Na
história da gastronomia, o arroz “proibido” é uma iguaria chinesa, saboreada
pelos imperadores há 4 mil anos e com poderes afrodisíacos. Mas este arroz de
cor preta, textura macia e gosto que lembra o da castanha, também quer entrar
para a história da cardiologia e da oncologia, agora no século 21. Não mais
como um produto vetado aos súditos, mas como um grão de qualidade, nutritivo e
voltado para o mercado gourmet. O arroz conquista os chefs pelo seu sabor e
consistência, mas é também mais protéico e menos calórico do que as variedades
branca e integral.
Apesar de o arroz branco ser
o mais consumido pelos ocidentais, é o preto, usado principalmente na Ásia, que
traz os maiores benefícios à saúde, de acordo com uma pesquisa americana. Pode
combater doenças cardíacas e câncer.
Cientistas da Universidade
Estadual da Louisiana analisaram amostras de farelo de arroz preto cultivado no
sul dos Estados Unidos. Encontraram níveis elevados de antocianina, pigmento
antioxidante responsável por sua cor e que protegeria as artérias e impediria
danos no DNA.
O autor Zhimin Xu disse que
apenas uma colher de farelo da iguaria contém mais antocianina que em uma de
blueberry (mirtilo), mas com menos açúcar e mais fibras e antioxidantes da
vitamina E.
Xu afirmou que os
fabricantes de alimentos poderiam utilizar o produto escuro em cereais de
café-da-manhã, bebidas, bolos, biscoitos e outras opções saudáveis. Valeria
ainda investir nele para produzir corantes naturais, já que estudos indicam que
os artificiais estariam relacionados ao câncer e a problemas comportamentais em
crianças.
Victoria
Taylor, nutricionista da Fundação Britânica do Coração, comentou ao jornal
Daily Mail o trabalho divulgado na 240° Encontro Nacional da Sociedade Química
Americana, que ocorreu de 22 a 26 de agosto em Boston. Na sua opinião, não há
provas conclusivas de que um "superalimento" faça sozinho uma
diferença real para a saúde do coração, sendo a dieta balanceada a melhor dica.
Parece que o mundo científico finalmente descobriu
definitivamente o Açaí. E as pesquisas e as indicações continuam apontando para
uma possibillidade terapeuica real. Mais uma indicação de seu potencial
anticancerígeno acaba de ser anunciada. Um grupo norte-americano publicou
artigo no Journal of Agricultural and
Food Chemistry em que descreve como os antioxidantes contidos no fruto
originário da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas.
O estudo mostra que os extratos do açaí foram
capazes de estimular a destruição de até 86% das células de leucemia testadas.
“O açaí é considerado uma das mais ricas fontes de antioxidantes e esse estudo
representa um importante passo no sentido de entender os possíveis ganhos com o
uso de bebidas, suplementos dietéticos e outros produtos feitos com o fruto”,
disse Stephen Talcott, professor do Instituto de Ciências Alimentícias e
Agrícolas da Universidade na Flórida, em comunicado da instituição.
O pesquisador ressalta que os resultados não
significam que o fruto possa prevenir leucemia em humanos. “Nós trabalhamos com
um modelo de cultura celular e não queremos dar falsas esperanças a ninguém.
Mas os resultados encontrados até o momento são encorajadores, pois compostos
que mostram boas atividades contra células cancerosas em modelos em laboratório
têm potencial para oferecer efeitos benéficos no organismo humano”, disse.
Estudos anteriores, publicados aqui no blog (vejam
os arquivos), indicaram a capacidade de destruir células cancerosas de
antioxidantes contidos em outros frutos, como uvas, goiabas e mangas. Segundo o
pesquisador, ainda não se sabe muito bem quais são os efeitos dos antioxidantes
em tais células no organismo humano, uma vez que fatores diversos como absorção
de nutrientes, metabolismo e outros processos bioquímicos podem influenciar a
atividade dessas substâncias.
Os pesquisadores pretendem também conhecer melhor o
fruto amazônico, que estimam ter pelo menos 75 componentes ainda não
identificados.
Pouco se sabe ainda sobre a manga, esse fruto
consumido em larga escala no mundo todo. Pesquisadores da Texas AgriLife
Research descobriram recentemente uma importante propriedade especial da manga:
ela é capaz de prevenir e deter algumas células de câncer de mama e do cólon.
Eles chegaram a esse resultado após analisar as cinco variedades mais comuns
nos EUA: Kent, Francine, Ataulfo, Tommy/Atkins e Haden. O estudo foi
liderado pela dra. Susanne Talcott e pelo seu marido, o dr. Steve Talcott.
