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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

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Novo anticorpo monoclonal contra o Linfoma não-Hodgkin

A Roche anunciou na 52ª reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia, encerrada ontem em Orlando, EUA, novos dados de eficácia de Fase II, obtidos a partir do GA101, composto experimental (RG 1759) para o tratamento de linfoma não-Hodgkin (NHL) indolente ou agressivo, reincidente / refratário, uma forma comum de câncer do sangue. Este é o primeiro anticorpo monoclonal especificamente concebido para melhorar a destruição de células neoplásicas B induzindo a outras células do sistema imunológico a atacá-las diretamente ou através da indução de morte celular.
O
 GA101 é um anticorpo monoclonal experimental que se liga à proteína CD20 presente nas células B neoplásicas. O complexo foi projetado especificamente para aumentar a destruição das células tumorais, induzindo ou outras células do sistema imunológico a atacá-las diretamente, ou através da indução de morte celular. O GA101 é o primeiro monoclonal anti-CD20 glicoprocessado tipo II que entra em ensaios clínicos para linfoma não-Hodgkin, e está sendo testado em diversos estudos de fase III, incluindo comparações diretas com o rituximab.
Os resultados, apresentados no 52º Encontro Anual da Sociedade Americana de Hematologia (ASH), em Orlando (Florida) têm mostrado taxas de resposta promissoras em pacientes com linfoma não-Hodgkin indolente ou agressivo, que são muito difíceis de tratar, que não tenham respondido a terapias anteriores, incluindo o tratamento com rituximab.
Os dados surgiram a partir de dois ensaios de Fase II.
No primeiro estudo de Fase II em linfoma não-Hodgkin agressivo, os pacientes tinham sido submetidos a tratamentos anteriores (média de 3 linhas de tratamento) e 63% não responderam ou apresentaram progressão da doença no prazo de 6 meses de tratamento com rituximab. Quase um terço dos pacientes responderam ao tratamento com GA101 (11 de 40 pacientes). Para os pacientes que deixaram de ser responsivos ao rituximab, a taxa de resposta foi de 25%.
No segundo estudo de Fase II em linfoma agressivo não-Hodgkin recidivado / refratário, na população total com linfoma agressivo não-Hodgkin, que havia sido pré-tratada intensivamente, 55% dos pacientes responderam ao tratamento com GA101, com uma sobrevida mediana livre de progressão de 11,3 meses. Para os pacientes que deixaram de ser responsivos ao rituximab, a taxa de resposta foi de 50%.
"Estamos satisfeitos em poder anunciar estes novos dados para o GA101 em ensaios de Fase II", disse Hal Barron, Diretor de Desenvolvimento Global da Roche. "Os resultados do GA101 neste grupo de pacientes com dificuldade de tratar linfoma folicular não-Hodgkin são animadores, e em breve esperamos fornecer mais dados importantes do programa de desenvolvimento clínico envolvendo o GA101.
Traduzido e condensado de  Scienza e Farmaci. Leia original aqui.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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Linfoma: talvez “esperar e observar” não seja a melhor conduta terapêutica

Um grande ensaio, conduzido por pesquisadores do Reino Unido e apresentado na 52ª  reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia, que termina hoje em Orlando, nos EUA, pode representar uma abordagem completamente nova para o tratamento de um câncer comum do sistema imunológico, o linfoma folicular (FL). Atualmente, muitos pacientes com este tipo de câncer não recebem qualquer tipo de tratamento e são mantidos sob observação, "observar e esperar" ( watch and wait) até que eles comecem a apresentar sintomas. Quando os sintomas aparecem, os pacientes têm de iniciar um tratamento que inclui a quimioterapia.

N
o entanto um novo estudo, conduzido no Reino Unido, contradiz eficazmente esta prática, proporcionando a primeira evidência forte de que o momento de iniciar a quimioterapia e o tempo de progressão do câncer podem ser prorrogados por mais tempo, se os pacientes forem tratados com o anticorpo alvo MabThera (rituximab) imediatamente após o diagnóstico, em comparação a “observar e esperar”. Como o tratamento com rituximab é uma imunoterapia com anticorpos monoclonais, seus efeitos colaterais são bem menos agressivos que aqueles observados na administração da quimioterapia convencional.

