quarta-feira, 8 de setembro de 2010

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Pequenas moléculas de RNA condicionadas podem identificar e eliminar apenas as células cancerosas.

O câncer é  difícil de tratar porque é uma doença pessoal. Cada caso é único e resultado de uma combinação de fatores ambientais e genéticos. A quimioterapia convencional emprega o tratamento com uma ou mais drogas, admitindo que estes medicamentos sejam capazes de tanto diagnosticar como tratar as células afetadas.
Muitos dos efeitos colaterais experimentados por pacientes de quimioterapia são devidos ao fato de que as drogas que tomam não são seletivas o suficiente. Tomar um medicamento que tem como alvo as células do tumor de crescimento rápido, freqüentemente resulta em perda de cabelo, por exemplo, porque as células do folículo piloso estão entre as que mais crescem no corpo.
Mas o que aconteceria se tivéssemos tratamentos contra o câncer que funcionassem como um programa de computador, que pode executar ações com base em instruções condicionadas? Neste caso, um tratamento eliminaria uma célula se - e somente se - a célula tivesse sido diagnosticada como uma mutação. Somente as células defeituosas seriam destruídas, praticamente eliminando os efeitos colaterais indesejados.
Com o apoio da National Science Foundation (NSF), os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia criaram pequenas moléculas de RNA condicionadas para realizar esta tarefa. Sua estratégia utiliza as características existentes em nosso DNA e RNA para separar as etapas de diagnóstico e tratamento.
"As moléculas são capazes de detectar uma mutação dentro de uma célula cancerosa e alterar sua conformação para ativar uma resposta terapêutica, permanecendo inativas em presença das células saudáveis", afirma Niles Pierce, co-autor de estudo publicado na edição de 06 de setembro da Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS).
No cerne desta abordagem está o ácido ribonucléico ou RNA, e todas as tarefas que ele normalmente executa a cada dia para manter nossas células vivas e saudáveis. O RNA é a contrapartida relativamente curta do DNA, o sistema de codificação que armazena cópias completas do nosso genoma inteiro dentro de quase todas as células do nosso corpo. Se pensarmos no DNA como a informação armazenada no disco rígido de um computador, o RNA seria como a informação armazenada em um tipo mais volátil de memória RAM, aquela que é apagada quando você desliga o computador.
"Ao dissociar o diagnóstico do tratamento, podemos criar moléculas altamente seletivas e eficazes na identificação e eliminação de células cancerosas", disse Pierce. "Conceitualmente, pequenos RNAs condicionados têm o potencial para transformar o tratamento contra o câncer. Muitos anos de trabalho ainda serão necessários para verificarmos se essa promessa conceitual pode ser uma realidade no tratamento de pacientes humanos."
Veja como funciona: o tratamento envolve dois pequenos RNA’s. O primeiro RNA vai abrir se - e somente se - encontrar a mutação do câncer. Um diagnóstico positivo "expõe um sinal que marca a mutação que estava anteriormente escondida dentro do RNA. Uma vez que este primeiro RNA está aberto, o segundo pequeno RNA liga-se a ele, desencadeando uma reação em cadeia em que essas moléculas de RNA continuam a se combinar para formar uma cadeia mais longa. O comprimento da cadeia é uma parte importante do tratamento. ”Cadeias mais longas levam a célula a pensar que foi invadida por um vírus, levando a autodestruição em resposta.
No estudo, os investigadores demonstraram que esta abordagem elimina efetivamente células cancerosas do cérebro humano, da próstata e ósseas cultivadas em laboratório. Experimentos futuros determinarão se o tratamento é eficaz em uma escala maior.
Traduzido e condensado de: http://www.sciencedaily.com 
Células cancerosas podem consumir partes de si mesmas, com a ajuda de uma proteína
Como algumas pessoas, as células comem quando estão sob pressão – mas, consomem partes de si mesmas. Uma proteína multi-função ajuda a controlar esta forma de canibalismo, de acordo com um estudo publicado na edição de 06 de setembro do Journal of Cell Biology.
Células geralmente respondem à fome ou estresse através da digestão de alguns dos seus componentes. O processo, conhecido como autofagia celular, ajuda a libertar os nutrientes e a limpar o lixo citoplasmático, como organelas desgastadas e proteínas deformadas. Uma equipe liderada por pesquisadores do Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburgh, descobriu uma ligação entre esta forma de reciclagem celular e uma proteína chamada HMGB1. A equipe mostrou que as HMGB1 são um tipo de proteína crítica pró-autofágica que controla a sobrevivência da célula e os limites de morte celular programada.
Os resultados sugerem que o bloqueio das HMGB1 poderia beneficiar pacientes com câncer, uma vez que as células tumorais muitas vezes até praticam a autofagia para resistir à quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.
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Traduzido e condensado de http://www.sciencedaily.com

