Mostrando postagens com marcador tratamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tratamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

3

Anvisa autoriza fabricação de aparelho desenvolvido na USP para tratar câncer de pele


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a fabricação de um aparelho que faz o diagnóstico e o tratamento de um tipo de câncer de pele. O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos.

O aparelho custa cerca de R$ 13 mil. A empresa responsável pela fabricação fica em São Carlos e aposta na nova tecnologia. A expectativa para o primeiro ano é comercializar em média 40 equipamentos por mês, inclusive no exterior. “A procura é em todos os estados, tem uma demanda para esse equipamento, também interesse de estrangeiros. Empresas americanas e europeias já se interessaram pela tecnologia”, disse o dono da MM Optics, Fernando de Moraes Mendonça Ribeiro.

O método é considerado uma opção de tratamento antes da cirurgia. Com 90% de chances de cura, é indicado para o carcinoma, o tipo de câncer de pele mais comum no país e que atinge 120 mil pessoas por ano.

A terapia fotodinâmica, à base de laser, dura cerca de quatro horas e não tem efeitos colaterais. Com a aplicação de uma pomada, o equipamento ajuda a identificar os tumores na pele e depois também é usado no tratamento. A luz vermelha de alta potência mata a células cancerígenas. “Pela primeira vez a gente conseguiu colocar em um único sistema um aparelho que permite ao médico auxílio no diagnóstico e também no acompanhamento do tratamento em tempo real e do tratamento”, disse o pesquisador da USP Vanderlei Bagnato.

O equipamento chegará gratuitamente em 100 unidades de saúde no Brasil. Ao todo, 30 já foram entregues.

Fonte aqui

terça-feira, 22 de novembro de 2011

3

Aumento na expectativa de vida em diferentes tipos de câncer nas últimas quatro décadas


Médias de sobrevivência de pacientes com câncer na Inglaterra e País de Gales aumentaram de um ano para quase seis anos nas últimas quatro décadas, segundo um estudo. No entanto, a pesquisa, feita pela entidade beneficente Macmillan Cancer Support constatou uma "lamentável" falta de progresso em alguns tipos de câncer, como os de pulmão e estômago. A ONG diz que os dados vão ajudar pacientes a encontrar resposta para a questão: "Quanto tempo eu tenho?" Em linfomas não-Hodgkin a sobrevida aumentou dez vezes.
Com base em pesquisas feitas pela London School of Hygiene and Tropical Medicine, a equipe da Macmillan analisou índices de sobrevivência e tempo de sobrevida de pacientes com 20 tipos de câncer durante quatro décadas. O estudo usou como referência para sobrevivência marcos como um, cinco ou dez anos após o diagnóstico. Como tempo médio de sobrevivência foi considerado o tempo levado até a morte de metade dos diagnosticados.
A diretora executiva da Macmillan, Ciaran Devane, disse que o estudo representa um grande avanço. "Tempos médios de sobrevivência dão uma ideia nova e precisa de quanto tempo as pessoas podem esperar viver com cânceres diferentes".
Os números mostram uma melhoria na média total de sobrevivência, de um ano em pacientes diagnosticados em 1971-1972 a quase seis anos para pacientes diagnosticados 40 anos mais tarde.
Seis dos cânceres estudados hoje apresentam médias de sobrevivência de mais de dez anos. A maior melhoria foi verificada em cânceres do cólon: o tempo de sobrevida aumentou 17 vezes.
A inglesa Dena Hutchings, da cidade de Sheffield, foi diagnosticada com um linfoma há cinco anos. A quimioterapia acelerou sua entrada na menopausa, mas ainda assim ela se considera afortunada. "Poderia ter sido um caso pior de câncer mas, felizmente para mim, era um linfoma. É um dos cânceres mais fáceis de tratar e curar", disse.
Os resultados do estudo mostram, no entanto, que para nove tipos de câncer, a média de sobrevida ainda é de três anos ou menos. Nas últimas quatro décadas, houve pouca melhoria na sobrevida de pacientes com cânceres do pulmão, cérebro e pâncreas.
A Macmillan Cancer Support diz que o fato de pacientes com câncer estarem sobrevivendo mais tempo é positivo, mas ressalta que muitos estão sofrendo de problemas crônicos de saúde, em grande parte, associados ao tratamento.
Entre os problemas estão fadiga, infertilidade e danos aos pulmões e coração. Alguns sobreviventes de câncer também precisam de apoio psicológico.
Fonte aqui

