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sexta-feira, 22 de junho de 2012

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Congresso da ASCO: combinação de drogas prolonga sobrevida e reduz efeitos colaterais no tratamento do câncer de mama


Um novo medicamento pretende melhorar o tratamento do câncer de mama metastático do tipo HER2-positivo – um dos tipos mais agressivos, que acomete até 20% das pacientes. Ainda em fase experimental, a droga T-DM1 promete prolongar a sobrevida e retardar a evolução da doença nessas pacientes, sem causar os efeitos colaterais típicos da quimioterapia. O estudo clínico com o medicamento foi apresentado durante o Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, sigla em inglês), que aconteceu em Chicago, na primeira quinzena de junho, nos Estados Unidos.

O T-DM1 está em fase final de testes. Ele é formado pela combinação do anticorpo monoclonal (produzido a partir de clones de uma única célula) trastuzumabe e pelo quimioterápico emtansine (DM1). As duas substâncias já existiam no mercado, sendo que o trastuzumabe é usado rotineiramente no tratamento do câncer. "A novidade aqui é a união dessas duas drogas em uma só", diz Gilberto Amorim, diretor do Grupo Brasileiro de Estudos de Câncer de Mama e presente no ASCO.

Juntas, elas conseguem ter uma ação mais específica, atuando virtualmente apenas nas células cancerígenas. A ação da droga é combinada. Ao trastuzumabe cabe o papel de se ligar às células cancerígenas com o reagente HER2-positivo. Uma vez que esse primeiro passo é dado, o quimioterápico emtansine é então injetado para dentro da célula, matando-a. "É como um Cavalo de Troia. Por isso os efeitos colaterais são bem inferiores aos da quimioterapia tradicional", diz Amorim. Em outras palavras, como o agente quimioterápico não ataca também as células saudáveis do organismo, problemas como ânsia, queda de cabelo e diarreia são minimizados.

Pesquisas – O estudo foi realizado com 991 pacientes (cerca de 50 brasileiros), sendo que todas já haviam sido tratadas apenas com trastuzumabe. Metade do grupo recebeu, então, T-DM1, e a outra metade o tratamento padrão com os quimioterápicos lapatinibe e capecitabina. Aquelas que tomaram o T-DM1 não apresentaram progressão da doença por um tempo 35% maior — ficaram, em média, 9,6 meses sem o avanço da doença, contra 6,4 meses no grupo controle.

Das pacientes que tomaram o T-DM1, 43,6% tiveram os tumores reduzidos, enquanto apenas 30,8% do grupo controle apresentaram redução. A sobrevida com a nova droga também foi maior. No grupo que recebeu o medicamento, houve um aumento de 7,1 meses na qualidade de vida — sem nenhum sintoma. No grupo que recebeu os quimioterápicos tradicionais, o aumento foi de 4,6 meses.

Medicina personalizada — De acordo com a Roche, farmacêutica responsável pelo T-DM1, a droga deve ser submetida para aprovação da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, sigla em inglês) e para a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, sigla em inglês) ainda este ano. "No Brasil, as expectativas são de que ela entre no mercado entre 2014 e 2015", diz Adriano Treve, presidente da Rocha Farmacêutica do Brasil.

A farmacêutica vem trabalhando ainda com três outras drogas biológicas para o tratamento do câncer. Já está em análise pela Anvisa o Avastin (já usado no tratamento de câncer colorretal, pulmão e de alguns tipos de tumor no cérebro e nos rins). Agora, o medicamento deverá ser usado também contra o câncer de ovário. Dados apontam que o uso combinado do Avastin com a quimioterapia reduziu em até 52% a progressão da doença.

Recentemente aprovado pela Anvisa, o medicamento Zelboraf (vemurafenibe) conseguiu reduzir em 63% o risco de morte e em 74% o risco de progressão do melanoma (câncer de pele), quando comparada à quimioterapia. A droga é indicada para aqueles pacientes com melanoma metastático positivo para mutação BRAF V600. "Esse medicamento será lançando em paralelo com o teste diagnóstico. Isso porque o produto só poderá ser prescrito para pacientes com essa mutação", diz Treve.

O que são biomedicamentos?