Amazônia em chamas, cinzas e fumaça


Estou na pequena cidade de Pimenta Bueno, no Estado de Rondônia, a serviço, desde o dia 2 de setembro e ficarei por aqui até o fim do mês. Venho com frequência para estes lados, mas desta vez fiquei muito impressionado com a alta densidade de fumaça na atmosfera, que se soma a poeira do tempo seco do verão e transforma o ar que se respira em algo áspero, que arde na garganta, arde nos olhos, penoso de se inalar.
Uma rápida pesquisa no Google revela dados de arrepiar: o número de queimadas registradas em Rondônia em junho é o maior em cinco anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em todo o mês foram encontrados 260 focos de calor em 28 municípios. Lideram a lista: Pimenta Bueno com 75 focos de queimadas, seguido de Porto Velho, com 42 e São Francisco do Guaporé, com 25 focos. Comparado com o mesmo período do ano passado o aumento chega a 622% (!). No ano anterior apenas 36 focos foram localizados. No mesmo mês nos anos de 2008 foram encontrados 43 focos, em 2007 foram encontrados 218 e em 2006, 216 focos.
Dois fatores principais confluem para o quadro, os climáticos e os culturais, aí incluído o analfabetismo ambiental e o descaso das autoridades responsáveis pela gestão do meio ambiente. Pra complicar, o fenômeno El Niño chegou mais cedo este ano e antecipou a estiagem.
Não ouvi nenhum candidato a cargo político falar uma palavra sobre esta verdadeira tragédia nacional. E tome queimada!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

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Arroz preto no combate ao câncer ?


Na história da gastronomia, o arroz “proibido” é uma iguaria chinesa, saboreada pelos imperadores há 4 mil anos e com poderes afrodisíacos. Mas este arroz de cor preta, textura macia e gosto que lembra o da castanha, também quer entrar para a história da cardiologia e da oncologia, agora no século 21. Não mais como um produto vetado aos súditos, mas como um grão de qualidade, nutritivo e voltado para o mercado gourmet. O arroz conquista os chefs pelo seu sabor e consistência, mas é também mais protéico e menos calórico do que as variedades branca e integral.
Apesar de o arroz branco ser o mais consumido pelos ocidentais, é o preto, usado principalmente na Ásia, que traz os maiores benefícios à saúde, de acordo com uma pesquisa americana. Pode combater doenças cardíacas e câncer.
Cientistas da Universidade Estadual da Louisiana analisaram amostras de farelo de arroz preto cultivado no sul dos Estados Unidos. Encontraram níveis elevados de antocianina, pigmento antioxidante responsável por sua cor e que protegeria as artérias e impediria danos no DNA.
O autor Zhimin Xu disse que apenas uma colher de farelo da iguaria contém mais antocianina que em uma de blueberry (mirtilo), mas com menos açúcar e mais fibras e antioxidantes da vitamina E.
Xu afirmou que os fabricantes de alimentos poderiam utilizar o produto escuro em cereais de café-da-manhã, bebidas, bolos, biscoitos e outras opções saudáveis. Valeria ainda investir nele para produzir corantes naturais, já que estudos indicam que os artificiais estariam relacionados ao câncer e a problemas comportamentais em crianças.
Victoria Taylor, nutricionista da Fundação Britânica do Coração, comentou ao jornal Daily Mail o trabalho divulgado na 240° Encontro Nacional da Sociedade Química Americana, que ocorreu de 22 a 26 de agosto em Boston. Na sua opinião, não há provas conclusivas de que um "superalimento" faça sozinho uma diferença real para a saúde do coração, sendo a dieta balanceada a melhor dica.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

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A célula do câncer ADORA frutose!!