domingo, 12 de setembro de 2010

2

Pacientes de câncer que pesquisam têm acesso a melhor tratamento

Pacientes de câncer que investigam por conta própria suas opções de tratamento têm três vezes mais chances de se atualizar - e mesmo ter acesso às mais novas drogas e terapias disponíveis - que aqueles que não se dedicam a pesquisas que levem a uma melhor compreensão sobre a sua condição, de acordo com um estudo efetivado pela Dana-Farber Cancer Institute, com a participação de 633 pessoas com tumores colorretais.
Pacientes que procuram informação pela Internet, jornais e revistas têm mais possibilidade, por exemplo, de já terem ouvido falar de “terapias-alvo”, “anticorpos monoclonais” e de drogas modernas como “Rituximab”, vendido como Mabthera, "cetuximab”, vendido como Erbitux, e “bevacizumab”, vendido como Avastin. Mas, dentre estes pacientes, aqueles que buscam uma segunda opinião médica como parte de suas pesquisas são os que mais provavelmente poderão se beneficiar pela prescrição destas drogas e terapias, diz o estudo conduzido em Boston e publicado recentemente.
Mas, como sempre, existem outros aspectos a serem considerados. A FDA, agência que controla a utilização dos fármacos nos EUA, aprovou o uso do Erbitux e do Avastin, em 2004, apenas para os casos de doença avançada, que se tenha espalhado. Estas drogas não curam o câncer, mas controlam o crescimento do tumor, aumentando assim a sobrevida. Uma a cada quatro pessoas que tomam estas drogas nos EUA estão com o câncer em estágio inicial, um uso não aprovado. Os autores apontam que o consumo de drogas off-label é comum no tratamento do câncer no mundo todo.
Os pacientes que procuram novas drogas contra o câncer podem se beneficiar, dizem os autores, mas também podem sofrer os efeitos secundários e colaterais. O Avastin aumenta o risco de derrames, ataques cardíacos e coágulos sanguíneos sérios (vide post anterior). O Erbitux pode causar erupções cutâneas desfigurantes.
A pesquisadora Lisa Schwartz, da Dartmouth Medical School, que não esteve envolvida no estudo, diz que as coberturas de seguro saúde também podem ter afetado a decisão e o acesso dos pacientes que recebem terapias-alvo, as quais custam milhares de dólares por mês.

sábado, 3 de abril de 2010

0

Nova esperança para pessoas que têm câncer de pâncreas

patrick_swayze
Um novo tratamento promete prolongar a vida e até curar pacientes que sofrem de uma das formas mais letais da doença, a mesma que vitimou o ator Patrick Swayze.
Um britânico que sofre de câncer pancreático - uma das formas mais mortais de tumor - é apontado como uma esperança para aqueles que sofrem do mesmo mal. Robert Ferrant, de 62 anos, é um dos primeiros na Grã-Bretanha a se submeter a uma forma avançada de radioterapia.

O dispositivo, chamado CyberKnife, e que, segundo relatos também foi utilizado em Swayze, emite centenas de feixes de radiação que são capazes de atingir com precisão tumores localizados em lugares de difícil acesso.
 

Uma das grandes vantagens do aparelho é a capacidade que a radiação tem de se mover juntamente com a respiração do paciente, o que significa poder atingir tumores considerados inoperáveis por causa de sua proximidade de grandes vasos sanguíneos. A máquina é tão sensível que apenas uma tosse pode fazer com que a sessão tenha que ser recomeçada.

Enquanto as máquinas tradicionais utilizam baixas doses de radioterapia para evitar dano excessivo ao tecido sadio em torno do tumor, a CyberKnife tem uma precisão maior, o que significa que altas doses de radiação podem ser dirigidas ao tumor sem causar efeitos colaterias.
"
O outro tratamento apenas iria prolongar a minha vida em cerca de três meses. Com o CyberKnife, realmente posso ter esperança de uma cura”, diz. Ferrant descreve o tratamento como indolor. A expectativa, segundo seu médico, Andy Gaya, é de que o tratamento dê ao paciente chance de sobrevivência a longo prazo e até mesmo de cura. “Antes, provavelmente, ele teria de seis a 12 meses de vida”, afirma.

Gaya, que tem 30 pacientes fazendo a terapia no momento, diz que a previsão inicial é de cinco sessões para cada paciente, podendo ser estendidas, caso haja necessidade. Na maioria dos casos, o câncer de pâncreas é detectado tardiamente, o que dificulta o tratamento. Das pessoas diagnosticadas, apenas 13% têm expectativa de vida de um ano e só 3% sobrevivem por cinco anos.
 