O estudo, conduzido por médicos do University College London Hospital, investigou o que acontece quando os pacientes recebem tratamento com o rituximab antes do surgimento dos sintomas e permanecem nele por dois anos. Os resultados mostraram que após três anos, 91% dos pacientes que receberam monoterapia com rituximab como indução e manutenção (quatro doses semanais seguidas por doses de manutenção uma vez a cada dois meses por dois anos) foram poupados de quaisquer terapias citotóxicas (que danificam as células indiscriminadamente, quimioterapia ou radioterapia), em comparação com 48% dos pacientes que não receberam tratamento no momento do diagnóstico (grupo “observar e esperar”).

Ao mesmo tempo, 81% dos pacientes que receberam terapia de indução e rituximab estendida não tinham experimentado nenhum agravamento da doença (sobrevida livre de progressão) em três anos, em comparação com 33% dos pacientes do grupo “esperar e observar”.

"Nós encontramos uma outra maneira de controlar esta doença em seus primeiros anos", comentou o Dr. Kirit Ardeshna, do University College Hospital, Londres, e investigador-chefe do estudo. "Para muitos pacientes é importante poder retardar o início da quimioterapia e para eles os resultados deste estudo são um grande avanço."

"Os efeitos colaterais da quimioterapia podem influir muito negativamente na qualidade de vida de alguém, razão pela qual a conduta “esperar e observar” vinha sendo adotada  até agora, por se julgar ser a melhor opção para os pacientes", comentou Sally Penrose, diretora executiva do Lymphoma Association. "No entanto, uma nova opção, que atrasa ainda mais a necessidade de se passar pela quimioterapia é uma notícia fantástica para milhares de pessoas no Reino Unido que vivem com esse tipo de linfoma."

O linfoma folicular é uma forma de crescimento lento de linfoma não-Hodgkin (LNH), caracterizada por períodos de remissão e de recaída e afeta mais de 15 mil pessoas no Reino Unido. Como o FL é um câncer incurável, o objetivo primário do tratamento é manter a doença sob controle o maior tempo possível, permitindo que as pessoas tenham uma vida quase normal.
Traduzido e condensado de matéria publicada em medicalnewstoday.com em 07/12/2010. Leia original aqui.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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Metade do caminho


Ontem passei pela 3a sessão de quimio e, bem, já que vimos algumas noções básicas de quimioterapia e de imunoterapia, e que já cheguei à metade do número de sessões previstas (isso vai render até fevereiro !), agora podemos falar do meu tratamento de forma específica. A foto acima foi feita num dos 10 cubículos de hemoterapia do Hemoam


O esquema segue um protocolo chamado R-Chop, composto pelas drogas:

- Rituximab (anticorpo monoclonal) 700 mg, sol. endovenosa, 6 a 8 h de aplicação;
- Ciclofosfamida (alquilante) 1500 mg, sol. endovenosa, 2 h de aplicação;
- Adriblastina (antibiótico) 95 mg, sol. endovenosa, 1 h de aplicação
- Vincristina (alcalóide, inibidor mitótico ) 2 mg, sol endovenosa, 1 h de aplicação
- Prednisona (corticosteróide) 200 mg/dia, via oral durante 5 dias.

Coadjuvantes para minimizar os efeitos colaterais:

- Omeprazol (controle da secreção de ácido gástrico) 40 mg/dia via oral durante 6 dias;
- Zofran (controle da náusea e vômito) 4 mg via oral durante a sessão de quimio.
- Soro fisiológico (hidratação) 1000 ml, endovenosa.

O tratamento é aplicado no HEMOAM - Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas. O esquema completo prevê a realização de 6 sessões de aplicação em intervalos de 4 semanas entre elas. Ja foram feitas 3 sessões, nos dias 09.09.09, 07.10.09 e 04.11.09 (ontem). A próxima será provavelmente dia 02.12.09. O tempo médio de duração de cada sessão é de 12 horas.

Esse bolo de chocolate estava uma delícia!!

Da experiência das duas sessões anteriores, os efeitos colaterais em mim se manifestam a partir do sexto dia, com a interrupção do omeprazol e da prednizona e são principalmente disturbios gastrintestinais, com falta de sensibilidade gustativa. A queda dos cabelos começou logo após a 1a quimio e eles já voltaram a crescer.

Para se ter um termo de comparação, o tratamento da ministra Dilma Rousseff foi feito em 6 sessões de 3 horas cada, intervaladas de 21 dias.

Estive o tempo todo acompanhado pelos meus 2 lindos e incansáveis anjos de guarda, Sandra e Thati. Depois de ter passado o dia todo tomando CHOP na veia patrocinado pelo governo, levei as duas pra jantar no Picanhamania. Já engordei 6 kg desde o início devido aos corticóides e ao apetite medonho do pós quimio.No próximo post conto todos os detalhes :=)