O Câncer pancreático usa frutose, amplamente encontrada na dieta ocidental, para ajudar a impulsionar o seu crescimento. Apesar de este estudo ter sido feito sobre o câncer de pâncreas, as conclusões podem ser estendidas para todos os tipos de câncer. Como nas campanhas anti-tabagismo, um esforço oficial de saúde pública envolvendo toda a sociedade deve ser organizado para reduzir a ingestão de frutose refinada.

Um estudo realizado por pesquisadores da UCLA Jonsson Comprehensive Cancer Center concluiu que o câncer do pâncreas usa a frutose, muito comum na dieta ocidental, para ativar o mecanismo-chave que controla a divisão celular, ajudando o câncer a crescer mais rapidamente.

Embora fosse amplamente conhecido que o câncer se utiliza da glicose, um açúcar simples, para alimentar o seu crescimento, esta é a primeira vez que uma ligação foi demonstrada entre a frutose e a sua proliferação, disse o Dr. Anthony Heaney, pesquisador e professor adjunto de medicina e neurocirurgia do Jonsson Cancer Center, autor sênior do estudo.

"A dieta moderna contém grande quantidade de açúcar refinado, incluindo a frutose e é um perigo oculto envolvido em uma série de doenças modernas, como a obesidade, o diabetes e a esteatose hepática (fígado gordo)", disse Heaney. Neste estudo, publicado na edição de 01 de agosto do jornal peer-reviewed Cancer Research, ficou demonstrado que o câncer pode usar a frutose tão prontamente quanto a glicose como combustível para o seu crescimento."

Neste estudo, Heaney e sua equipe analisaram tumores no pâncreas de pacientes e células malignas cultivadas em placas de Petri. Eles então adicionaram glicose para um conjunto de células e frutose para outro. Usando a espectrometria de massa, eles acompanharam o consumo dos hidratos de carbono dos açúcares marcados nas células para determinar exatamente o que elas estavam metabolizando, e como.

Eles descobriram que as células cancerosas pancreáticas podem facilmente distinguir entre glicose e frutose, embora sejam muito semelhantes estruturalmente, e, contrariamente ao que se sabia até então, as células cancerosas metabolizam os açúcares de maneiras muito diferentes para se dividir e proliferar.

Tradicionalmente, glicose e frutose têm sido considerados como substratos monossacarideos intercambiáveis que seriam metabolizados similarmente, e pouca atenção tem sido dada a outros açúcares diferentes da glicose, afirma o estudo. No entanto, a ingestão de frutose tem aumentado dramaticamente nas últimas décadas e a captação celular de glicose e frutose utiliza transportadores distintos. Estes resultados mostram que as células cancerosas podem facilmente metabolizar a frutose para aumentar a sua proliferação. Eles têm grande importância para pacientes com câncer, dado o consumo de frutose dietética refinada embutida em centenas de produtos dietéticos disponíveis nas prateleiras dos supermercados.

A principal fonte de frutose na dieta ocidental é o xarope de milho, rico em frutose (HFC’s), adoçante que está no mercado desde 1970. Os HFC’s respondem por mais de 40% dos edulcorantes calóricos adicionados aos alimentos e bebidas, e é o único adoçante usado pela American refrigerantes.

Entre 1970 e 1990, o consumo de HFC’s nos E.U. aumentou mais de 1.000%, segundo artigo publicado na edição de abril de 2004 do American Journal of Clinical Nutrition. As companhias de alimento usam os HFC’s - uma mistura de frutose e glicose - porque é barato, fácil de transportar e mantém a umidade dos alimentos. É tão doce que é rentável usar pequenas quantidades de HFC’s no lugar dos adoçantes mais caros.
 