Atualmente, o uso da nova máquina é restrito à clínica privada de Gaya, mas o plano é disponibilizar o tratamento em diversos hospitais em torno de Inglaterra nos próximos anos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

0

No SUS, pacientes de câncer enfrentam falta de radioterapia e remédios modernos


 
Medicamentos descobertos recentemente reduzem em até 20% o risco de morte; governo reconhece que há déficit na oferta de tratamento, e, de cada dez doentes, três não recebem cuidados.
O tratamento de câncer, doença que é a terceira principal causa de mortes no país, pelo SUS está uma penúria. O serviço oferecido pelos hospitais públicos exclui pacientes que precisam de radioterapia e, segundo especialistas, falha em incorporar remédios de nova geração, que são mais eficazes e têm menos efeitos colaterais.
O Ministério da Saúde estima que há déficit na oferta da radioterapia — de cada dez pacientes que precisam usar o equipamento para se tratar, três ou quatro não terão acesso a ele. No país, há 275 hospitais cadastrados para atender pacientes com tumores.
Ao todo, o Brasil conta com apenas 221 equipamentos de radioterapia, sendo que no Amapá não há nenhum aparelho e em três estados (Rondônia, Acre e Tocantins) há apenas um. Nessas regiões, doentes do interior têm que se mudar para a capital para serem atendidos. O problema se concentra nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
As estimativas oficiais são de que cerca de 500 mil novos casos de câncer serão registrados este ano, com 160 mil mortes causadas pela doença. Especialistas alertam para a falência do sistema na área de oncologia.
— A gente espera uma crise grave nessa área. O Ministério da Saúde empurra com a barriga enquanto for possível — diz José Getúlio Martins Segalla, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).
A última atualização de medicamentos foi em 2001.
De acordo com Segalla, a portaria 3.535 de 1998, do Ministério da Saúde, determina que todo medicamento novo para combate ao câncer seja avaliado periodicamente com vistas a ser incorporado ao tratamento. A cada dois anos ele sofreria uma revisão de custos. O problema, diz, é que a última atualização de medicamentos foi em 2001. — Há defasagens no valor do remédio pago pelo SUS, os serviços estão mais caros e não há remuneração por isso.
As atualizações feitas até hoje são burocráticas e cosméticas, pois elas só mudaram a numeração dos códigos dos remédios — diz Segalla.
 

Ele afirma que o ministério não introduziu medicamentos de nova geração para tratamento dos tumores. Um deles é o Mabthera, medicamento intravenoso que reduz em 20% o risco de morte. Foi este o usado pela ministra Dilma Rousseff em seu tratamento. Ele está no mercado desde 2003, mas ainda não teria sido aprovado para ser usado no SUS. Quando, e se for aprovado, representará custo alto para a planilha médica. Segundo Segalla, a tabela do SUS para tratamento de linfomas é de R$ 500, a mesma de 1998. Com o Mabthera, sobe para R$ 6 mil. — O que a gente tem no SUS é uma tabela de medicamentos extremamente defasada. O SUS paga um pacote que o paciente tem que usar para cobrir todo o tratamento, incluindo medicamentos.
Nem mesmo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), centro de excelência no tratamento gratuito de câncer no país, escapa das falhas na prestação de serviço a quem depende do sistema público. O Inca tem quatro hospitais no Rio, sendo que um trata exclusivamente pacientes que já não têm mais cura, mas que podem ter sua qualidade de vida melhorada. Com autonomia para receitar os melhores tratamentos para seus doentes, o Inca tem como gargalo a oferta limitada de vagas. Para ser atendido em um desses centros, há uma fila de 1.626 pessoas.
O segredo dessa pequena ilha de excelência, que tem 405 leitos, um centro de transplante de medula óssea e conta com 26 grupos de pesquisa, é a Fundação do Câncer, uma entidade de direito privado que capta recursos externos para investir em estudos e tratamentos.
O Ministério diz que os hospitais escolhem os remédios e nega que deixe de incluir medicamentos modernos. Explica que os procedimentos para tratar cada tipo de câncer são tabelados e que cabe aos hospitais, nos estados e municípios, escolher os remédios.
A falta de recursos é o principal gargalo, de acordo com o governo. Por isso, o Ministério da Saúde aposta na possibilidade de aumento das verbas, via aprovação da emenda 29, empacada no Congresso, diante da proposta de ressuscitar a CPMF, com novo nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS).  
Em novembro, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) comunicou que o orçamento para a compra de medicamentos em 2010 (R$ 3,3 bilhões) será 4% menor que em 2009 e que a falta de um modelo de financiamento é uma das principais causas da redução. A compra de medicamentos de alta complexidade, em geral mais caros, sofrerão impacto, entre eles para câncer e hepatite.
Fonte: O Globo – RJ (condensado)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