  1. A substância ativa de um medicamento biológico é feita por (ou derivada de) um organismo vivo, como uma bactéria ou uma levedura (um tipo de fungo unicelular).
  2. Ele pode ainda ser obtido de uma fonte biológica, como um tecido ou sangue, de onde são extraídos compostos que agem como medicamentos.
  3. Diferentemente de um remédio sintético, que é produzido por síntese química em processos controlados, o remédio biológico tem um processo bem mais complexo, que pode envolver etapas de recombinação genética.
  4. Seus efeitos colaterais podem ser graves e têm, geralmente, relação direta com o sistema imunológico, podendo levar a uma doença autoimune.
    No Brasil, há vários biológicos em uso: insulina recombinante, interferon (diabetes), eritropoietina (anemia causada por falência renal), fatores de crescimento e anticorpos monoclonais (usados no tratamento de doenças autoimunes, no câncer e após um transplante).
  5. Vacinas e antissoros também são considerados biológicos. O remédio Avastin, um anticorpo monoclonal, é um dos remédios contra o câncer mais usados no mundo.
  6. Em 2011, o FDA (agência americana similar à Anvisa) retirou seu uso para casos de câncer de mama em estágio avançado, mas ele ainda é indicado para alguns tipos de câncer colorretal, pulmonar, renal e cerebral.
Fonte aqui

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

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Câncer de pulmão: Cuba registra primeira vacina terapêutica

A notícia não poderia ser melhor: uma vez que o paciente termina o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e é considerado um paciente terminal, sem alternativa terapêutica, neste momento é aplicada a vacina, que ajuda a controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada. Ela pode ser usada como um tratamento crônico que aumenta a expectativa e a qualidade de vida do paciente. Teste foi realizado com mais de mil pacientes, sem que tenham surgido efeitos colaterais. 
C
uba registrou a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão, após testar sua eficácia em mais de mil pacientes ao longo de mais de 15 anos, sem que tenham ocorrido efeitos colaterais. Denominada CIMAVAX-EFG, a vacina tem o objetivo de transformar o câncer de pulmão avançado em uma doença crônica controlável.
O registro permite usar a vacina maciçamente no país, bem como nos mil pacientes aos quais foi administrada durante os testes, e atualmente seu processo avança para adoção em outras nações.
Diferentemente da quimioterapia e da radioterapia – usualmente empregadas no tratamento do câncer –, que desencadeiam elevada toxicidade, pois são inespecíficas e atacam também às células saudáveis, a CIMAVAX-EGF pertence à categoria das drogas que atuam através do Sistema Imunológico, estimulando seus agentes a atacarem apenas as células malignas relacionadas ao tumor.
Segundo Gisela González, chefe do projeto que desenvolveu a vacina, ela é baseada em uma proteína que faz parte de nosso organismo, o fator de crescimento epidérmico, e já se avalia formas de empregar o seu princípio em outros tumores sólidos (em próstata, útero e mama), que podem ser alvo deste tipo de terapia.
Traduzido e condensado de La Jornada. Leia matéria original aqui.

Câncer de mama: garota de quatro anos vence batalha
Aleisha Hunter é a pessoa mais jovem a ser diagnosticada com a doença.
O câncer de mama é raro em crianças, pois há pouco tecido no local e os hormônios femininos ainda não se manifestaram. O risco aumenta com a chegada da puberdade, mas afeta normalmente mulheres com mais de 30 anos. Antes de Aleisha, a pessoa mais jovem a ser diagnosticada era Hannah Powell-Auslam, que soube da doença quando tinha apenas 10 anos, em 2008.
A
 história começou quando a garota canadense, moradora na cidade de Toronto e hoje com 4 anos de idade, começou  a ter inchaços no peito, em dezembro de 2008. A mãe, Melanie, descobriu um caroço do tamanho de uma vagem no local, após um banho. À época, Aleisha ainda não havia completado três anos de idade. Em janeiro de 2009, o inchaço aumentou, gerando uma pequena esfera de 2 cm, que impedia Aleisha de dormir, por causa da dor.
Após o diagnóstico de câncer, foi feita uma mastectomia para remoção de 16 nódulos linfáticos do corpo da garota. O procedimento foi bem sucedido, o câncer foi removido e o tratamento dispensou o uso de quimioterapia e radioterapia. Ela saiu do hospital três dias após a operação.
"Eu sei que eu tive câncer no meu peito e que os médicos me fizeram melhorar", disse Aleisha ao jornal britânico Daily Mail. "Sei que a doença pode fazer algumas pessoas irem para o céu, mas eu estou melhor agora."
A médica responsável pela cirurgia, Nancy Down, afirmou nunca ter visto um caso parecido em 25 anos de profissão. "É o caso mais jovem conhecido no mundo", disse a especialista. Os médicos acreditam que o câncer não irá retornar, mas Aleisha passará por checkups constantes nos próximos anos e por uma cirurgia para reconstrução dos seios quando chegar à adolescência.
Traduzido e condensado de Daily Mail. Leia matéria original aqui.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

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“Cirurgia Plástica do Bem”


Ao pensar em cirurgia plástica, a primeira imagem que nos vem à cabeça são operações estéticas, implantes de silicone, correção de nariz e orelha, lipoaspiração, entre outras. Quando queremos corrigir imperfeições ou ressaltar uma parte do corpo é que lembramos do cirurgião plástico.
Entretanto, esses profissionais também são responsáveis pela correção das imperfeições decorrentes de acidentes, como queimaduras e doenças, como o câncer de mama ou mesmo congênitas. Talvez mais do que as cirurgias estéticas, as reparadoras são importantes coadjuvantes na restauração da auto-estima do paciente. 

