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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

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Arroz preto no combate ao câncer ?


Na história da gastronomia, o arroz “proibido” é uma iguaria chinesa, saboreada pelos imperadores há 4 mil anos e com poderes afrodisíacos. Mas este arroz de cor preta, textura macia e gosto que lembra o da castanha, também quer entrar para a história da cardiologia e da oncologia, agora no século 21. Não mais como um produto vetado aos súditos, mas como um grão de qualidade, nutritivo e voltado para o mercado gourmet. O arroz conquista os chefs pelo seu sabor e consistência, mas é também mais protéico e menos calórico do que as variedades branca e integral.
Apesar de o arroz branco ser o mais consumido pelos ocidentais, é o preto, usado principalmente na Ásia, que traz os maiores benefícios à saúde, de acordo com uma pesquisa americana. Pode combater doenças cardíacas e câncer.
Cientistas da Universidade Estadual da Louisiana analisaram amostras de farelo de arroz preto cultivado no sul dos Estados Unidos. Encontraram níveis elevados de antocianina, pigmento antioxidante responsável por sua cor e que protegeria as artérias e impediria danos no DNA.
O autor Zhimin Xu disse que apenas uma colher de farelo da iguaria contém mais antocianina que em uma de blueberry (mirtilo), mas com menos açúcar e mais fibras e antioxidantes da vitamina E.
Xu afirmou que os fabricantes de alimentos poderiam utilizar o produto escuro em cereais de café-da-manhã, bebidas, bolos, biscoitos e outras opções saudáveis. Valeria ainda investir nele para produzir corantes naturais, já que estudos indicam que os artificiais estariam relacionados ao câncer e a problemas comportamentais em crianças.
Victoria Taylor, nutricionista da Fundação Britânica do Coração, comentou ao jornal Daily Mail o trabalho divulgado na 240° Encontro Nacional da Sociedade Química Americana, que ocorreu de 22 a 26 de agosto em Boston. Na sua opinião, não há provas conclusivas de que um "superalimento" faça sozinho uma diferença real para a saúde do coração, sendo a dieta balanceada a melhor dica.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

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Pitanga: Embrapa pesquisa no combate ao câncer.


A Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, RS, está desenvolvendo uma pesquisa com a pitanga, fruta nativa do Sul do estado, para analisar seu potencial no combate ao câncer. O estudo é feito em parceria com a Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos.

A Embrapa Clima Temperado colabora com a primeira parte da pesquisa, dentro do programa de avaliação e seleção da fruta, onde são exaltadas suas propriedades funcionais. De acordo com a pesquisadora Márcia Vizzotto, essa atividade inicial buscou caracterizar a pitanga, identificando seus teores de antocianina, de carotenóides e de compostos fenólicos que promovem a ação antioxidante das frutas.

Em um segundo momento, segundo Márcia, a Embrapa passou a identificar compostos e a elaborar seus extratos e, atualmente, o pesquisador americano Michael Wargovich está fazendo testes em células cancerígenas.

Após testes preliminares com as pitangas de coloração laranja, vermelha e roxa, os pesquisadores descobriram que a pitanga roxa é capaz de inibir e até mesmo matar as células causadoras do câncer de cólon (intestino grosso)

“Estamos animados com essa perspectiva, e incentivando a produção e o seu consumo como fruta alternativa, já que é nativa e possui facilidade de produção”, afirma Márcia. “O projeto dá visibilidade à pitanga, pois sabemos que os consumidores estão alertas a alimentos que trazem benefícios à saúde”, completa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

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Açaí pode combater células de câncer


Nunca se pesquisou tanto essa frutinha mágica da nossa região. Em estudo recente, pesquisadores americanos comprovaram que os antioxidantes contidos na fruta originária da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas de leucemia. Paralelamente, equipe do cardiologista Eduardo Costa, amapaense que desenvolve trabalho científico na Universidade Federal do Pará (UFPa), descobriu que a fruta contém uma substância chamada antocianina, que aumenta o HDL (bom colesterol) e baixa o LDL (mau colesterol). E, conseqüentemente, diminui bastante o risco de doenças cardiovasculares.

Estão em andamento, nos Estados Unidos, várias pesquisas com o açaí no combate a vários tipos de câncer. O trabalho desenvolvido pelos norte-americanos sob a supervisão do professor Stephen Talcott, do Instituto de Ciências Alimentícias e Agrícolas da Universidade da Flórida, e publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, mostra que os extratos do açaí são uma das mais ricas fontes de antioxidantes, principalmente a antocianina, capazes de estimular a destruição de 86% das células de leucemia testadas.

Bem, definitivamente parece que os chamados antioxidantes estão mesmo em alta como a última panacéia da ciência médica para as doenças degenerativas. Em post anterior, de 23 de outubro de 2009, Vinhos auxiliam tratamentos quimioterápicos, vimos o trabalho desenvolvido pela equipe francesa do professor Norbert Latruffe, demonstrando as propriedades terapêuticas do resveratrol, outro antioxidante, desta vez na uva pinot noir, com a qual se produz o vinho varietal homônimo.

E as novidades não param por aí e, com a participação dos brasileiros. O cardiologista Eduardo Costa, amapaense, professor da Faculdade de Medicina da UFPa, analisando exames de mais de 800 pessoas que consomem açaí diariamente e mais de 200 que não consomem, observa que o HDl e o LDL estão em níveis normais nas pessoas que tomam açaí. “Observamos que os consumidores regulares de açaí tinham níveis de HDL maiores que os do grupo que não consumia açaí, onde os níveis de LDL se mostraram mais altos”. Estes dados mostram que o grupo que consome a fruta diariamente corre menos riscos de sofrer com infartos e derrames do que os que não consomem.

Por sua vez, a dentista e pesquisadora paraense Danielle Emmi, sob a orientação da professora Regina Feio Barroso, do Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), revelou o açaí como um eficaz evidenciador de placas dentais. Para aderir às bactérias da placa, os pesquisadores adicionaram ao corante concentrado feito com açaí uma substância específica para esse fim. "Em comparação com os corantes sintéticos utilizados hoje no mercado, a eficácia do corante natural chegou a ser 90% superior", afirma Danielle.

Bem, amigos, começo a me preocupar - como bom gourmand e apreciador dessa fantástica, deliciosa beberagem - com o futuro dessa frutinha. JPrimeiro foram os japoneses, que fizeram tudo para controlar o cupuaçu, a começar pelo uso de seu nome. O açaí tem um valor tradicional na alimentação dos povos da Amazônia, e sua exploração é de fundamental importância para as economias dos Estados do Pará, Maranhão, Amapá, Acre e Rondônia, especialmente para o primeiro e o terceiro, pois responde pela sustentação econômica das populações ribeirinhas e sofreu impacto muito grande nos anos 80 com a derrubada de suas palmeiras pela indústria do palmito, principalmente nas ilhas do arquipélago do Marajó. O problema foi contornado pela Embrapa, que conseguiu reorientar essa produção para o plantio da pupunheira, espécie mais produtiva e de mais fácil manejo. Se os grandes laboratórios multinacionais vão começar a investir pesado na produção de medicamentos obtidos da biotecnologia do açaí, acho bom começarem logo as pesquisas de produtividade. Leia mais aqui.