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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

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Câncer de próstata – Abiraterone e um balanço nos progressos da terapia

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O acetato de abiraterone (nome comercial Zytiga) é uma nova droga que está sendo desenvolvida para o tratamento de câncer de próstata metastático avançado que tenha progredido mediante o desenvolvimento de resistência frente às terapias hormonais convencionais.   Isso também é conhecido como câncer de próstata resistente à castração (CRPC).  O termo não deve ser tomado ao pé da letra – esta castração é química e anti-hormonal. Essa é a população de portadores de câncer de próstata que, literalmente, está próxima da morte. Alguns anos, no máximo.

A Janssen Pharmaceutical Companies, da Johnson & Johnson, iniciou no fim do ano passado uma pesquisa de Fase III com a abiraterone para dar uma chance às pessoas - que estavam tomando apenas um placebo - de tomarem o medicamento, uma vez que, com os dados coletados até então os benefícios são claros. O tratamento com acetato de abiraterona resultou em uma redução de 35 por cento no risco de morte e um aumento de 36 por cento na sobrevivência média (14,8 meses versus 10,9 meses) comparado com o placebo. Dados apresentados na reunião da Sociedade Europeia de Oncologia no fim do ano passado.

Esta talvez tenha sido também uma decisão de estratégia comercial, porque poderá permitir com que a droga possa começar a ser comercializada antes de passar pelo longo e exigente processo de aprovação do órgão de controle norte-americano, a FDA. Se isso acontecer “por razões humanitárias”, o medicamento poderia estar disponível em até nove meses.

O Instituto para a Qualidade e Eficiência em Saúde - IQWiG, agência alemã independente que se dedica a avaliação da qualidade e eficiência dos tratamentos médicos, examinou e aprovou desde setembro de 2011 o uso da abiraterona em pacientes que não são elegíveis para tratamento com docetaxel e que não respondem mais às terapias atuais. Em comparação com a terapia padrão atual, o IQWiG encontrou consideráveis beneficios adicionais no uso da droga. Em contraste, estes benefícios não foram comprovados em pacientes que ainda podem ser tratados com docetaxel.

Até hoje, após décadas de utilização dos métodos iniciais, a prostatectomia, a radiação, e, mais recentemente, a braquiterapia e o tratamento hormonal, não há cura. A maioria dos pacientes acaba morrendo de outras causas, mas um número razoável, cerca de um em cada seis ou sete, acaba morrendo mesmo deste câncer. Todos os medicamentos existentes são ou paliativos – melhoram a qualidade de vida atenuando os sintomas e as dores - ou aumentam a sobrevida.

O que há de mais novo como terapia é o Provenge, uma vacina fabricada pela Dendreon que aumenta a esperança de vida em cerca de 4 meses e que custa uma pequena fortuna. Quando foi lançada aumentou em 27% o valor das ações da empresa.

Nosso organismo não identifica o câncer como um inimigo. Provenge, a meu ver, tem como maior mérito ter reaberto um conceito, o das vacinas terapêuticas que estimulam o Sistema imunológico, que poderá levar à cura dos cânceres avançados, mas falta ainda muito, muito trabalho de pesquisa.

Uma nova droga, também uma pílula como a abiraterone, chamada por enquanto de MDV3100, está sendo pesquisada em ritmo acelerado pela Meditavo e atualmente em fase de testes.

Não é difícil supor que o muito provável sucesso terapêutico da abiraterona e também da MDV3100 possam vir a afundar comercialmente o Provenge, por serem muito mais convenientes (ministradas sob a forma de pílulas), mais simples de serem produzidas e por custarem muito menos.

A multinacional indicou que os planos eram de apresentar pedidos de aprovação de comercialização do acetato de abiraterone às autoridades reguladoras na Europa e nos EUA até o final do ano de 2010, com solicitações no resto do mundo a seguir. Larry Biegelsen, analista de valores mobiliários, observou que o acetato de abiraterone "poderia se tornar uma oportunidade de quase um bilhão de dólares" para a empresa. 

