Escolhida em 2009 pelo
correspondente do jornal inglês The
Guardian, Tom Phillips, como a praia mais bonita do Brasil, Alter-do-Chão
vive período de seca. Agora, que as águas esmeraldinas e transparentes do rio Tapajós baixaram devido ao
período de vazante e revelaram os enormes arcos de areia cristalina ,
as praias podem ser aproveitadas pelos banhistas de outra forma. Se no período de
cheia era preciso recorrer aos barcos ou às canoas para desfrutar de sua beleza, hoje, só os
pés bastam.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
1
Eleições 2010
4
cenas (não muito raras) e dois atores da ontologia nacional pré-eleitoral
O
eleitor, ou figurante:
O político, ou protagonista:
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daniel
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
0
Brasil, Argentina e Peru em parceria para desenvolver medicina nuclear
O
Brasil estuda parcerias com a Argentina e o Peru para garantir sua auto-suficiência
na produção de molibdênio-99,
elemento essencial para a produção de radiofármacos,
usados em exames de imagem e no tratamento de doenças como o câncer. O
presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear anunciou que uma missão
técnica discutirá em Buenos Aires a eventual participação do vizinho no projeto
e na construção do reator multipropósito brasileiro. Segundo Luiz Alfredo
Salomão, assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, 1,5
milhão de brasileiros são usuários de radiofármacos. “Há uma crise mundial na
oferta de isótopos médicos”, disse Otheguy no simpósio.
No ano passado, o país
sofreu uma escassez temporária de molibdênio-99, depois da parada de um reator
nuclear do Canadá, seu fornecedor tradicional. Teve que recorrer à Argentina,
que forneceu um terço da demanda brasileira.
O reator nuclear ficará em
terreno do Centro Experimental de Aramar, em Iperó (SP). Além de produzir o
molibdênio-99, o equipamento servirá para teste de material e pesquisa
científica. A previsão é que esteja concluído em seis anos. O custo estimado é
de R$ 850 milhões, mas até agora só foram liberados R$ 50 milhões.
O Brasil cogita lançar uma
licitação internacional para a construção do equipamento ou fechar a parceria
com a Argentina. Neste caso, a participação do vizinho seria por intermédio da
Invap, estatal que já construiu reatores para Austrália, Egito, Argélia e Peru.
A associação seria
facilitada pelos planos argentinos de construção de um reator de pesquisa
próprio mais avançado, nos moldes do planejado pelo Brasil.
O uso posterior dos
reatores, no entanto, caberia a cada país, disse Gonçalves, que participou no
Rio do simpósio anual da seção latino-americana da Sociedade Nuclear das
Américas.
No caso da parceria com o
Peru, segundo explicou o presidente da Cnen, a idéia é modernizar um reator
peruano que já produz alguns radiofármacos, mas está subutilizado.
A Argentina, que construiu o
equipamento, também participaria desse projeto. Caso se concretizasse, os
planos incluem a criação de uma empresa subsidiária da Cnen para atender à
demanda brasileira e de outros países da região.
Dos países da América Latina
que têm programas nucleares, o Brasil é o único que já enriquece urânio a
19,9%, ainda em caráter experimental, limite máximo permitido para usos
pacíficos pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), esse é o
combustível dos reatores como o que será construído. O Brasil tem quatro outros
reatores de pesquisa, mas nenhum produz molibdênio.
Brasil
e Argentina firmaram em 2008 um acordo para aumentar a cooperação na área
nuclear. Mas o presidente da Cnen descartou a possibilidade de compartilhar a
tecnologia nacional de enriquecimento.
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daniel
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
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E ainda tem a brisa, o cheiro de mar e da magia de qualquer coisa vaga que paira no ar, que inalamos com prazer sublime como um perfume raro e exótico que nos anima e também nos enternece. Algo que não se poderia descrever com a frieza das palavras, sem ser sacrílego. Impotente, recorro a Fernando Pessoa, que paece ter sido definitivo em muitas das coisas sobre as quais meditou e plasmou com arte:
Navegar é Preciso
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
Canoa Quebrada II
Ó aí, Carolyne, tudo isso e muito mais vocês vão viver nesse paraíso. Clima de aventura, de mistérios trazidos do mar pelo vento em sussurros, de romance…Pra onde a gente se vira tem uma paisagem, um cenário, ou uma poesia-cenário ora em verso ora em prosa para ser sorvida pelos sentidos ao mesmo tempo encantados e atônitos com esta soberba dádiva da natureza. A cor ocre das falésias contribui com seu tom quente na paleta de cores de Canoa Quebrada, equilibrando os tons frios do azul do céu e do verde do mar em seu eterno encontro, ao mesmo tempo cartesiano e poético.