0

Aspirina reduz risco de morte em vítimas de câncer de mama


Um estudo americano sugere que a aspirina pode reduzir pela metade as chances de uma mulher que completou o tratamento contra o câncer de mama voltar a desenvolver a doença ou de o mal se espalhar por outras partes do corpo.

Durante 26 anos, um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard monitorou a saúde de 4.164 enfermeiras que haviam sido diagnosticadas com câncer de mama e tomavam aspirina regularmente e comparou seus quadros clínicos com o de outras pacientes que não usavam o medicamento.

Segundo a pesquisa, comparadas às mulheres que não tomavam o medicamento, as que tomaram aspirina de duas a cinco vezes por semana reduziram em 60% as chances de metástase e em 71% o índice de fatalidades devido ao retorno da doença. Já as que tomavam semanalmente seis ou sete comprimidos reduziram em 43% a probabilidade de o câncer se espalhar e em 64% de morrer.

"Até onde sabemos, esse é o primeiro estudo que reporta um aumento na taxa de sobrevivência das mulheres com câncer de mama que tomam aspirina", escreveu Michelle Holmes, da escola de medicina de Harvard, em um artigo publicado no Journal of Clinical Oncology. O estudo, porém, não foi capaz de especificar porque a aspirina tem esse feito sobre as pacientes. Os médicos suspeitam que pode ser devido a habilidade do medicamento de reduzir a inflamação das células do corpo, mas ressaltam que mais estudos são necessários.

Holmes ressaltou que nenhuma paciente deveria substituir o tratamento normal contra a doença pelo uso de aspirina.

Os especialistas ressaltam também que não é recomendável ainda que portadoras da doença passem a tomar aspirina regularmente, porque a droga tem efeitos colaterais, como o estímulo de sangramentos.

Holmes explica que mais de 2 milhões de americanas portadoras da doença já tomam a aspirina regularmente para prevenir ataque cardíaco.

"Se uma mulher que teve câncer de mama já está tomando aspirina, ela pode se confortar sabendo que talvez ela esteja ajudando a prevenir a recorrência de sua doença", completou Holmes.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

1

Equipamentos quebrados atrapalham tratamento contra câncer

 No Norte e Nordeste, há fila para pacientes de radioterapia. Pará e Bahia prometem melhorias no atendimento.
Pacientes com câncer aguardam na fila por tratamento de radioterapia no Norte e Nordeste do país. É uma luta diária pela sobrevivência. Enquanto isso, há hospitais que têm equipamentos instalados há seis anos, mas que nunca foram usados.

Em Santarém (PA), há um equipamento novinho, que nunca funcionou. Segundo a direção do Hospital Regional, o serviço só deve ser inaugurado no segundo semestre, porque ainda falta a instalação de peças.

Na corrida contra o tempo para combater a doença, no interior do estado, pacientes enfrentam até quatro dias de viagem para chegar a Belém em busca de atendimento.

No único hospital em funcionamento para o tratamento contra o câncer na capital paraense, uma vistoria feita pela Justiça constatou que três equipamentos de radioterapia estavam parados. Entre eles, um que chegou em 2004, mas nunca foi usado.

A procuradora da Justiça Ana Carícia Teixeira diz que vários equipamentos continuam quebrados e o acelerador linear ainda não está em funcionamento, apesar do pedido oficial. O diretor da unidade disse que um dos equipamentos está em manutenção e que o acelerador ainda depende de licença para funcionar. O governo diz que ele deve entrar em ação em 45 dias.

Com a crise no tratamento de câncer, cerca de 180 pacientes do Pará tiveram que ser transferidos para outros estados. Mesmo assim, várias pessoas enfrentam dificuldades. O pagamento de ajuda de custo, feito pela Secretaria Estadual de Saúde, está atrasado. Com isso, alguns doentes estão sem dinheiro para se manter e até voltar para casa.