Talvez ainda existam Clinical Trials iniciando para pacientes com cânceres muito avançados, necessitando de tratamento. Consulte dentre as guias aí na barra lateral do blog onde se lê CLINICAL TRIALS. As descrições incluindo os critérios de inclusão ou exclusão estarão em inglês.

Consulte o seu oncologista e veja no que ele pode lhe ajudar. Se ele não souber ler em Inglês, não estiver atualizado ou não souber utilizar informática e internet (alguns até desdenham) aconselho você a mudar de médico.

Leia mais sobre a abiraterone aqui
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Depois de um breve período de recesso de fim de ano, eis-me voltando ao convívio estimulante com meus amigos virtuais aqui do blog. Mais um ano, mais uma etapa, mais uma oportunidade de enriquecimento do espírito humano nesta busca individual pelo aprimoramento, nesta viagem sem destino preconcebido em busca de respostas às questões ancestrais “Donde vim?”, “O que faço aqui?” e “Para onde vou?”.
Um grande abraço e obrigado pelas manifestações pelo Natal e Ano-Novo. Um grande 2012 para todos nós!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

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Começa a ser vendido o cabazitaxel, nova droga contra tumor de próstata

Remédio é usado em pacientes com câncer de próstata com tumores espalhados fora da glândula. O 'cabazitaxel' reduz em até 30% o risco de morte do paciente. Preço: R$ 14 mil

Começou a ser vendido no Brasil a partir desta terça-feira (17) o "Jevtana", nome comercial da nova droga para combater o câncer de próstata, a principal forma de tumor maligno e a segunda que mais mata homens em todo o mundo. O cabazitaxel, principio ativo, novo tipo de quimioterapia, reduz em até 30% o risco de morte do paciente e prolonga a vida por, em média, 15 meses.

A droga é recomendada quando todas as outras formas de tratamento já falharam. Ainda fora do Sistema Único de Saúde (SUS), cada ciclo do medicamento custa R$ 14 mil.

Terapia hormonal
Até 20% dos pacientes descobrem a doença tardiamente, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo do paciente – fenômeno conhecido como metástase. Para esses casos, a primeira opção de tratamento indicada pelos médicos é a "hormonioterapia", técnica que consiste na redução dos níveis de testosterona no corpo do paciente.

As pesquisas com hormonioterapia para tratar câncer de próstata renderam o prêmio Nobel de Medicina ao médico Charles Brenton Huggins, em 1966. A técnica pode ser usada junto com a radioterapia e intervenções cirúrgicas.

Para reduzir a testosterona no corpo, o paciente pode tanto ter os testículos removidos como receber drogas para diminuir a produção do hormônio. A castração cirúrgica é mais usada para os casos de câncer de próstata avançados localmente – quando as metástases são locais, próximas à próstata.

“Quando há metástases no corpo inteiro faz pouco sentido fazer a cirurgia, já que o problema se tornou sistêmico”, explica Óren.

Apesar de ser útil para controlar a doença em 90% dos casos, a hormonioterapia só dura, em média, dois anos, depois deste tempo as células do câncer desenvolvem resistência a terapia. Depois disso, a saída é a quimioterapia.

Quimioterapia
Atualmente, a droga mais recomendada para o tratamento quimioterápico se chama "docetaxel", a única opção que consegue atenuar os sintomas e prolongar por alguns meses a vida do paciente.

“Após o uso do remédio quimioterápico, bastam dias para que as dores ósseas causadas pelas metástases sumam“, diz Antônio Buzaid, ex-professor do MD Anderson Cancer Center, núcleo de estudos sobre a doença ligado à Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Um estudo clínico de fase 3 – o último estágio das pesquisas clínicas, necessário para a aprovação dos órgãos de vigilância sanitária quanto à comercialização – foi feito para o cabazitaxel, com 755 pacientes de 26 países, em 146 centros médicos. Todos estavam com câncer de próstata com metástase e já haviam passado por tratamento hormonal e por quimioterapia com docetaxel.

