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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

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Imunoterapia: tratamento experimental pode beneficiar crianças portadoras de leucemia e linfoma de células B


O Hospital Infantil da Filadélfia está recrutando crianças com câncer para um estudo clínico inovador denominado “Programa CART19”, que visa a ativação do sistema imunológico para potenciar o combate a vários tipos de leucemias (tumores que afetam o sangue), ou linfomas (sistema linfático), avança o PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, citando o Children's Hospital of Philadelphia.

As linhas gerais do Programa CART19 visam a alteração das células T (tipo de célula do sistema imunitário) de cada criança, impulsionando-as a atacar tipos específicos de câncer nas suas células-B (tipo de célula do sistema imunológico).

A nova Fase I do ensaio clínico pediátrico começa a registar um número muito pequeno de crianças com leucemia de células B e linfoma de células B que resistem ao tratamento padrão, motivo pelo qual se torna necessário recrutar novos doentes.

Ao aproveitar as próprias células do sistema imunológico da criança para combater o câncer, esta abordagem de imunoterapia tem potencial para garantir “um verdadeiro passo em frente no avanço de tratamentos para a leucemia infantil”, referem os investigadores.

Em estudos com animais, uma dose única de células T modificadas, apuradas para atacar as células de leucemia, conseguiu atingir o alvo num prazo máximo de 72 horas. O estudo CART19 atual é focado principalmente na segurança do tratamento, pelo que, segundo os investigadores, se essa abordagem se mostrar segura, ensaios futuros irão testar a sua eficácia.

Os candidatos para os novos testes são crianças que apresentem recidiva da doença ou células B de leucemia ou linfomas resistentes à quimioterapia.
Fonte aqui

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

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Câncer de pulmão: Cuba registra primeira vacina terapêutica

A notícia não poderia ser melhor: uma vez que o paciente termina o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e é considerado um paciente terminal, sem alternativa terapêutica, neste momento é aplicada a vacina, que ajuda a controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada. Ela pode ser usada como um tratamento crônico que aumenta a expectativa e a qualidade de vida do paciente. Teste foi realizado com mais de mil pacientes, sem que tenham surgido efeitos colaterais. 
C
uba registrou a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão, após testar sua eficácia em mais de mil pacientes ao longo de mais de 15 anos, sem que tenham ocorrido efeitos colaterais. Denominada CIMAVAX-EFG, a vacina tem o objetivo de transformar o câncer de pulmão avançado em uma doença crônica controlável.
O registro permite usar a vacina maciçamente no país, bem como nos mil pacientes aos quais foi administrada durante os testes, e atualmente seu processo avança para adoção em outras nações.
Diferentemente da quimioterapia e da radioterapia – usualmente empregadas no tratamento do câncer –, que desencadeiam elevada toxicidade, pois são inespecíficas e atacam também às células saudáveis, a CIMAVAX-EGF pertence à categoria das drogas que atuam através do Sistema Imunológico, estimulando seus agentes a atacarem apenas as células malignas relacionadas ao tumor.
Segundo Gisela González, chefe do projeto que desenvolveu a vacina, ela é baseada em uma proteína que faz parte de nosso organismo, o fator de crescimento epidérmico, e já se avalia formas de empregar o seu princípio em outros tumores sólidos (em próstata, útero e mama), que podem ser alvo deste tipo de terapia.
Traduzido e condensado de La Jornada. Leia matéria original aqui.