As cirurgias reparadoras acabam mudando a vida das pessoas. Com o objetivo de diminuir o tempo de espera de fila de hospitais públicos por esse tipo de cirurgias, a SBCP-SP programou a realização da “Cirurgia Plástica do Bem” como parte dos eventos da jornada paulistana de cirurgia.  

Será oferecido um serviço de utilidade pública. “Sem o mutirão, seria realizada uma cirurgia por dia nos hospitais participantes. Com a ação, esse número deve aumentar, com uma expectativa de que sejam feitas até cinco cirurgias por dia”, explica Carlos Alberto Komatsu, presidente da SBCP-SP.

Durante o evento, cada hospital será responsável por um tipo de intervenção específica. O ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) fará cirurgias plásticas em pessoas com tumores cutâneos. O Hospital Pérola Byington, outro participante, realiza cirurgias de reconstrução mamária pós-câncer.

A organização do evento incentiva profissionais a dedicarem um dia inteiro a esse tipo de atendimento. São diferentes cirurgias sendo realizadas em várias cidades do Estado de São Paulo. Os pacientes serão selecionados previamente pelo hospital, de acordo com a urgência do caso e o tempo que a pessoa já está na fila.

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Estudo sugere que linhaça pode vir a ser nova arma contra câncer de ovário.

Um novo estudo da Universidade de Illinois, nos EUA, sugere que a linhaça pode ajudar a reduzir a severidade do câncer de ovário. Em testes com galinhas, os cientistas descobriram que, entre as aves doentes, aquelas que eram alimentadas com as sementes tinham mais chances de manter um peso saudável, desenvolviam menos tumores em estágio avançado, tinham menos metástase do câncer e apresentavam maior sobrevida do que as galinhas com dieta convencional.

De acordo com os autores, a linhaça é rica em ácido alfalinoleico - um tipo de ômega-3 associado a diversos benefícios para a saúde -, e é relacionada, por diversos estudos, à inibição dos cânceres de cólon, de pele e de pulmão em humanos.

Entretanto, apesar de a galinha ser o único animal que desenvolve, espontaneamente, câncer ovariano na superfície dos ovários, como humanos, os especialistas recomendam cautela na análise dos resultados. Para confirmar os benefícios da semente e desvendar as razões da proteção, estudos mais complexos são necessários. 

“Essas descobertas podem oferecer as bases para um teste clínico que avalie a eficácia da linhaça como quimiossupressor do câncer de ovário em mulheres”, concluíram os autores.
 
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Gordura abdominal pode aumentar os riscos de câncer pancreático entre as mulheres.


As mulheres que apresentam excesso de gordura abdominal podem ter um maior risco de desenvolver câncer no pâncreas, segundo estudo publicado nesta semana na revista científica Archives of Internal Medicine. De acordo com especialistas da Universidade de Nova York, os resultados confirmam a relação entre a obesidade - indicada pelo índice de massa corporal (IMC) - e o risco do desenvolvimento de tumores nesse órgão.

Avaliando dados do Instituto Nacional do Câncer, incluindo mais de 2 mil pessoas com câncer pancreático e 2,2 mil sem a doença, os pesquisadores descobriram que, para todos os participantes, havia uma relação entre o aumento do IMC e um maior risco de desenvolver a doença. De forma geral, a quarta parte do grupo de participantes que apresentava maior IMC tinha 33% mais chances ter o câncer, comparados àqueles de menor índice corporal.

De acordo com os autores, porém, a circunferência da cintura - que indica obesidade abdominal - teria uma relação ainda mais forte com a doença, principalmente entre as mulheres. Os resultados mostraram que aquelas que tinham sobrepeso eram 31% mais propensas ao câncer, comparadas às mulheres com peso normal, e o risco era 61% maior entre as obesas; as mulheres com maior circunferência da cintura em relação ao quadril, por sua vez, tinham 87% maior risco de desenvolver câncer pancreático.