Os resultados mostraram a redução de 30% do risco de morte do paciente e o prolongamento da vida, em média, de 15 meses.

Com informações do G1

quinta-feira, 7 de abril de 2011

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Cirurgia de próstata e de útero com auxílio de robô no Brasil

As cirurgias de próstata e de endometriose realizadas desde o último mês de março, em São Paulo, com o auxílio do robô Da Vinci, indicam a nova tendência que se consolida nos procedimentos minimamente invasivos.

O Da Vinci é a segunda geração robótica a entrar no país e poderá tornar mais seguras e simples operações complexas, principalmente as feitas por laparoscopia - com pequenos orifícios no abdômen. A primeira geração foi o braço cirúrgico Aesop, importado na década de 90, usado como auxiliar na movimentação da câmera laparoscópica. O robô tem formato de uma espécie de polvo, com quatro braços. Um deles é ocupado por uma câmera que gera imagens 3D, enquanto os outros ficam com instrumentos cirúrgicos como pinças, tesouras e bisturi.

No Da Vinci, o cirurgião controla o equipamento por meio de um “console”, onde realiza os movimentos e vê imagens em três dimensões. Na laparoscopia tradicional, a tela só apresenta imagens em duas dimensões. Como os movimentos feitos pelo médico no “console” podem ser programados para reprodução em menor escala pelo robô, o corte a ser feito nessa operação pode ser menor e mais preciso.

De acordo com médicos, o novo robô abre um leque de opções e possibilita operações à distância. Mas os preços ainda são superiores aos da laparoscopia e cirurgias tradicionais, e a escassez de médicos treinados na utilização dessas ferramentas no país são empecilhos à sua utilização de forma abrangente.

Apesar de a primeira cirurgia ter sido de endometriose, o procedimento mais consagrado para o uso do Da Vinci é a cirurgia de próstata. Cássio Andreoni, urologista do Hospital Albert Einstein – um dos centros brasileiros que já importaram o robô, ao lado do hospital Sírio-Libanês -, diz que especialmente nesse tipo de operação é difícil a laparoscopia simples.

A cirurgia de próstata muitas vezes afeta a potência sexual por causar lesão nos nervos. Com o robô, não só a capacidade de movimentação, mas também a visualização ajudam a preservar os nervos, pois o cirurgião passa a ter não só o benefício de um procedimento minimamente invasivo, mas com uma visão melhor.

No Einstein e no Sírio-Libanês, 29 cirurgias de próstata já foram feitas, desde março, com o Da Vinci.

Os médicos dizem que o custo-benefício valerá a pena em cirurgias complexas, mas nas simples, não. Afirmam também que o número de médicos treinados no país ainda é pequeno, mas que deverá aumentar rapidamente, como ocorreu com a laparoscopia.
Com informações de O Globo Online e Folha Online

terça-feira, 5 de abril de 2011

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Combinação de drogas já conhecidas surpreende no combate às células cancerosas


Pesquisadores da Universidade da Pennsylvania School of Medicine podem ter encontrado uma maneira de transformar uma resposta adaptativa celular em uma vulnerabilidade para derrotar células cancerosas. Quando as células normais sofrem privação de nutrientes, elas digerem as proteínas existentes e membranas para permanecerem vivas. As células cancerosas têm recorrido a esse processo, chamado autofagia, para sobreviver quando se esgotam os nutrientes e para escapar da morte após os danos da quimioterapia e de outras fontes. Quando os investigadores trataram um grupo de pacientes portadores de diversos tipos de câncer avançado com temsirolimus, um medicamento-alvo molecular contra o câncer, que bloqueia a absorção de nutrientes, combinado com a hidroxicloroquina, uma droga antimalária que inibe a autofagia, viram que os tumores pararam de crescer em dois terços dos pacientes.