O agricultor Josué da Costa foi para o Piauí para tratar um câncer na garganta. Ele disse que já teve alta, mas não consegue voltar para o Pará, porque está devendo à pensão onde está hospedado.
Na Bahia, os problemas se repetem. A técnica em enfermagem Helineta Silva tem câncer de mama e precisa de sessões de radioterapia, com urgência. Mas ela não consegue fazer o tratamento. Ela mora em Feira de Santana e o aparelho da única clínica que oferece o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade está quebrado. O governo diz que já foram contratados profissionais para avaliarem o equipamento.

No interior, além de Feira de Santana, só Vitória da Conquista e Itabuna têm atendimento de radioterapia. A Secretaria de Saúde prevê para o ano que vem a implantação do serviço em outras duas cidades. Enquanto isso, muitos pacientes são obrigados a procurar tratamento na capital.

Em Salvador, quatro hospitais oferecem serviço de radioterapia para pacientes do SUS. Em um deles, 60% dos pacientes que fazem tratamento moram em outras cidades.

A Secretaria de Saúde já negocia a criação de turnos extras nos hospitais. A pasta garante que vai contratar novos médicos para aumentar o atendimento em todo o estado.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

0

Isso é que é pontaria!

nanobolhas-laser-podem-explodir-celulas-cancerigenas Usando lasers e nanopartículas, cientistas descobriram um meio de encontrar células doentes e destruí-las com pequenas explosões. Eles usaram nanobolhas, feitas com partículas de ouro e com lasers, para estourar as células cancerosas.

O fato de eles mirarem e conseguirem destruir uma única célula sem danificar suas vizinhas já torna essa descoberta um grande avanço na medicina. De acordo com os pesquisadores a idéia é destruir essas células doentes antes que o câncer se espalhe e comprometa o resto do organismo.


As nanobolhas são criadas quando as nanopartículas de ouro são bombardeadas com pequenos pulsos de laser. Dependendo da intensidade do laser, elas podem ser maiores ou menores. Outra descoberta foi que as nanobolhas são capazes de destruir possíveis bloqueios de gordura em nossas artérias.

No último teste, os cientistas colocaram anticorpos junto das nanobolhas, para que elas mirassem somente em células doentes – e as testaram em células com leucemia e em células de câncer cerebral. A técnica foi eficiente em encontrar as células doentes, mirar nelas e destruir somente elas e não suas vizinhas saudáveis.

Sendo assim, os cientistas acham que as nanobolhas podem fazer o diagnóstico, encontrando as células cancerosas, e o tratamento, destruindo-as, ao mesmo tempo. [Sciente Daily]

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

0

A Dieta do Tipo Sanguíneo para a Prevenção e Tratamento do Câncer

A Dieta do Tipo Sanguíneo para a Prevenção e Tratamento do Câncer
Autor: Whitney, Catherine; D'adamo, Peter J.
Editora: Campus
Categoria: Medicina / Nutrição
O livro ensina como vencer a batalha contra o câncer com a Dieta do Tipo Sangüíneo. Mostra como as propriedades medicinais dos alimentos podem ajudar no combate ao câncer e suas complicações. Mostra ainda como os alimentos podem auxiliar o leitor na prevenção da doença e nos tratamentos, como a quimioterapia, radiação e cirurgia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

1

Eles fazem toda a diferença



Com este post estou iniciando uma série de postagens tendo como figura central pessoas como Bruna, Tadeu e Nelson, que travaram ou estão ainda travando suas lutas pessoais contra o câncer. 

Fala-se muito na internet. Considerados os prós e os contras, acho que concordam comigo que os prós são muito mais convincentes e preponderantes que os contras. Na luta contra a solidão de nos defrontarmos assim, inesperadamente, com esta doença tão temida, ela tem servido de ponto de encontro, guarida, terapia ocupacional, unindo pela solidariedade, pela amizade, pela empatia seres tão distantes geograficamente e ao mesmo tempo tão próximos pela estranha identidade que o câncer estabelece. e que nos torna cúmplices.
Foi aqui na net que encontrei pessoas que, como eu, descobriram neste espaço virtual uma maneira de se informar melhor sobre a doença, de se consolar, de se encorajar, de se apoiar, de trocar experiências, sorrisos e... lágrimas também. Pessoas como Barbara, ainda muito jovem, em plena descoberta das possibilidades que o mundo oferece, em pleno efervescer da energia criativa ainda juvenil, fazendo teatro e planos para o futuro, tipo prestar vestibular para Artes Plásticas. Como Nelson, o gaucho de 28 anos que se define como de hábitos simples, formado em ciências das comunicações, com diversos sonhos e projetos a realizar e um humor imbatível no duelo contra o câncer; ou como o casalzinho Bruna e Tadeu, de sanpa, que, unidos pelo amor e a coragem no enfrentamento do adversário e das dificuldades, como os legendários Bonnie e Clyde, não se entregam jamais. 