"Esses resultados, juntamente com aqueles de estudos anteriores, apoiam fortemente o papel da obesidade no desenvolvimento do câncer pancreático", concluíram os autores em artigo publicado na revista científica.
Suplementos podem reduzir risco de câncer de mama.

O câncer de mama preocupa as mulheres. É o segundo tipo da doença mais frequente no mundo e são esperados para o Brasil, em 2010, 49.240 novos casos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Pois uma descoberta pode ajudar a amenizar os números alarmantes. Suplementos de vitaminas e de cálcio parecem reduzir o risco de ter o problema.
O estudo apresentado no 101° Encontro Anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, realizado entre 17 e 21 de abril, em Washington, Estados Unidos, contou com 268 pessoas do sexo feminino com a patologia e 457 saudáveis. Os suplementos vitamínicos mostraram diminuir a chance de desenvolver câncer de mama em cerca de 30% e, os de cálcio, em 40%.
Jaime Matta, professor da Faculdade de Medicina de Ponce, em Porto Rico, disse ao site Science Daily que a pesquisa sugere que os suplementos de cálcio estão ligados ao aumento da capacidade de reparo do DNA, um processo biológico complexo que, se interrompido, pode levar à enfermidade.
Caso tenha pensado em correr para a farmácia e comprar um monte de suplementos, trate de deixar a ideia de lado. Não foi estabelecida a dosagem ideal para tal feito e o excesso sempre é prejudicial. O Inca informa que amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a uma menor probabilidade de adquirir a doença. 
http://saude.terra.com.br

domingo, 9 de maio de 2010

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Morre de câncer a atriz Lynn Redgrave, aos 67 anos.


A atriz Lynn Redgrave, de 67 anos, morreu em sua casa, no estado americano de Connecticut, na noite de domingo (2). Irmã mais nova da também atriz Vanessa Redgrave, ela foi indicada ao Oscar por “Georgy girl” e "Deuses e monstros”, além de atuar no teatro. Mais recentemente, ela apareceu em séries de TV americana como "Ugly Betty", "Law & Order" e "Desperate housewives".

Seus filhos e amigos, segundo comunicado divulgado, estavam com ela.

“Nossa querida mãe Lynn Rachel morreu em paz após uma jornada de sete anos contra o câncer de mama”, informou o comunicado divulgado nesta segunda: “Ela viveu, amou e trabalhou mais duro que nunca. As memórias sem fim que ela criou como mãe, avó, escritora, atriz e amiga irão nos sustentar pelo resto de nossas vidas. Nossa família inteira pede por privacidade para passar por esse momento difícil”.

Sua morte acontece um ano após a morte de sua sobrinha Natasha Richardson, por causa de um acidente de esqui, e um mês após a morte de seu irmão mais velho, Corin Redgrave.
http://g1.globo.com
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Testes duvidosos dificultam tratamento contra o câncer.
Drogas com o objetivo de desativar proteínas que estimulam o câncer são, como afirmam muitos oncologistas, o futuro da terapia contra o câncer. Poucas drogas desse tipo estão disponíveis hoje, mas quase todas as que estão sendo estudadas são elaboradas para desativar proteínas que alimentam o câncer. No entanto, essas terapias dependem de testes pouco confiáveis.

A Dr. Linda Griffith estava em uma conferência em Cingapura no começo de janeiro quando sentiu um nódulo no seio. Ela achou que não era nada – um cisto, talvez. Mas passou por mamografia, ultrassom e biópsia horas depois de desembarcar do avião. A notícia não era boa: ela tinha câncer.

Aí começaram as complicações. Ela fez um exame para saber se seu tumor tinha cópias extras de uma proteína, a HER2. Se tivesse, responderia a uma droga, a Herceptin (Trastuzumabe), que bloqueia a proteína e impede o crescimento do tumor. O teste envolvendo o tumor de Griffith deu negativo. Será mesmo? Uma pequena área do seu tumor ficou marrom, indicando grande quantidade de HER2. O resto era cor de creme, indicando nenhuma proteína HER2 extra.

Mesmo assim, seu tratamento se baseou nesse resultado. Um tumor positivo para HER2 tem um prognóstico bastante ruim. A Herceptin pode melhorá-lo, reduzindo em 50% as chances de que o câncer volte e reduzindo o risco de morte em 40%.

No entanto, a Herceptin, que custa US$ 42 mil por ano no atacado, causa sintomas parecidos com os da gripe e também causa efeitos colaterais bastante sérios, danos cardíacos graves que podem até ser fatais. E se um tumor não tem níveis altos de HER2, a Herceptin seria “um placebo tóxico e caro”.