Os resultados são muito encorajadores - impressionante, mesmo”, diz o autor sênior Ravi Amaravadi, MD, professor assistente de Medicina no Abramson Cancer Center, vinculado à Pennsylvania School of Medicine “O temsirolimus, isoladamente, tem pouco efeito nesta população de pacientes. Os tumores riem dele, com percentuais de resposta de zero a 5 por cento. Mas, combinando-o com a hidroxicloroquina, descobrimos que 14 dos 21 pacientes mantiveram a doença estável após o tratamento, incluindo cinco dos seis pacientes com melanoma.”

Além de melanoma, outros dos pacientes envolvidos no estudo apresentavam câncer de cabeça, colo e pescoço, mama, gastro-esofágico, próstata, pâncreas, pulmão e câncer renal. 

Além dos pacientes apresentarem taxas substanciais de estabilização da doença com a combinação destas duas drogas, os investigadores relatam que os efeitos colaterais observados foram relativamente limitados, mais comumente restritos a feridas na boca, perda de peso, náuseas e fadiga.

O grupo de pesquisadores foi capaz de ver a evidência da inibição da autofagia em células do sangue periférico em pacientes tratados com esta combinação, e verificaram que a inibição aumentou com doses crescentes de hidroxicloroquina.

Dada a grande proporção de pacientes com melanoma que se beneficiaram desta combinação no grupo inicial de pacientes, os pesquisadores estão registrando atualmente um adicional de mais 12 pacientes em um grupo de expansão, com a dose de 1200 mg de hidroxicloroquina. Eles também estão esperançosos de que esta combinação de drogas também seja útil em pacientes com câncer de cabeça, pescoço e mama.
Traduzido e condensado de sciencedaily.com. Leia original aqui.

Derivado da vitamina A pode inibir formas iniciais do câncer de mama

Uma substância encontrada na cenoura e na batata-doce pode revelar-se fundamental para combater o câncer de mama em estágios iniciais, segundo um novo estudo realizado por investigadores do Fox Chase Cancer Center. Sandra Fernandez, PhD, professora assistente de pesquisa desta instituição, estará apresentando os resultados deste trabalho na 102a reunião anual da American Association Cancer for Reserch-AACR, nesta terça-feira, 5 de abril. Este encontro, aberto no último sábado no Centro de Convenções Orange County, em Orlando, Flórida, com encerramento previsto para amanhã, reúne anualmente há mais de um século toda a comunidade científica, políticos, entidades, empresas, envolvidos na luta contra o câncer.

O ácido retinóico, um derivado da vitamina A, poderá ser uma terapia promissora contra o câncer, pois afeta o crescimento, a proliferação e a sobrevivência celular. Neste momento, sua eficácia está sendo testada em vários ensaios clínicos. Neste estudo, Sandra Fernandes e seus colegas apontam os aspectos críticos do modo de ação do ácido retinóico - o que pode representar um avanço potencialmente importante no desenvolvimento de tratamentos eficazes para os pacientes.

Para identificar as condições específicas em que o ácido retinóico inibe e até reverte o crescimento de massas anormais na mama, os pesquisadores desenvolveram um sistema de cultura composto de quatro linhagens de células que representam diferentes fases do câncer: a) células normais, como as células da mama humana, b) células transformadas (que dão origem a massas sólidas em função da exposição a agentes cancerígenos), c) células invasoras (que são capazes de quebrar as barreiras do tecido do peito e se espalhar para outras partes do corpo) e d) células tumorais (que se formam quando as células invasoras são injetadas na gordura mamária de camundongos e apresentam todas as características das células cancerosas totalmente malignas da mama).

Os resultados sugerem que o ácido retinóico pode deter a progressão do tumor no início, mas não em estágios mais adiantados. "Não parece haver nenhuma maneira de reverter os tumores com ácido retinóico, quando eles se tornam muito avançados", diz Fernandez.
Traduzido e condensado de sciencedaily.com. Leia original aqui.

