domingo, 6 de março de 2011

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Sheryl Crow - "Tudo o que eu quero fazer é viver"

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ua música oscila entre o rock, o folk e o pop. Começou a carreira como backing vocal em bandas como as de Eric Clapton (com quem chegou a namorar), Michael Jackson e Rod Stewart.
Vencedora de nove Grammys, já vendeu mais de 40 milhões de cópias de seus discos em todo o mundo, com sucessos como “All I Wanna Do” e “Run Baby Run”, e já se exibiu ao lado de astros como Elton John, Willie Nelson, Rolling Stones e Johnny Cash.

Duas vezes se apresentou no Brasil: a primeira, como atração de abertura do show de Elton John, em 1995; a segunda, já em 2001, como atração da terceira edição do Rock in Rio.

A cantora, que vai completar 49 anos no próximo dia 11 de fevereiro, teve um câncer de mama diagnosticado em fevereiro de 2006 e revelou recentemente que a batalha que travou e venceu contra a doença transformou toda sua vida, levando-a a rever conceitos e a valorizar o que é essencial para o ser humano.

sexta-feira, 4 de março de 2011

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Armadilha para o câncer

Um dos mais poderosos recursos naturais do organismo para deter o câncer é uma proteína capaz de aniquilar as células tumorais, deixando ilesas as células saudáveis.
No entanto, em certos tipos de câncer, há uma inibição da expressão dessa proteína, conhecida como TRAIL (sigla em inglês para ligante indutor de apoptose relacionada ao fator de necrose tumoral), o que permite a evolução do tumor.
Agora, uma equipe de cientistas brasileiros desvendou um mecanismo molecular que controla a expressão da TRAIL na leucemia mielóide crônica (LMC), abrindo caminho para a investigação de alternativas terapêuticas para a doença. .O estudo, que mostrou como a "armadilha contra o câncer" é desmontada, abre caminho para a investigação de alternativas terapêuticas para a doença.
S
egundo Gustavo Amarante-Mendes, um dos autores do trabalho, a proteína TRAIL induz suas células-alvo à morte iniciando um complexo e bem regulado programa molecular conhecido como apoptose, que é acionado durante o desenvolvimento embrionário, para formar de maneira apropriada órgãos e tecidos. Na vida adulta, a apoptose - ou morte celular - desempenha um papel fundamental na renovação das células.
"Os defeitos no processo de apoptose são observados em diversas formas de câncer, e a aquisição de resistência à apoptose é considerada uma das etapas do processo de gênese do tumor.
"Algumas formas de câncer são capazes de desenvolver resistência à morte induzida pela TRAIL. Outras, como a LMC (leucemia mieloide crônica), inibem a produção da TRAIL, escapando desse importante mecanismo de defesa. Nosso estudo demonstrou o funcionamento desse mecanismo molecular," disse Amarante-Mendes.
Leucemia mieloide crônica
A leucemia mieloide crônica, segundo o cientista, é causada por uma proteína quimérica - isto é, que não deveria existir normalmente no organismo -, que surge como resultado de uma "confusão" entre os cromossomos 9 e 22, que trocam trechos entre si.
"É o que se chama de translocação gênica: a proteína ABL, do cromossomo 9, é transferida para a região BCR do cromossomo 22. Isso gera um cromossomo atípico, denominado cromossomo Filadélfia, associado à LMC. O nosso estudo investigou os mecanismos moleculares responsáveis pela inibição da expressão de TRAIL nas células leucêmicas BCR-ABL-positivas", explicou.
Inicialmente, a equipe observou que a expressão da TRAIL diminuía expressivamente com a progressão da LMC e essa diminuição estava diretamente relacionada a um aumento na expressão de outra proteína: a PRAME (sigla em inglês para antígeno preferencialmente expresso do melanoma).
"A PRAME normalmente não é encontrada em células normais, mas está presente com frequência nas células tumorais. Depois de constatar isso, nós observamos que a PRAME é diretamente responsável por inibir a expressão de TRAIL em células leucêmicas", disse Amarante-Mendes.
De acordo com ele, a PRAME é responsável por recrutar proteínas capazes de inibir a transcrição gênica por meio de mecanismos epigenéticos.
"O trabalho mostrou também que esse mecanismo tem implicações terapêuticas para a LMC, uma vez que a inibição de PRAME, por RNA de interferência, é capaz de gerar uma maior expressão de TRAIL, deixando as células leucêmicas mais suscetíveis à apoptose e, consequentemente, à terapia", afirmou.
Bala mágica
Quando a TRAIL foi descoberta, em 1995, pelo fato de matar as linhagens celulares em culturas tumorais e preservando, ao mesmo tempo, as linhagens primárias, a proteína foi considerada uma "bala mágica" para o futuro do tratamento do câncer.
Alguns tratamentos clínicos com base na TRAIL chegaram a ser desenvolvidos.
"O problema é que algumas formas de câncer são resistentes a essa sinalização. Em outras formas, como no caso estudado, o gene BCR-ABL mantém baixa a expressão de TRAIL. Por isso focamos os estudos na tarefa de desvendar esse mecanismo", disse Amarante-Mendes.
É possível que o mesmo mecanismo desvendado pelos pesquisadores, segundo ele, possa ocorrer não só na LMC, mas também em outros tipos de tumores onde a expressão de PRAME é elevada.
"Essa possibilidade - e suas implicações clínicas - é o próximo passo para os nossos estudos", disse o cientista.