E ainda tem a brisa, o cheiro de mar e da magia de qualquer coisa vaga que paira no ar, que inalamos com prazer sublime como um perfume raro e exótico que nos anima e também nos enternece. Algo que não se poderia descrever com a frieza das palavras, sem ser sacrílego. Impotente, recorro a Fernando Pessoa, que paece ter sido definitivo em muitas das coisas sobre as quais meditou e plasmou com arte:
Navegar é Preciso
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
(Fernando Pessoa)
Sim, navegar é preciso, mas, se não der, ficar à beira mar em Canoa Quebrada de vez em quando……
Pra se visitar a dois, com alguém muito, muito especial.
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daniel
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sábado, 26 de dezembro de 2009
1
Alguns são de ordem natural como Quente e Frio, Luz e Escuridão, Macho e Fêmea, Norte e Sul, Positivo e Negativo, Botafoguenses e Flamenguistas. Facilmente identificáveis até organolepticamente. Outros surgem como o produto cultural de uma época ou têm origem em um determinado contexto sociocultural, como Gregos e Troianos, Católicos e Protestantes, Peles-vermelhas e Caras-pálidas, Judeus e Muçulmanos, Liberais e Conservadores, Capitalistas e Socialistas (ou trabalhistas?), Paraenses e Amazonenses. A lista de categorias é infinita.
Sou relativamente indiferente a este arranjo, que geralmente envolve ideologias e colorações políticas. Para mim as coisas são bem mais simples: o meu mundinho está dividido primariamente entre leitores e não-leitores e, secundariamente, entre melômanos e não-melômanos. E tudo na vida decorre destas condições do indivíduo.
Os não-leitores são reconhecíveis a milhas de distância e não precisam nem abrir a boca. Eles se sentem à vontade, contextualizados, inocentes, compartilhando com seus pares da inconsciência da inconsciência, pois são a grande maioria em países ainda em desenvolvimento, como o nosso. Os mais bem sucedidos economicamente ostentam geralmente um ar ufano, de propriedade, assim, como quem diria que não se precisa ser minimamente letrado para se fazer dinheiro e oferecer conforto e bem-estar material à família, como se isso fosse o objetivo final da existência. Aliás, em algumas culturas, como a francesa, o livro é tão popular e importante, que ocupa lugar de destaque nos supermercados entre os gêneros alimentícios, os de higiene pessoal e doméstica, os de informática, etc. Lá os livros convivem naturalmente com o arroz, o feijão, o açúcar e o café nos carrinhos de compras.
Mas, afinal, como saber da importância de se ler, se não se leu? Como intuir a existência de uma terceira dimensão, se a experiência da vida se desenrola segundo as leis físicas e a lógica das duas dimensões, apenas? Como no caso das formigas? Como transitar por anos em uma Universidade e mesmo concluir um curso superior, sem desenvolver minimamente o hábito da leitura? Como exercer a cidadania da nacionalidade em sua plenitude e se situar como cidadão em um contexto mais amplo, universal, afirmando uma brasilidade consciente e culturalmente positiva? Não são questões nada fáceis de serem respondidas. Mas certamente devemos fugir das simplificações exageradas.
A escola brasileira não sabe ensinar a ler e ponto — disse o ministro da Educação, Paulo Renato, como se essa declaração explicasse o vergonhoso desempenho de estudantes brasileiros (de escolas públicas e particulares) no tal de PISA — Programa Internacional de Avaliação de Alunos —, colocando o Brasil em último lugar entre os 32 países avaliados quanto à "capacidade de leitura, assimilação e interpretação de texto".
O ministro tentou simplificar demais e transferir para a escola responsabilidades que ainda sequer foram detectadas. Mas cabe a nós retomar o ponto final que o ministro empregou tão indevidamente e transformá-lo em reticências, ou interrogação que iniciem uma reflexão mais aprofundada...
O primeiro ponto a ressaltar é que este resultado confirma a necessidade de enfatizarmos o papel do livro na formação do brasileiro. E isso vai muito além da compra de obras didáticas pelo governo ou a multiplicação de bibliotecas públicas. A leitura é um hábito difícil de formar. Compramos menos livros em 2004 - 289 milhões, incluindo livros didáticos distribuídos pelo governo - do que em 1991.
Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro e executada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), coordenada pelo Observatório do Livro e da Leitura (OLL) constatou que 95 milhões de pessoas, ou seja, 55% da população são leitores, enquanto 77 milhões, 45% dos entrevistados, foram classificados como não-leitores.