Contestada eficácia do controle médico contra câncer de próstata

O controle médico reduz de maneira pouco significativa as mortes por câncer de próstata, segundo um estudo do Instituto Karolinska, de Estocolmo, que foi publicado pelo British Medical Journal em sua última edição. A pesquisa, que se estendeu durante um período de 20 anos, destaca também que "há um risco considerável de excesso de tratamento" no caso de homens sem problemas médicos.

O câncer de próstata é um dos mais comuns entre pessoas do sexo masculino no mundo todo, e as revisões médicas são a prática rotineira para a detenção adiantada da doença. As conclusões do estudo se baseiam em um teste clínico que começou na Suécia em 1987 com 9.026 homens de 50 e 69 anos, dos quais 1.494 foram escolhidos ao acaso para serem submetidos a um controle médico com consultas a cada três anos entre 1987 e 1996.

Os outros 7.532 não receberam um atendimento preventivo específico e fizeram as vezes de "grupo de controle", com o qual posteriormente se compararam os resultados do teste. Em 1987 e em 1990, as consultas consistiram unicamente em um exame de toque retal, mas a partir de 1993 foi combinada com um teste antigênico específico da próstata (PSA).

Em 31 de dezembro de 1999, foi feito um acompanhamento específico dos homens que tinham sido diagnosticados com câncer, e em 31 de dezembro de 2008 foi determinada sua taxa de sobrevivência. No caso do grupo de acompanhamento, foram diagnosticados 85 casos (5,7%) de câncer de próstata, enquanto no grupo de controle, 292 (3,9%).

Os tumores no primeiro grupo eram menores e mais localizados, mas o estudo não mostrou que houve uma diferença significativa na taxa de sobrevivência entre um grupo e o outro. 

"Após 20 anos, a taxa de mortes por câncer de próstata não diferiu de maneira significativa entre homens no grupo de acompanhamento e homens do grupo de controle", afirma o texto publicado no BMJ.

Os autores acreditam que, embora as revisões e o tratamento de homens com tumores detectados possam reduzir até em um terço as mortes no caso específico do câncer de próstata, existe também o risco que uma excessiva preocupação por um diagnóstico rápido se traduza em tratamentos "excessivos ou prejudiciais".

Os pesquisadores também defendem que o próximo desafio nesse campo deveria ser encontrar a maneira de distinguir os "tumores indolentes" (de crescimento lento) dos de crescimento rápido, e desenvolver tratamentos menos invasivos para os primeiros.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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Homens que começam a perder cabelo cedo correm maior risco de desenvolver câncer de próstata


A pesquisa, feita na França, comparou 388 portadores de tumores na próstata com um grupo controle de 281 homens saudáveis e verificou que, entre aqueles com a doença a porcentagem daqueles que começaram a ficar calvos aos 20 e poucos anos era duas vezes maior do que nos demais.
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omens que começam a perder cabelo na faixa dos 20 anos podem ter maior risco de desenvolver câncer de próstata no futuro, de acordo com estudo publicado nesta terça-feira (15/2) na revista Annals of Oncology.
Para aqueles cuja calvície começou depois dos 30 ou depois dos 40, não houve diferença no risco de desenvolver câncer de próstada em comparação com o grupo controle.
A alopécia androgênica é a queda de cabelos que afeta principalmente os homens. Cerca de 50% do público masculino será afetado em algum momento da vida. Relações entre calvície e hormônios androgênicos (como a testosterona) são conhecidas, da mesma forma que a relação entre esses hormônios e o câncer de próstata.
A finasterida – medicamento usado no tratamento da calvície – bloqueia a conversão de testosterona em um androgênio chamado dihidrotestosterona, que se estima estar envolvida na queda de cabelos. O medicamento também é usado para tratar câncer de próstata.
Os autores do estudo apontam a relação observada entre a queda de cabelo precoce o risco de desenvolvimento da doença mas ressaltam que os mecanismos por trás dessa associação são ainda desconhecidos.
“Mais estudos são necessários, tanto com maiores grupos como no nível molecular, de modo a encontrarmos as ligações desconhecidas entre hormônios androgênicos, calvície precoce e câncer de próstata”, disse Michael Yassa, que na época do estudo estava no Hospital Europeu Georges Pompidou, em Paris, e atualmente é professor na Universidade de Montreal.
“Precisamos também encontrar formas de identificar aqueles que têm mais risco de desenvolver a doença e que poderiam se beneficiar dos exames de diagnóstico. Com isso, poderíamos começar a considerar a prevenção por meio de drogas antiandrogênicas. A calvície precoce pode ser um desses fatores de risco”, derstacou Philippe Giraud, professor da Universidade de Paris Descartes, que coordenou a pesquisa.
Fonte: Jornal do Brasil
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Anteontem, segunda-feira, fiz exame preventivo da próstata, toque retal. Desagradável, mas necessário. O médico disse que tá tudo bem. Bleza, pimenta no dos outros é refresco! rsrsrs