Com um poder antioxidante bem menor do que outros
alimentos (como o açaí e a romã), muitos poderiam não dar muita importância
para a manga. “Ela tem uma capacidade antioxidante por volta de quatro a cinco
vezes menor do que uma uva média para vinho, e mesmo assim se mantém muito
eficaz na atividade anticâncer. Se você olhar para ela do ponto de vista
fisiológico e nutricional, levando tudo em consideração, ela estaria no alto do
ranking de supercomidas”,
explicou a dra. Talcott. “Seria bom incluí-la na dieta regular”, completa.
Os Talcotts testaram extratos de polifenol (substância
natural das plantas associada à boa saúde) da manga in vitro em células cancerosas do cólon, da
mama, dos pulmões, de leucemia e da próstata. Foi obtido algum resultado com a
leucemia e os cânceres de próstata e de pulmão, mas a manga foi mais efetiva
nos tipos mais comuns de câncer de mama e do cólon.
E o melhor: os doutores testaram a manga também nas
células normais do cólon, e estas não foram detidas pelo polifenol. Significa
que esse importante alimento pode ser usado sem medo de que as células boas
sejam danificadas. “Essa é uma observação geral para qualquer agente natural:
eles visam apenas as células cancerígenas, não mexendo com as saudáveis, ou
pelo menos as deixando em concentrações razoáveis”, explicou a dra. Talcott.
Os cientistas avaliaram os polifenóis e, mais
especificamente, os gallotannins,
como sendo a classe de compostos bioativos responsáveis por prevenir ou deter
células cancerosas. Tannins
são polifenóis que são frequentemente amargos ou secos, e encontrados em
sementes de uva, no vinho e no chá.
O estudo constatou que o ciclo celular foi
interrompido. Isso é fundamental, diz Suzanne Talcott, pois indica um possível
mecanismo de como as células cancerosas são prevenidas ou impedidas.
O
próximo passo seria testar a descoberta em humanos, e não mais somente in vitro. Os Talcotts
esperam fazer uma pequena prova clínica com indivíduos que aumentaram a
inflamação em seus intestinos, apresentando um risco de câncer maior. Segundo a
doutora, se houver alguma eficácia comprovada, então seria feito um teste maior
para identificar qualquer relevância clínica.
Cientistas descobrem que uma substância química usada
na lavagem a seco
em lavanderias pode ser cancerígena. A belezinha se chama percloroetileno e é
um solvente usado em praticamente todas as lavanderias que fazem lavagem a seco.
Sabe-se que o percloroetileno
existe no ar, no solo e até mesmo no leite materno – mas então qual é o perigo?
De acordo com os cientistas, o perigo está no nível de concentração do produto
químico. Há um limite de “uso seguro” para o percloroetileno, uma certa
porcentagem que determina se o produto pode, ou não, causar danos à saúde.
Ainda não foi comprovado que o percloroetileno é um
produto cancerígeno, mas os cientistas consideram que seja “altamente provável”
– sabe-se que o componente químico causa câncer em alguns animais. Além de
causar câncer, o percloroetileno também pode causar danos cerebrais a quem é
exposto a altos níveis da substância.
Na
Califórnia, EUA, empresas de lavagem a seco já foram notificadas desde 2007 e o
uso do percloroetileno está terminantemente proibido. Eles também apreenderam
máquinas de lavagem a seco que usavam o produto e tinham mais de 15 anos de
uso.
O que é o que é: um pontinho preto em uma célula? Não,
não é um ribossomo ninja, é a possível cura para o cancer.
Os pequenos pontinhos pretos da foto são nanorobôs
matando uma célula cancerosa. Os primeiros testes do tratamento em humanos
foram um sucesso, sem nenhum efeito colateral.
Funciona da seguinte forma: os nanorobôs entram no
organismo e conseguem transmitir RNA para células cancerosas. O RNA
(interferência de ácido ribonucleico) ataca especificamente os genes em células
malignas, eliminando-os.
Os robôs pesam 70 nanômetros e são feitos com
polímeros que aderem à superfície das células. Assim que entregam o RNA os
robôs se desmontam e a sucata é eliminda pelo organismo pelo caminho natural –
ou seja, na urina.
Os cientistas
estão muito otimistas com os resultados.
A Embrapa Clima Temperado,
de Pelotas, RS, está desenvolvendo uma pesquisa com a pitanga, fruta nativa
do Sul do estado, para analisar seu potencial no combate ao câncer. O estudo é
feito em parceria com a Universidade
da Carolina do Norte, dos Estados Unidos.
A
Embrapa Clima Temperado colabora com a primeira parte da pesquisa, dentro do
programa de avaliação e seleção da fruta, onde são exaltadas suas propriedades
funcionais. De acordo com a pesquisadora Márcia Vizzotto, essa atividade
inicial buscou caracterizar a pitanga, identificando seus teores de
antocianina, de carotenóides e de compostos fenólicos que promovem a ação antioxidante das
frutas.