O estudo foi aplicado em 5.012 pessoas em 311 municípios de todo o país, de 29 de novembro de 2007 a 14 de dezembro do mesmo ano, o que representou mais de 172 milhões de pessoas, ou seja, 92% da população. O método adotado para definir o leitor ou não-leitor foi a declaração do entrevistado de ter lido ao menos um livro nos últimos três meses.
Quem disse que o jovem brasileiro não lê? Mas não lê o quê? Não lê Machado de Assis e Alcântara Machado? Fernando Pessoa? E o fenômeno Harry Potter? Será tão difícil perceber que os jovens gostam de ler boas histórias - e aí não há livro de 500 páginas que assuste?
Pois bem, esta pesquisa revelou também que no Brasil as crianças e adolescentes ainda lêem mais que os adultos. O que não deixa de ser muito alentador para o presente e alvissareiro para o futuro. A média é de 8,5 livros para a faixa etária de 11 a 13 anos e 4,2 para adultos, de 30 a 39.
Leitura no Brasil é uma vergonha II
Pois bem, estamos em dezembro de 2009 e como naquela canção do Leo Jayme, NADA MUDOU. O Brasil continua sendo o paraíso dos não-leitores.
O mundo sempre teve que conviver com os opostos, os extremos, os contrastes. Alguns são até antagônicos. Alias, do dinamismo resultante desta interação polar é que parece mesmo ser gerada a energia sutil que dá substância ao tecido sociológico, com o qual a civilização costura a sua história ao longo dos tempos, e a propulsiona na direção do futuro. Esta noção dos opostos é antiga e está representada no princípio oriental do Yin e do Yang.
Alguns são de ordem natural como Quente e Frio, Luz e Escuridão, Macho e Fêmea, Norte e Sul, Positivo e Negativo, Botafoguenses e Flamenguistas. Facilmente identificáveis até organolepticamente. Outros surgem como o produto cultural de uma época ou têm origem em um determinado contexto sociocultural, como Gregos e Troianos, Católicos e Protestantes, Peles-vermelhas e Caras-pálidas, Judeus e Muçulmanos, Liberais e Conservadores, Capitalistas e Socialistas (ou trabalhistas?), Paraenses e Amazonenses. A lista de categorias é infinita.
Sou relativamente indiferente a este arranjo, que geralmente envolve ideologias e colorações políticas. Para mim as coisas são bem mais simples: o meu mundinho está dividido primariamente entre leitores e não-leitores e, secundariamente, entre melômanos e não-melômanos. E tudo na vida decorre destas condições do indivíduo.
Os não-leitores são reconhecíveis a milhas de distância e não precisam nem abrir a boca. Eles se sentem à vontade, contextualizados, inocentes, compartilhando com seus pares da inconsciência da inconsciência, pois são a grande maioria em países ainda em desenvolvimento, como o nosso. Os mais bem sucedidos economicamente ostentam geralmente um ar ufano, de propriedade, assim, como quem diria que não se precisa ser minimamente letrado para se fazer dinheiro e oferecer conforto e bem-estar material à família, como se isso fosse o objetivo final da existência. Aliás, em algumas culturas, como a francesa, o livro é tão popular e importante, que ocupa lugar de destaque nos supermercados entre os gêneros alimentícios, os de higiene pessoal e doméstica, os de informática, etc. Lá os livros convivem naturalmente com o arroz, o feijão, o açúcar e o café nos carrinhos de compras.
Mas, afinal, como saber da importância de se ler, se não se leu? Como intuir a existência de uma terceira dimensão, se a experiência da vida se desenrola segundo as leis físicas e a lógica das duas dimensões, apenas? Como no caso das formigas? Como transitar por anos em uma Universidade e mesmo concluir um curso superior, sem desenvolver minimamente o hábito da leitura? Como exercer a cidadania da nacionalidade em sua plenitude e se situar como cidadão em um contexto mais amplo, universal, afirmando uma brasilidade consciente e culturalmente positiva? Não são questões nada fáceis de serem respondidas. Mas certamente devemos fugir das simplificações exageradas.
A escola brasileira não sabe ensinar a ler e ponto — disse o ministro da Educação, Paulo Renato, como se essa declaração explicasse o vergonhoso desempenho de estudantes brasileiros (de escolas públicas e particulares) no tal de PISA — Programa Internacional de Avaliação de Alunos —, colocando o Brasil em último lugar entre os 32 países avaliados quanto à "capacidade de leitura, assimilação e interpretação de texto".
O ministro tentou simplificar demais e transferir para a escola responsabilidades que ainda sequer foram detectadas. Mas cabe a nós retomar o ponto final que o ministro empregou tão indevidamente e transformá-lo em reticências, ou interrogação que iniciem uma reflexão mais aprofundada...