Câncer de mama: garota de quatro anos vence batalha
Aleisha Hunter é a pessoa mais jovem a ser diagnosticada com a doença.
O câncer de mama é raro em crianças, pois há pouco tecido no local e os hormônios femininos ainda não se manifestaram. O risco aumenta com a chegada da puberdade, mas afeta normalmente mulheres com mais de 30 anos. Antes de Aleisha, a pessoa mais jovem a ser diagnosticada era Hannah Powell-Auslam, que soube da doença quando tinha apenas 10 anos, em 2008.
A
 história começou quando a garota canadense, moradora na cidade de Toronto e hoje com 4 anos de idade, começou  a ter inchaços no peito, em dezembro de 2008. A mãe, Melanie, descobriu um caroço do tamanho de uma vagem no local, após um banho. À época, Aleisha ainda não havia completado três anos de idade. Em janeiro de 2009, o inchaço aumentou, gerando uma pequena esfera de 2 cm, que impedia Aleisha de dormir, por causa da dor.
Após o diagnóstico de câncer, foi feita uma mastectomia para remoção de 16 nódulos linfáticos do corpo da garota. O procedimento foi bem sucedido, o câncer foi removido e o tratamento dispensou o uso de quimioterapia e radioterapia. Ela saiu do hospital três dias após a operação.
"Eu sei que eu tive câncer no meu peito e que os médicos me fizeram melhorar", disse Aleisha ao jornal britânico Daily Mail. "Sei que a doença pode fazer algumas pessoas irem para o céu, mas eu estou melhor agora."
A médica responsável pela cirurgia, Nancy Down, afirmou nunca ter visto um caso parecido em 25 anos de profissão. "É o caso mais jovem conhecido no mundo", disse a especialista. Os médicos acreditam que o câncer não irá retornar, mas Aleisha passará por checkups constantes nos próximos anos e por uma cirurgia para reconstrução dos seios quando chegar à adolescência.
Traduzido e condensado de Daily Mail. Leia matéria original aqui.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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Biotecnologia e Imunoterapia: planta do tabaco para vacinas contra linfomas

Um ensaio clínico internacional, com a participação dos Estados Unidos, da Espanha e da Alemanha utiliza as folhas da planta do tabaco - a mesma que em outras circunstancias servem de base para a fabricação de fumo - na produção de vacinas personalizadas contra o linfoma folicular.
O linfoma folicular é um tipo freqüente de câncer que se caracteriza por um crescimento dos linfócitos B, que são células que fazem parte do sistema imunológico do organismo. A incidência desta patologia é elevada. Na Espanha, por exemplo, a cada ano se diagnosticam 5 mil novos casos em pessoas maiores de 40 anos.
O trabalho foi apresentado na 52ª reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia encerrado anteontem, em Orlando, EUA.
O
 novo ensaio, dirigido pelo investigador Maurizio Bendandi, especialista em hematologia do Centro de Investigación Médica Aplicada (CIMA) da Universidade de Navarra, na Espanha, tem como objetivo produzir, a partir de folhas de plantas de tabaco, vacinas idiotípicas, personalizadas contra o linfoma folicular.
O estudo está sendo financiado pela farmacêutica alemã Bayer e conta com a participação dos especialistas de Navarra, já que a empresa alemã os selecionou em função dos bons resultados obtidos desde 2006 com as primeiras vacinas idiotípicas.
O objetivo prioritário da Bayer com este ensaio é valorizar a eficácia das proteínas obtidas com a nova tecnologia, capaz de encurtar o prazo de produção destas vacinas para apenas 6 semanas. Para se ter uma idéia, atualmente o tempo de elaboração destes preparados personalizados leva cerca de 9 meses, dada a complexidade da produção de um medicamento individualizado para cada paciente.
Uma vacina idiotípica é um fármaco elaborado com as células tumorais do próprio paciente. Elas apresentam na superfície uma proteína, denominada imunoglobulina, que tem uma parte específica que é o idiotipo. Esta proteína de superfície, depois de manipulada adequadamente, pode ser utilizada como vacina terapêutica, já que representa um antígeno (substancia capaz de estimular o sistema imunológico) específico para esse tumor específico.
O objetivo da vacina é ativar o sistema imunológico para que reconheça e destrua as células tumorais. Este procedimento poderá vir a ser útil para a maioria dos linfomas não-Hodgkin, e não apenas para o linfoma folicular, já que nos linfomas sabe-se claramente qual é o antígeno contra o qual se deve dirigir a resposta.
A previsão é de que a investigação se desenvolva até 2012 com uma amostra de 20 pacientes. O recrutamento, a biópsia dos gânglios e posterior tratamento dos enfermos estão ao encargo do Southwestern Medical Center de Dallas, nos EUA. Uma metade do material obtido na biópsia é enviada aos laboratórios da Universidade de Navarra, a outra metade vai para Halle, Alemanha, onde os técnicos da Bayer isolarão o material genético que será utilizado na produção da vacina.
O processo de elaboração das vacinas na Alemanha começa com a extração da informação genética que codifica o antígeno das células tumorais do paciente. Esta informação é introduzida então em um vírus que, por sua vez, é inoculado em uma bactéria. Em seguida, a bactéria infetará a planta do tabaco, que assim assimila a informação genética e começa a fabricar a proteína do tumor humano (idiotipo). Posteriormente, esta proteína será submetida a um processo de purificação para, a partir dela, elaborar a vacina.
A vacina personalizada assim obtida na Alemanha será então enviada a Dallas, onde será ministrada ao paciente correspondente. Uma injeção subcutânea que se aplicará, em cada um dos casos, uma média de seis doses durante 6 meses.
Os especialistas da Universidade de Navarra são os responsáveis pela avaliação da resposta de cada um dos pacientes.
Traduzido e condensado de RNW. Leia texto original aqui.
Post relacionado: Tabaco ? Quem diria.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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Linfoma: talvez “esperar e observar” não seja a melhor conduta terapêutica