quinta-feira, 3 de março de 2011

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Ceará também faz transplante de medula

Na manhã desta terça-feira, 1º de março, mais um paciente foi operado pela equipe do hemocentro de Fortaleza (Hemoce) e do Hospital Universitário Walter Cantídio,  onde foi realizado o 26º transplante autólogo de medula óssea no Ceará - aquele em que a pessoa recebe células-tronco sadias da própria medula como forma de tratamento para alguns tipos de câncer.
A beneficiada, uma mulher de 22 anos, portadora de linfoma de Hodgkin, está internada em um leito isolado no Hospital das Clínicas, onde  deve permanecer pelas próximas duas semanas antes de receber alta.

O
 procedimento é simples: primeiro, o sangue do paciente passa por uma máquina de aférese, que separa e concentra as células-tronco, que são congeladas em nitrogênio líquido. Em seguida o paciente é submetido a uma quimioterapia especial para eliminar todas as células cancerosas. Por último, as células-tronco são descongeladas e reinfundidas (como se fosse uma transfusão de sangue) no paciente e passarão a recolonizar o sangue, diferenciando-se em todos os tipos de células. que o compõem. 

Até hoje, todas as outras 25 cirurgias foram consideradas um sucesso pela equipe médica. O primeiro transplante autólogo do Sistema Único de Saúde no Ceará aconteceu no dia 26 de setembro de 2008 e a maioria dos pacientes já retornou às suas atividades normais, tendo alcançado a cura para o câncer através do procedimento. O resultado incentiva ainda mais a continuidade deste trabalho, que tem ajudado a salvar vidas.

A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro do "tutano" de alguns ossos do nosso corpo e que tem como função produzir as células do sangue. Quando um paciente tem algum tipo de doença no sangue (leucemias, linfomas, alguns tipos de anemias e outras doenças congênitas) e precisa de um transplante de medula, ele pode se submeter a dois tipos de transplante: o autólogo, quando ele recebe células sadias retiradas da própria medula; ou o homólogo, quando precisa receber células da medula de outra pessoa. Para isso, ele pode recorrer:

·       à compatibilidade entre familiares, especialmente irmãos;
·       à rede de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário,  a BrasilCord;
·       ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, o Redome.

Esse último é a forma mais fácil de qualquer pessoa poder ajudar os pacientes que precisam de um transplante. Hoje, o Estado do Ceará reúne mais de 85 mil cearenses cadastrados no Redome.

O cadastro de doadores de medula óssea é uma listagem feita em todos os hemocentros do país e reúne as pessoas dispostas a doar. Para participar, basta que o voluntário compareça ao hemocentro de sua região. Ele precisa estar saudável, ter entre 18 e 55 anos e apresentar documento de identificação com foto, como carteira de identidade, de motoristas ou de trabalho. O candidato preenche uma ficha com seus dados pessoais e colhe uma amostra de 10 ml de sangue, como aquelas amostras que se colhe em laboratório para exames de sangue. A partir daí, o voluntário já está cadastrado!

As informações armazenadas no Redome são pesquisadas na necessidade de um transplante. Os dados do paciente que precisa receber a medula são cruzados com os dos doadores que estão no Redome, para tentar identificar compatibilidade entre eles. A chance de encontrar uma medula compatível é de apenas 1 em 100 mil. Por isso, quanto mais doadores cadastrados no registro, mais chances essas pessoas têm de sobreviver.

Clique aqui para acessar uma relação completa dos hemocentros do Brasil.