Alguns conseguiram a remissão, ou a cura, outros ainda travam suas batalhas e alguns, como Felippe, se foram, mas nos deixaram um legado de bravura e determinação diante do inimigo comum e nos tornaram mais fortes com o exemplo de sua força sobre-humana.  
Eles nos doam, como tantos outros heróis anônimos - pelo seu exemplo, pelas suas palavras, coragem, generosidade e desprendimento em abrir seus corações e compartilhar abertamente seus medos, suas dúvidas, angústias e incertezas – nos oferecem a cada novo dia o renovar de esperanças alentador depois das noites insones em que a mente teima em vaguear pelo vale das sombras. É a eles – e a meus filhos, minha mulher, meus irmãos, minha família e meus amigos que eu gostaria de dizer agora - Muito obrigado! É a eles que devo o apoio e a serenidade para encarar tudo isso como mais uma luta a vencer. Mais alguns passos no interminável desafio da busca pelo autoconhecimento.  

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

0

Linfomas e tratamento


A partir de hoje estarei postando alguma informação essencial sobre linfomas e seu tratamento, que basicamente são: quimioterapia, imunoterapia, rádioterapia, cirurgia, paliativos e várias combinações enre eles.A internet está cheia de informação nesse sentido e aqui no blog tem links que poderão ser úteis a quem precisar se aprofundar. O que vou apresentar aqui é um condensado de fontes:ABRALE, INCA e www.linfoma.com.pt.

O QUE É LINFOMA?

Linfoma é um câncer que se origina nas células do sistema linfático. O sistema linfático é responsável pela defesa do organismo contra infecções. Quando o organismo entra em contato com bactérias, vírus, fungos, células anormais, eles passam necessariamente pelo tecido linfático, onde são destruídos pelas células de defesa do sangue, entre elas os linfócitos. Quando um desses linfócitos passa a crescer ou proliferar desordenadamente, sem o estímulo de um invasor, temos o início do Linfoma. Os linfomas podem ter início em qualquer tecido do organismo, mas seu sítio mais comum é nos gânglios linfáticos (ínguas).

SISTEMA LINFÁTICO

É compreendido pelos tecidos linfóides, são eles:

1) Gânglios ou linfonodos: estão presentes em várias regiões do corpo, entre elas: pescoço, axilas, região inguinal (virilha), tórax e abdômen.
2) Tecidos linfóides presentes em todo organismo: estômago, pulmão, pele, sistema nervoso central (cerebro e coluna),etc
3) Vasos linfáticos: região por onde circula a linfa, líquido claro, que contém células chamadas linfócitos.
4) Linfócitos: são células responsáveis pela defesa do organismo contra infecções : bactérias, vírus, fungos. São produzidas na Medula óssea e algumas amadurecem nos gânglios linfàticos. Podem ser do tipo B ou T.

TIPOS DE LINFOMAS

Existem 2 grandes grupos de linfoma, separados de acordo com suas características biológicas:

1) LINFOMA DE HODGKIN:

Este nome é em homenagem ao médico inglês que descreveu a doença em 1832, Sir Thomas Hodgkin
• Localização mais comum é nos linfonodos cervicais
• Acometem os gânglios de forma contígua, ordenada
• Tem grandes chances de cura, quando descobertos em estagios iniciais
• Observa-se a presença, em sua maioria, da célula de Reed-Sternberg. Célula descrita pelos pesquisadores Sternberg (Austria) e Dorothy Reed (EUA), em 1902.
• Acomete principalmente adultos jovens

2) LINFOMA NÃO-HODGKIN:
Grupo heterogêneo de doenças, cada qual com comportamento biológico diferente
• Alguns são curáveis, respondem rapidamente a quimioterapia
• Outros são doenças de controle, com acompanhamento contínuo
• O acometimento é bem variável, sem acometer gânglios contíguos (vizinhos), com doença sistêmica ao diagnóstico.
• Distribuem-se por todas as faixas etárias, com predomínio de diferentes subtipos histológicos nas diversas idades.

Nos próximos posts começaremos a abordar as terapias que constituem os tratamentos.Até lá.