terça-feira, 16 de novembro de 2010

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Câncer de próstata: em testes substância presente na soja utilizada para conter metástase

Estudos com homens japoneses, entre os quais é grande o consumo da soja e seus derivados, mostraram que a incidência do câncer da próstata era muito menor do que nos homens que vivem nos países ocidentais.
Os grãos de soja contém um composto singular denominado genisteína, também chamado de fitoestrógeno ou hormônio vegetal, que possui uma ação estrogênica moderada, a qual atua na prevenção de cânceres relacionados com o estrogênio.
Pesquisas realizadas no Japão, nos Estados Unidos e na Europa têm mostrado que a ingestão diária de alimentos à base de soja como, por exemplo, o tofu (queijo de soja), missô, e natto (especialidades da cozinha oriental) reduzem os riscos de cânceres de mama e de próstata em 50%.
A soja e seus derivados também possuem uma ação preventiva quanto aos cânceres de cólon, reto, estômago e pulmão. Para que os tumores aumentem seu tamanho, é necessário o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos. O bloqueio desse processo é visto como uma maneira potencialmente importante para controlar o câncer. A genisteína também inibe a formação desses vasos e, conseqüentemente, o desenvolvimento dos tumores cancerígenos.

Agora, uma droga nova, feita a partir de uma substância química encontrada na soja, pode impedir o movimento das células cancerosas da próstata para o resto do corpo, contendo a evolução do câncer na região, segundo um estudo divulgado por pesquisadores dos Estados Unidos. 

A genisteína, encontrada naturalmente na soja, está sendo usada no laboratório do professor de hematologia e oncologia Raymond Bergan, diretor de terapêutica experimental no Northwestern’s Robert H. Lurie Comprehensive Cancer Center, para inibir células de câncer de próstata que estão em processo de metástase. 

Em estudo recente, realizado com 38 homens com câncer de próstata, administrou-se uma vez ao dia uma pílula cuja fórmula tinha genisteína, um mês antes da cirurgia. O tratamento teve efeitos promissores sobre as células cancerosas da próstata.
Os pesquisadores examinaram as células cancerosas da próstata dos pacientes após a cirurgia e descobriram que a genisteína aumentou a expressão de genes que inibem a invasão das células cancerosas e reduziu a expressão de genes que aumentam a invasão, explica Bergan.
O próximo passo é a realização de um outro estudo, para ver se a droga pode fazer as células cancerosas pararem de se mover para fora da próstata e para o resto do corpo. Se confirmado, Bergan disse que essa poderá ser a primeira terapia para qualquer tipo de câncer.
Se essa droga pode efetivamente conter o câncer de próstata, uma terapia similar pode ter o mesmo efeito sobre as células de outros tipos de câncer.
Traduzido de Northwestern’s Robert H. Lurie Comprehensive Cancer Center. Editorial e edição de ilustração pelo autor do blog.