Em
um segundo momento, segundo Márcia, a Embrapa passou a identificar compostos e
a elaborar seus extratos e, atualmente, o pesquisador americano Michael
Wargovich está fazendo testes em células
cancerígenas.
Após testes preliminares com as
pitangas de coloração laranja, vermelha e roxa, os pesquisadores descobriram
que a pitanga roxa é capaz de inibir e até mesmo matar as células causadoras do
câncer de cólon
(intestino grosso).
“Estamos animados com essa perspectiva, e
incentivando a produção e o seu consumo como fruta alternativa, já que é nativa
e possui facilidade de produção”, afirma Márcia. “O projeto dá visibilidade à
pitanga, pois sabemos que os consumidores estão alertas a alimentos que trazem
benefícios à saúde”, completa.
Nunca se pesquisou tanto essa frutinha mágica da nossa região. Em estudo recente, pesquisadores americanos comprovaram que os antioxidantes contidos na fruta originária da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas de leucemia. Paralelamente, equipe do cardiologista Eduardo Costa, amapaense que desenvolve trabalho científico na Universidade Federal do Pará (UFPa), descobriu que a fruta contém uma substância chamada antocianina, que aumenta o HDL (bom colesterol) e baixa o LDL (mau colesterol). E, conseqüentemente, diminui bastante o risco de doenças cardiovasculares.
Estão em andamento, nos Estados Unidos, várias pesquisas com o açaí no combate a vários tipos de câncer. O trabalho desenvolvido pelos norte-americanos sob a supervisão do professor Stephen Talcott, do Instituto de Ciências Alimentícias e Agrícolas da Universidade da Flórida, e publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, mostra que os extratos do açaí são uma das mais ricas fontes de antioxidantes, principalmente a antocianina, capazes de estimular a destruição de 86% das células de leucemia testadas.
Bem, definitivamente parece que os chamados antioxidantes estão mesmo em alta como a última panacéia da ciência médica para as doenças degenerativas. Em post anterior, de 23 de outubro de 2009, Vinhos auxiliam tratamentos quimioterápicos, vimos o trabalho desenvolvido pela equipe francesa do professor Norbert Latruffe, demonstrando as propriedades terapêuticas do resveratrol, outro antioxidante, desta vez na uva pinot noir, com a qual se produz o vinho varietal homônimo.
E as novidades não param por aí e, com a participação dos brasileiros. O cardiologista Eduardo Costa, amapaense, professor da Faculdade de Medicina da UFPa, analisando exames de mais de 800 pessoas que consomem açaí diariamente e mais de 200 que não consomem, observa que o HDl e o LDL estão em níveis normais nas pessoas que tomam açaí. “Observamos que os consumidores regulares de açaí tinham níveis de HDL maiores que os do grupo que não consumia açaí, onde os níveis de LDL se mostraram mais altos”. Estes dados mostram que o grupo que consome a fruta diariamente corre menos riscos de sofrer com infartos e derrames do que os que não consomem.
Por sua vez, a dentista e pesquisadora paraense Danielle Emmi, sob a orientação da professora Regina Feio Barroso, do Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), revelou o açaí como um eficaz evidenciador de placas dentais. Para aderir às bactérias da placa, os pesquisadores adicionaram ao corante concentrado feito com açaí uma substância específica para esse fim. "Em comparação com os corantes sintéticos utilizados hoje no mercado, a eficácia do corante natural chegou a ser 90% superior", afirma Danielle.
Bem, amigos, começo a me preocupar - como bom gourmand e apreciador dessa fantástica, deliciosa beberagem - com o futuro dessa frutinha. JPrimeiro foram os japoneses, que fizeram tudo para controlar o cupuaçu, a começar pelo uso de seu nome. O açaí tem um valor tradicional na alimentação dos povos da Amazônia, e sua exploração é de fundamental importância para as economias dos Estados do Pará, Maranhão, Amapá, Acre e Rondônia, especialmente para o primeiro e o terceiro, pois responde pela sustentação econômica das populações ribeirinhas e sofreu impacto muito grande nos anos 80 com a derrubada de suas palmeiras pela indústria do palmito, principalmente nas ilhas do arquipélago do Marajó. O problema foi contornado pela Embrapa, que conseguiu reorientar essa produção para o plantio da pupunheira, espécie mais produtiva e de mais fácil manejo. Se os grandes laboratórios multinacionais vão começar a investir pesado na produção de medicamentos obtidos da biotecnologia do açaí, acho bom começarem logo as pesquisas de produtividade. Leia mais aqui.