Um grande ensaio, conduzido por pesquisadores do Reino Unido e apresentado na 52ª  reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia, que termina hoje em Orlando, nos EUA, pode representar uma abordagem completamente nova para o tratamento de um câncer comum do sistema imunológico, o linfoma folicular (FL). Atualmente, muitos pacientes com este tipo de câncer não recebem qualquer tipo de tratamento e são mantidos sob observação, "observar e esperar" ( watch and wait) até que eles comecem a apresentar sintomas. Quando os sintomas aparecem, os pacientes têm de iniciar um tratamento que inclui a quimioterapia.

N
o entanto um novo estudo, conduzido no Reino Unido, contradiz eficazmente esta prática, proporcionando a primeira evidência forte de que o momento de iniciar a quimioterapia e o tempo de progressão do câncer podem ser prorrogados por mais tempo, se os pacientes forem tratados com o anticorpo alvo MabThera (rituximab) imediatamente após o diagnóstico, em comparação a “observar e esperar”. Como o tratamento com rituximab é uma imunoterapia com anticorpos monoclonais, seus efeitos colaterais são bem menos agressivos que aqueles observados na administração da quimioterapia convencional.

O estudo, conduzido por médicos do University College London Hospital, investigou o que acontece quando os pacientes recebem tratamento com o rituximab antes do surgimento dos sintomas e permanecem nele por dois anos. Os resultados mostraram que após três anos, 91% dos pacientes que receberam monoterapia com rituximab como indução e manutenção (quatro doses semanais seguidas por doses de manutenção uma vez a cada dois meses por dois anos) foram poupados de quaisquer terapias citotóxicas (que danificam as células indiscriminadamente, quimioterapia ou radioterapia), em comparação com 48% dos pacientes que não receberam tratamento no momento do diagnóstico (grupo “observar e esperar”).

Ao mesmo tempo, 81% dos pacientes que receberam terapia de indução e rituximab estendida não tinham experimentado nenhum agravamento da doença (sobrevida livre de progressão) em três anos, em comparação com 33% dos pacientes do grupo “esperar e observar”.

"Nós encontramos uma outra maneira de controlar esta doença em seus primeiros anos", comentou o Dr. Kirit Ardeshna, do University College Hospital, Londres, e investigador-chefe do estudo. "Para muitos pacientes é importante poder retardar o início da quimioterapia e para eles os resultados deste estudo são um grande avanço."

"Os efeitos colaterais da quimioterapia podem influir muito negativamente na qualidade de vida de alguém, razão pela qual a conduta “esperar e observar” vinha sendo adotada  até agora, por se julgar ser a melhor opção para os pacientes", comentou Sally Penrose, diretora executiva do Lymphoma Association. "No entanto, uma nova opção, que atrasa ainda mais a necessidade de se passar pela quimioterapia é uma notícia fantástica para milhares de pessoas no Reino Unido que vivem com esse tipo de linfoma."

O linfoma folicular é uma forma de crescimento lento de linfoma não-Hodgkin (LNH), caracterizada por períodos de remissão e de recaída e afeta mais de 15 mil pessoas no Reino Unido. Como o FL é um câncer incurável, o objetivo primário do tratamento é manter a doença sob controle o maior tempo possível, permitindo que as pessoas tenham uma vida quase normal.
Traduzido e condensado de matéria publicada em medicalnewstoday.com em 07/12/2010. Leia original aqui.