Os testes para HER2, por exemplo, podem dar falso-positivos até 20% das vezes, indicando erroneamente que as mulheres precisam da droga, quando na verdade não precisam. Entre 5% e 10% das vezes os testes podem dizer falsamente que uma mulher não deve tomar a droga, quando na verdade ela precisa tomá-la. A Dra. Griffith ficou frente a frente com um problema crescente, mas pouco conhecido, na era atual de novos testes e terapias de câncer.

Assim como os testes HER2, outros testes moleculares para câncer de mama também apresentam problemas. Esses testes, para receptores de estrógeno em células cancerosas, determinam se o câncer será combatido por drogas que privam os tumores de estrógeno. Eles podem estar errados pelo menos 10% das vezes. Algumas drogas que reduzem o estrógeno, embora geralmente seguras, aumentam o risco de osteoporose e, dependendo da droga, também podem causar dor nas articulações e aumentar riscos de derrame e câncer de endométrio.

“É uma questão que transcende o câncer de mama”, disse o Dr. Wolff. “Um teste mal desenvolvido tem o potencial de ser tão perigoso quanto uma droga mal desenvolvida”.

Agora, reconhecendo o problema, o Dr. Winer realizou novos testes no tumor de Griffith com um método diferente, esperando que o resultado o ajude a descobrir se ela pode se beneficiar com a Herceptin. E Griffith está diante das incertezas da medicina de tratamento contra o câncer.

Quanto a Griffith, os dois testes para HER2 concordaram, mas com os resultados confusos foi difícil saber o que fazer. Seu tumor estava em cima do muro – em negativo, em parte fracamente positivo.

A Dra. Griffith decidiu não tomar a Herceptin, mas está passando pela quimioterapia padrão. “Estou bem confortável com minha decisão”, disse ela.
© 2010 New York Times News Service
 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

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Portadores de câncer poderão não precisar sair de Rondônia.

Conforme dados estatísticos do Hospital Pio XII, aumenta a cada ano o número de casos de câncer em Rondônia. Um dado alarmante se refere aos anos de 2006 e 2007, quando os registros constataram quase o dobro de atendimento de um ano para o outro.

O plenário da Assembléia Legislativa de Rondônia aprovou indicação reivindicando ao Governo Estadual para que seja garantida uma estrutura adequada anexa ao Hospital Regional de Ji-Paraná, para funcionamento de uma unidade do Hospital do Câncer de Barretos – Fundação Pio XII.
O autor da indicação, deputado estadual Professor Dantas (PT), justifica que a extensão do hospital em Ji-Paraná atenderá melhor os pacientes com câncer oriundos dos municípios rondonienses, que têm que se deslocar para São Paulo na busca de tratamento.
O diretor do Hospital, Dr. Henrique Duarte, informou que em 2006 ocorreram 11.708 atendimentos a pacientes com câncer oriundos de Rondônia, e, que, em 2007, este número subiu para mais de 20 mil atendimentos. "A mesma tendência se repetiu nos anos seguintes", acrescentou o diretor.
Em 2009, o Hospital do Câncer prestou 12.679 atendimentos à pacientes de Rondônia - mas o número ainda preocupa as autoridades, por levarem em conta que se trata de registros num único hospital, em apenas um ano.
Estadão do Norte
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 Consumir fibras regularmente afasta o risco de desenvolver câncer.


Pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, mostra que mulheres que ainda não chegaram à menopausa, e que consomem regularmente fibras, ficam menos vulneráveis ao câncer de mama.
O estudo foi feito com mais de 35 mil mulheres com idades entre 35 e 69 anos e que ingeriam pelo menos 30 gramas de fibra por dia diariamente. Segundo os resultados apresentados pelos cientistas, as mulheres que mantêm hábitos de comer fibras diminuíram em até 50% as chances de apresentarem este tipo de tumor. E para consumir 30 gramas de fibra, você só precisa comer cereais no café da manhã, trocar o pão branco por pão integral e acrescentar à dieta porções de frutas, verduras e legumes.

A importância das fibras alimentares para nosso organismo vai desde a regulação do fluxo intestinal até a prevenção de doenças graves. As fibras são assim chamadas, pois formam o esqueleto dos vegetais e servem de alimentos para microorganismos que carregamos em nosso intestino e por isso são especialmente indicadas para pessoas com problemas intestinais.

No Brasil o consumo da fibra alimentar fica bem abaixo do recomendado, algo em torno de 65%, mas a crescente preocupação com o intestino faz aumentar o consumo a cada ano. Frutas, legumes, vegetais, nozes, cereais integrais, farelos e pão integral são excelentes fontes de fibras alimentares
Com informações da Agência Estado