Receitas: Carne de soja com escarola, Estrogonofe de Soja,  Almôndega de soja recheada, Farofa de soja

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

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Em desenvolvimento teste de urina para detectar risco de câncer de próstata

O câncer de próstata matou cerca de 258.000 homens em todo o mundo em 2008 e é a segunda causa mais comum de morte por câncer nos Estados Unidos. No Reino Unido, cerca de 35.000 homens são diagnosticados com a condição e cerca de 10.000 morrem da doença. Uma proteína presente na urina pode ser um forte indicador de risco de câncer de próstata, de acordo com cientistas britânicos. Segundo eles, a descoberta pode ajudar a desenvolver um teste simples e rápido para detectar a doença no futuro.

Cientistas do Cancer Research UK Cambridge Research Institute e do ICR (Institute of Cancer Research) disseram que a proteína chamada microseminoprotein-beta ou MSMB, é encontrada em níveis reduzidos em homens diagnosticados com a doença e ainda são mais baixas em homens com formas mais agressivas do câncer.

A proteína é fácil detectar, pois ela é encontrada na urina. Potencialmente, seria um teste muito simples para identificar homens com maior risco de desenvolver a doença. Os pesquisadores esperam que os resultados possam ser convertidos em um teste para uso médico em cerca de cinco anos, e esperam que a descoberta também ajude a determinar quais pacientes têm tumores mais agressivos.

Os testes mais eficazes disponíveis atualmente são baseados em um único biomarcador chamado PSA (antígeno prostático específico). Mas esse teste é problemático, pois tem baixa especificidade, o que gera altas taxas de falsos positivos e pode levar a tratamentos cirúrgico e radioterápico desnecessários.

"No momento, o teste do PSA é a melhor maneira que temos para detectar o câncer de próstata, mas existem limitações importantes, por isso há uma necessidade urgente de encontrar novos biomarcadores, como a MSMB, que poderiam ser utilizados na triagem e diagnóstico", disse Rosalind Eeles do ICR e do Royal Marsden Hospital, que também trabalhou no estudo.

A proteína - que regula a morte das células da próstata - é produzida por células normais da próstata. Os cientistas analisaram tecidos e amostras de urina de cerca de 350 homens, com e sem câncer de próstata, para testar os níveis da MSMB.

Os resultados, publicados no "PLos" (Public Library of Science), mostraram que a MSMB encontra-se em níveis significativamente mais baixos na urina de homens diagnosticados com câncer de próstata em comparação àqueles sem a doença. Eles também mostraram que os homens com tumores agressivos estavam sujeitos a ter níveis mais baixos de proteína na urina.

Um teste de urina preciso e confiável para o câncer de próstata seria uma ferramenta valiosa, se for provado ser bem sucedido em grande escala.

domingo, 29 de agosto de 2010

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O alvo agora é o metabolismo celular


 Uma droga que impede o desenvolvimento das células cancerosas bloqueando seu mecanismo de geração de energia pode levar a uma nova classe de tratamentos contra o câncer. O primeiro ensaio humano da droga, publicado em maio, é relatado ter estendido a vida de quatro pessoas portadoras de uma forma agressiva de câncer cerebral. O resultado é preliminar, mas sugere que, como uma abordagem, a luta contra o "metabolismo" do câncer é um caminho.

As células cancerosas obtêm energia de forma diferente das restantes células do nosso organismo. Enquanto, as nossas células não-tumorais obtêm energia por respiração aeróbia, um processo que ocorre na presença de oxigênio, em organelas chamadas mitocôndrias, as células cancerosas obtêm energia por glicólise, um processo que não necessita da presença de oxigênio e que não é realizado em mitocôndrias. Até há pouco tempo, pensava-se que isso constituía uma desvantagem para as células cancerosas, visto que se consegue menos energia realizando glicólise, do que realizando respiração aeróbia. Contudo, recentemente, começou-se a pensar de maneira oposta.

 Os cientistas justificam que, apesar do baixo rendimento energético, a glicólise, contrariamente à respiração aeróbia, disponibiliza os "blocos químicos essenciais à construção de novas células", o que permite uma mais rápida divisão celular. 

