
Fonte: O Globo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

2

Crateús, a vida boa e saudável de antigamente


Já era noite quando chegamos a Crateús, por volta das 18h30min. Meus sogros já nos aguardavam no local de sempre, na chamada “Rodoviária dos Pobres”, uma parada antes da rodoviária oficial. Um momento muito esperado: abraços, beijos, a emoção e a alegria do reencontro.
Já no carro, nós atrás e eles na frente, conversamos animadamente no caminho pra casa, sempre atentos ao transito. Aos 88 anos, “seu” Antônio insiste em continuar dirigindo, apesar da insegurança dos neuróticos, da miopia dos insensíveis e da covardia dos chatos de plantão, que se apressam em se agarrar obstinadamente àquele apoio no carro a que chamam de “puta que pariu”, mal entram em seu Fiat Siena azul. Paciência!
(Eu, por princípio, pertenço àquele reduzido grupo de pessoas que são incapazes de dar palpite quando os outros estão dirigindo. Nessa viagem mesmo, por acaso, assisti impassível ao meu cunhado avançar impávido e solenemente - naquela inconsciência perigosa que às vezes se apossa da gente - um sinal vermelho com o Pajero ze-ra-do de sua mulher, na maior moral, buzinando, num cruzamento supermovimentado de Fortaleza, enquanto Sandrinha e a proprietária quase vítima, emudecidas pelo terror e pela incredulidade, se borravam intimamente).
Praticamente nada mudou na casa e na rotina do casal, desde março do ano passado. A posição da mobília, sempre limpa e arrumada, os horários disso e daquilo, os lençóis e toalhas com monograma bordado e suavemente aromatizados, a deliciosa comidinha sertaneja. Aliás, este é um capítulo à parte na pacata rotina dos Cavalcante, donde fazem parte ainda os doces caseiros, a tapioquinha e os queijos, com destaque para os soberbos chefs-d’œuvre de Dona Djanira: a Cabidela de Galinha Caipira, o Pernil de Carneiro Assado com Batatas, a indizível Paçoca de Carne-de-sol e o divino Doce de Jaca. Até já sugeri - com muito tato, evidentemente - que eles coloquem uma balança na copa pra fazer a pesagem dos hóspedes ao chegarem e antes de partirem.
A televisão, com sua programação insidiosa e perigosamente alienante, não faz parte da rotina. A vida pulsa dentro do peito e do lado de fora das paredes. São as cadeiras de embalo, colocadas na calçada todas as noites, depois do jantar, que fazem parte do momento mais esperado do dia. É sentado nelas que se fica por dentro de tudo o que acontece e do que está por acontecer na cidade, que se dá boas gargalhadas e que se é solidário reciprocamente. É na calçada que a vida desfila com naturalidade, na prosa animada com vizinhos e amigos.
A única novidade que percebi, além do parque de diversões que se instala todos os anos nesta época bem em frente à casa deles, na praça, é que agora “seu” Antônio tem apenas que soprar em seu apito novo (comprado exclusivamente para esta finalidade), e levantar a mão para indicar com os dedos o número de “espetinhos-de-gato” que Haroldo, o churrasqueiro, deve trazer do outro lado da rua.
Eles chegam a ficar meses sem ir ao 2º pavimento da casa, onde os quatro quartos, outrora ocupados pelo casal e pelos seis filhos que foram casando, casando, estão hoje praticamente abandonados. A casa foi ficando vazia e cada vez maior com o passar do tempo.
A 354 km da capital, a tranquila Crateús, cidade dos Sertões Cearenses e polo da região centro-oeste, hoje com mais de 72.000 habitantes, já teve muita importância na história política e econômica do Estado. 100% da área de seu Município estão no semiárido, caracterizado por grande variabilidade anual na quantidade de chuvas e balanço hídrico, o que o faz oscilar entre as secas e as enchentes dos rios, que ano transbordam, ano secam. A temperatura varia entre os 20º C e os 35º C.
Um dos impactos mais significativos dessa realidade climática na sociedade tem sido a emigração da população para os grandes centros urbanos. Mais recentemente, os mais jovens também se transferem para a capital, Fortaleza, em busca de emprego e de formação universitária, o que tem contribuído para aumentar a média de idade da população.
Por isso mesmo, Crateús é o lugar ideal para se rever velhos amigos do passado. Isto, se você nasceu e cresceu lá, evidentemente, como Sandrinha. É comovente como os olhos dela brilham e às vezes umedecem de emoção toda vez que reencontra alguém querido, que não via há muito tempo, tal a deliciosa lembrança dos momentos evocados, esquecidos lá na infância, ou na adolescência.
E...o que fazer em Crateús? Bem, além de comer, beber e dormir muito bem, você pode ainda namorar, alugar uma moto pra dar umas voltas, ir pescar, fazer caminhadas,  andar de bicicleta, tomar banho em açudes como o “Realejo” e o “Carnaubal”, cortar o cabelo no Deusin ou mesmo ir a Missa na simpática Igreja do Senhor do Bonfim, mesmo não sendo católico, um ritual vibrante, com cantorias de arrepiar, de tão belas e espontâneas. O lugar é ideal pra quem quer descansar, atualizar a leitura, ouvir música, meditar, relaxar. Que tal? Muito natural?
 A única coisa triste em Crateús é o momento da despedida. Foi onde passei o melhor Natal destes últimos anos. Ficamos seis dias nessa vida mansa, na companhia tranquila deles. E agora acho que foi pouco, muito pouco.