Fonte:  Governo do Ceará  

quarta-feira, 2 de março de 2011

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Estudos demonstram que entinostat pode ser nova esperança para breve contra câncer de mama

A Syndax Pharmaceuticals, empresa de oncologia epigenética (terapia com abordagem destinada a controlar a expressão de genes bons e maus que influenciam o desenvolvimento de resistência a terapias específicas) em estágio clínico, anuncia que o National Cancer Institute (NCI) patrocinará estudo de fase 2 multicêntrico de seu produto principal, o entinostat, um novo inibidor de histonas desacetilases (HDAC) que é administrado por via oral, e do anastrozol, inibidor de aromatase, em mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama triplo negativo operável, para avaliar biomarcadores e substitutos para resposta.
O
 estudo, a ser conduzido sob Cooperative Research and Development Agreement (CRADA) – um acordo de cooperação de desenvolvimento e pesquisa celebrado entre uma agência governamental e uma empresa privada - assinado entre o NCI e a Syndax, pesquisará se os tumores das pacientes podem ser reprogramados para expressar receptor de estrogênio e torná-los sensíveis a agentes hormonais.

Resultados promissores já obtidos em modelos animais preditivos fornecem informações importantes sobre os mecanismos moleculares pelos quais o entinostat pode direcionar os caminhos da resistência do câncer de mama", disse Joanna Horobin, chefa-executiva da Syndax.
Ensaios clínicos tipo ENCORE 303, de fase 2, apresentados na ASCO (sigla em inglês para Sociedade Americana de Oncologia Clínica), mostraram que a combinação de entinostat com todos os inibidores de aromatase disponíveis comercialmente poderia parar a progressão emergente da doença.

Espera-se que este estudo forneça mais provas apoiando o benefício clínico e a tolerabilidade do entinostat em mulheres pós-menopáusicas com progressão metastática do câncer avançado de mama. Os resultados são esperados já para o primeiro semestre deste ano."

A maioria das mortes por câncer acontece quando a doença já se espalhou por todo o corpo 
A
 mortalidade do câncer deve-se em grande parte à capacidade da doença de se espalhar por todo o corpo. Agora, uma equipe de cientistas conseguiu travar este processo bloqueando uma enzima em cobaias. A descoberta foi publicada esta semana na revista Cancer research.

Sabe-se que a dada altura, durante o desenvolvimento do câncer, as células cancerígenas conseguem libertar-se do tumor onde nasceram, entram na corrente sanguínea e viajam até se implantarem noutros locais, criando uma nova região cancerígena. Quando se dá este processo a cura torna-se muito difícil.

A equipe de cientistas responsável por esta investigação, do Instituto de Investigação do câncer, no Reino Unido, explica que 90% das mortes por câncer devem-se a esta migração.

Os cientistas estudaram o efeito da enzima LOXL2 neste processo. No câncer de mama, uma grande concentração desta enzima está associada com a migração do câncer. Os cientistas conseguiram diminuir esta migração, bloqueando esta enzima em cobaias. Esta enzima ajuda as células cancerígenas a libertarem-se do tumor e a entrar na corrente sanguínea.

Nas experiências, os cientistas utilizaram químicos e anticorpos para bloquear a atividade da LOXL2, o que impediu o câncer de se espalhar para outros tecidos.

“A LOXL2 é um alvo de tratamento fantástico, e é altamente provável que venha a ser utilizada em testes clínicos”, disse Janine Erler, líder da equipe. A cientista defende ainda que a enzima pode ser utilizada para detectar o estado de avanço do câncer e ajudar a determinar a previsão clínica dos pacientes.
Traduzido daqui

terça-feira, 1 de março de 2011

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Necessidade de mais dados para avaliar o tratamento de manutenção com Rituxan para o linfoma folicular não-Hodgkin

"O uso do rituximab como um tratamento de manutenção após a quimioterapia inicial de linfoma folicular não-Hodgkin pode ser uma opção valiosa para os doentes, porque nenhum tratamento de manutenção tem sido até agora disponível, nesta fase da doença. Até aqui sabe-se que a droga poderia manter o câncer de um paciente em remissão após a quimioterapia, mas ainda não está claro como, exatamente, e por quanto tempo o efeito dura, e se também pode melhorar a sobrevida dos pacientes” (professor Peter Littlejohns, diretor do setor de Clínicas e Saúde Pública, do Nice).

O
 Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido (NICE, na sigla em inglês) está atualmente avaliando o uso do rituximabe (MabThera, produto Roche) como um tratamento de manutenção de primeira linha para pacientes com linfoma folicular avançado não-Hodgkin. Na orientação de esboço divulgado hoje (01 de março), o Nice está solicitando ao fabricante o fornecimento de análises mais apuradas para resolver as incertezas nos dados relativos ao benefício de sobrevivência do tratamento.