Continuando os estudos, Heaney e sua equipe estão investigando agora se é possível bloquear a absorção de frutose nas células cancerosas com uma molécula pequena, tirando um dos combustíveis de que necessitam para crescer. O trabalho está sendo feito em linhagens de células e em camundongos, afirmou Heaney.
Fonte: UCLA Jonsson Comprehensive Cancer Center agosto 2, 2010.
Mais informação em http://www.cancer.ucla.edu


Ator foi diagnosticado recentemente com tumor na garganta
Michael Douglas, 65, deu sua primeira entrevista desde o anúncio de que está com câncer. Em uma conversa exclusiva com a revista People, em edição que chega às bancas nesta sexta, o ator, que descobriu recentemente que tem um tumor na garganta, disse que "vencerá" a doença. Ele e a mulher, a atriz Catherine Zeta-Jones, falaram também sobre como os filhos Dylan, de 10 anos, e Carys, de 7, reagiram a notícia. Eles estão juntos há mais de dez anos.

Filho de Kirk Douglas, Michael iniciou carreira artística fazendo pontas em episódios de séries, telefilmes e filmes. Entre 1972 e 1976, estrelou a série “São Francisco Urgente/The Streets of San Francisco”, produção que lançou de fato sua carreira. Michael deixou a série para aventurar-se no cinema onde se estabeleceu como ator e produtor.

O ator terá de submeter-se a um tratamento de quimioterapia e de radioterapia ao longo de oito semanas. Segundo seus representantes, os médicos estão otimistas quanto à recuperação total de Douglas.

O filme mais recente do ator, Wall Street: Money Never Sleeps, tem estréia marcada para 24 de setembro.
 
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Ministério da Saúde amplia atendimento contra o câncer no SUS


O Ministério da Saúde anunciou quarta-feira passada a inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) de nove novos tratamentos para câncer de fígado e de mama, leucemia aguda e linfoma. O pacote de medidas também prevê ampliação, em até 10 vezes, do valor pago por 66 procedimentos já realizados por hospitais conveniados.
Foram liberados R$ 412,7 milhões para serem investidos na reestruturação da assistência em oncologia no Sistema Único de Saúde (SUS). “Esta é a maior mudança na atenção oncológica desde 1999, quando foi instituída a nova política para o setor. As alterações vão impactar de forma muito positiva na qualidade do atendimento dos 300 mil brasileiros que todos os anos acessam o Sistema Único de Saúde para o tratamento do câncer”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Nesta quarta, Temporão assinou duas portarias que reestruturam o setor e permitem a liberação de recursos a estados, Distrito Federal e municípios. “Esses investimentos a mais projetam o gasto global do Ministério da Saúde para o tratamento dessa doença para R$ 2 bilhões”, afirmou.
A aprovação dos novos valores vai permitir que esquemas quimioterápicos recentes, que adotam novos medicamentos, possam ser adquiridos e fornecidos pelos hospitais habilitados no SUS para tratar o câncer. “Estas mudanças permitem remunerar melhor os procedimentos, como também que novas técnicas e novas tecnologias sejam colocadas à disposição dos pacientes”, disse o ministro. “Permitem, por exemplo, a utilização no SUS de novas drogas, como o Rituximabe (nome comercial Mabthera), medicamento indicado para linfoma”, completou Temporão.
Além dos novos tratamentos, os recursos adicionais serão usados também no reajuste do valor pago pelo SUS aos hospitais que realizam serviços de radioterapia.
Temporão negou que as medidas anunciadas tenham caráter eleitoreiro e afirmou que vinham sendo estudadas pelo governo há oito meses.
O Rituximabe é um medicamento de anticorpos monoclonais, que combatem as células cancerosas preservando as sadias. Como não estava disponível no SUS, até hoje, os usuários da rede pública com linfoma vinham sendo submetidos à quimioterapia convencional, que não assegura os mesmos resultados.
O pacote anunciado por Temporão também lança novas diretrizes diagnósticas e terapêuticas: para o tratamento de câncer no intestino, pulmão e fígado, e para linfoma difuso de grandes células e tumor cerebral. As cinco diretrizes ficarão em consulta pública por 40 dias, para que a comunidade científica apresente propostas e sugestões.