Dessa forma, de modo a travar a progressão de células tumorais, os cientistas decidiram ativar as mitocôndrias de cinco indivíduos com uma forma agressiva de cancro do cérebro, através de um medicamento. Apenas um desses cinco indivíduos morreu de câncer, tendo os tumores deixado de crescer nos restantes quatro indivíduos (tendo num deles desaparecido completamente), que acabaram por viver mais tempo. Esta é por isso uma notícia encorajadora em termos da luta contra o câncer.

Fonte: http://www.newscientist.com/article/mg20627603.500-cancers-sweet-tooth-becomes-a-target.html?full=true

Células cancerosas do sangue podem ser capturadas por microchip

Uma equipe de investigadores do Hospital Geral de Massachusetts (HGM) desenvolveu um microchip que consegue isolar, enumerar e analisar células cancerígenas que se encontrem na circulação sanguínea, a partir de uma pequena amostra de sangue, informa o HGM.

Segundo a informação divulgada, as células cancerígenas que se encontram na circulação sanguínea são provenientes de tumores sólidos e encontram-se neste fluxo numa escala de uma para um bilhão de células. Devido à sua raridade, não tem sido, até agora, possível detectá-las para se obter informações pertinentes, mas o novo dispositivo, denominado “CTC-chip”, tem potencial para ser uma valiosa ferramenta para monitorizar e guiar os tratamentos contra o câncer.

«A utilização de nanofluidos para encontrar estas células tão raras é algo de revolucionário, pois é a primeira aplicação desta tecnologia num grande e importante problema clínico», diz Daniel Haber, diretor do Centro para o Câncer do HGM e co-autor do trabalho publicado na revista “Nature”. «Apesar de ser necessário ainda muito trabalho, esta abordagem aumenta a possibilidade de se monitorizar a resposta dos tumores aos tratamentos de forma rápida e não invasiva, permitindo fazer mudanças caso o tratamento não esteja funcionando e tendo ainda potencial para fazer a detecção precoce da doença em pessoas com elevado risco de desenvolverem câncer», explica.

O dispositivo desenvolvido utiliza um chip coberto por 80 mil pontos microscópicos, cada um com um anticorpo capaz de atrair uma proteína existente na maior parte dos tumores sólidos. Estas são assim atraídas e aderem ao chip. Vários testes demonstraram que mesmo células cancerígenas com baixos níveis da respectiva proteína foram atraídas pelo chip. Os investigadores testaram a nova tecnologia em 68 pacientes com cinco tipos diferentes de câncer: pulmões, próstata, peito, pâncreas e colo-retal. Ao todo, foram testadas 116 amostras de sangue, tendo o “CTC-chip” sido eficaz em 99 por cento dos casos.

Fonte: http://www.newscientist.com/article/mg20627603.500-cancers-sweet-tooth-becomes-a-target.html?full=true

Carboidratos do bem

Algumas pesquisas indicaram que reduzir o peso e os carboidratos ajuda a combater o câncer. São pesquisas epidemiológicas que mostram que, considerando constantes outras variáveis, o maior consumo de carbidratos favorece o câncer.

Agora, ScienceDaily divulga os resultados de uma pesquisa realizada em outro nível, Tipo I, ainda com células, no Burnham Institute for Medical Research, demonstrando que determinadas moléculas de açúcar chamadas de “glycans” suprimem os cânceres da próstata e de mama. O que fariam os glycans? Afetariam a adesividade das células. Um aumento na expressão das enzimas que produz esses glycans, que têm o nome nada fácil de β3GnT1, reduz a atividade dos tumores e sua migração. Tumor que fica no seu lugar não gera metástase – e isso é bom para nós. E agora? Pesquisas, em níveis diferentes, que dão resultados ...opostos.

Fonte: http://www.newscientist.com/article/mg20627603.500-cancers-sweet-tooth-becomes-a-target.html?full=true