O Comitê de Avaliação emitiu uma recomendação preliminar para o tratamento no primeiro esboço de orientação produzido no final do ano passado, mas pediu mais informações ao fabricante para resolver as incertezas, especialmente as relativas ao custo-eficácia do rituximab.

Na sua decisão de solicitar informações complementares, a Comissão de Análise considerou os comentários recebidos durante a consulta às partes interessadas, que discordaram fortemente dos pareceres preliminares que recomendaram o tratamento de manutenção com rituximab, porque consideraram que não havia muita certeza em torno do efeito do tratamento sobre a sobrevivência e a melhoria da qualidade de vida. A comissão fora, portanto, motivada a não recomendar o rituximab como um tratamento de manutenção de primeira linha, a menos que novos dados fossem apresentados para responder a estas incertezas.

O fabricante tem até 22 de março de 2011 para fornecer essas informaçõs ao Nice. Outras entidades consultadas, incluindo o público, também têm até essa data para comentar sobre este projeto de orientação, e pode fazê-lo através do site da NICE. Quaisquer comentários recebidos durante a fase de consulta serão considerados pela comissão e, após esta reunião, a próxima versão do projeto de orientação será emitida.

A publicação da orientação definitiva para o uso do rituximab no tratamento de manutenção de primeira linha de linfoma folicular não-Hodgkin é esperada para ainda este ano. Até então, cada organismo deve tomar decisões localmente no financiamento de tratamentos específicos.

Notas

De acordo com a orientação do esboço, o Comitê de Avaliação está disposto a não recomendar o rituximabe para tratamento de primeira linha de manutenção das pessoas com linfoma folicular avançado não-Hodgkin, que responderam à terapia de primeira linha de indução com rituximab em associação com quimioterapia. A Comissão de Avaliação recomenda uma análise de custo-efetividade revista pelo fabricante, que incorpore todas as seguintes hipóteses, simultaneamente:

- Idade na primeira linha de indução (pacientes com idade média de 62,5 anos no início do tratamento)

- Efeito do tratamento: qual a duração do benefício clínico do tratamento de manutenção com rituximab.

- Sobrevivência de modelagem: medida percentual que traduz o benefício de sobrevida livre de progressão para ganhar sobrevida global ( 70%, 80% ou 90%)

- O fabricante deve apresentar ainda os seus custos, ganhos e fornecer um modelo totalmente revisto, executável económicamente.

Na orientação de esboço anterior, publicada em Dezembro de 2010, a Comissão de Análise havia recomendado rituximab para esta indicação, mas afirmou que esperava que o fabricante pudesse resolver as incertezas em seus estudos e apresentar uma análise de custo-efetividade revista.

A prática clínica atual para o gerenciamento de um linfoma não-Hodgkin, que respondeu ao tratamento de primeira linha de indução com quimioterapia, envolve "observação" ou "espera vigilante". Isto é quando os médicos esperam até que o câncer comece a crescer novamente antes de aplicar ao paciente um novo tratamento.

O Rituximab age objetivando uma proteína denominada CD-20 que é encontrada em linfócitos B-pilha. É administrado por via intravenosa através de um sistema de gotejamento, uma vez a cada dois meses.

Uma terapia de manutenção é um tratamento aplicado após a quimioterapia inicial visando impedir que um tumor volte a crescer.

A data prevista pelo NICE para uma decisão é o mes de julho próximo.

Traduzido daqui

FDA aprova mamógrafo 3-D

A
utoridades de saúde dos EUA aprovaram o sistema de mamografia em 3-D da empresa Hologic Inc,  na esperança de que ele possa ajudar os médicos a detectar e diagnosticar o câncer de mama, embora as mulheres possam estar mais expostos a radiação.

Segundo funcionarios da FDA, o dispositivo, uma atualização do sistema 2-D já aprovado da empresa, oferece aos médicos uma visão mais detalhada da mama para ver todas as anomalias possíveis. A mamografia tradicional ainda é considerada a melhor maneira para identificar câncer de mama, mas a tecnologia limitada exige que algumas mulheres passem por exames adicionais.

No entanto, os exames adicionais em 3-D expõem o paciente ao dobro da quantidade de radiação normalmente emitida numa mamografia tradicional. Ainda assim, os exames mais detalhados em 3-D melhoram a precisão com que os radiologistas detectam esse tipo de tumor, ajudando a diminuir o número de mulheres que recebem um “falso negativo” no resultado dos exames preventivos.

Traduzido daqui