O primeiro ponto a ressaltar é que este resultado confirma a necessidade de enfatizarmos o papel do livro na formação do brasileiro. E isso vai muito além da compra de obras didáticas pelo governo ou a multiplicação de bibliotecas públicas. A leitura é um hábito difícil de formar. Compramos menos livros em 2004 - 289 milhões, incluindo livros didáticos distribuídos pelo governo - do que em 1991.
Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro e executada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), coordenada pelo Observatório do Livro e da Leitura (OLL) constatou que 95 milhões de pessoas, ou seja, 55% da população são leitores, enquanto 77 milhões, 45% dos entrevistados, foram classificados como não-leitores.
O estudo foi aplicado em 5.012 pessoas em 311 municípios de todo o país, de 29 de novembro de 2007 a 14 de dezembro do mesmo ano, o que representou mais de 172 milhões de pessoas, ou seja, 92% da população. O método adotado para definir o leitor ou não-leitor foi a declaração do entrevistado de ter lido ao menos um livro nos últimos três meses.
Quem disse que o jovem brasileiro não lê? Mas não lê o quê? Não lê Machado de Assis e Alcântara Machado? Fernando Pessoa? E o fenômeno Harry Potter? Será tão difícil perceber que os jovens gostam de ler boas histórias - e aí não há livro de 500 páginas que assuste?
Pois bem, esta pesquisa revelou também que no Brasil as crianças e adolescentes ainda lêem mais que os adultos. O que não deixa de ser muito alentador para o presente e alvissareiro para o futuro. A média é de 8,5 livros para a faixa etária de 11 a 13 anos e 4,2 para adultos, de 30 a 39.
Este interesse continuaria se os adultos fossem vistos lendo e comprassem livros para seus filhos. Sentassem com eles e pedissem sua opinião sobre o que leram e o que mais gostaram. Enfim, se os pais demonstrassem para os filhos que ler um bom livro pode dar mais prazer do que ficar passivamente diante da televisão limitando-se a ver e a ouvir o que os outros filtraram, ou jogando videogame o tempo todo.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
1
Este texto foi editado e condensado de texto original da Folha Online de 16/03/2006. No próximo post vou explicar o porquê de sua publicação nesta data e comentarei o assunto. :=]
A empresa norte-americana de varejo online Amazon.com disse na quinta-feira passada que seu leitor eletrônico de livros Kindle teve o melhor mês de vendas em dezembro.Sem dar números ou comparativos e com cerca da metade do andamento do mês, a empresa disse que o Kindle foi o produto mais pedido até agora durante as compras de fim de ano ,em dezembro.
Leitura no Brasil é uma vergonha
A aversão dos brasileiros aos livros virou assunto da última edição da influente revista britânica The Economist. Para a publicação, a situação precária das bibliotecas públicas e o baixo índice de leitura dos brasileiros constituem "motivo para vergonha nacional", juntamente com o crime e com as taxas de juros. Leia abaixo uma tradução do texto "Um País de não-leitores", publicado pela revista:
Muitos brasileiros não sabem ler. Em 2000, um quarto da população com 15 anos ou mais eram analfabetos funcionais. Muitos simplesmente não querem. Apenas um adulto alfabetizado em cada três lê livros. O brasileiro médio lê 1,8 livros não-acadêmicos por ano - menos da metade do que se lê nos EUA ou na Europa. Em uma pesquisa recente sobre hábitos de leitura, os brasileiros ficaram em 27º em um ranking de 30 países, gastando 5,2 horas por semana com um livro. Os argentinos, vizinhos, ficaram em 18º.
Em um raro acordo, governo, empresas e ONGs estão todos se esforçando para mudar isso. Algumas medidas paliativas estão sendo colocadas em prática, como o lançamento pelo governo do Plano Nacional de Livros e Leitura, além da abertura de novas bibliotecas. A medidas buscam impulsionar a leitura. Está se tornando comum ver personagens nas novelas da TV lendo. Os cínicos lembram que a Rede Globo, maior emissora de TV do país, também publica livros, jornais e revistas.
Outro fator que desencoraja a leitura é o preço. Os livros são muito caros. Na Bienal do Livro de São Paulo, O Código Da Vinci estava à venda por R$ 32,00, mais de 10% no salário mínimo do país. A maioria dos livros tem tiragens baixas, puxando para cima os preços.
Mas a indiferença dos brasileiros pelos livros tem raízes mais profundas. Séculos de escravidão levaram os líderes do país a negligenciar a educação. A escola primária só se tornou universal na década de 90. O rádio era uma presença constante já nos anos 30; as bibliotecas e as livrarias ainda não conseguiram emplacar. "A experiência eletrônica chegou antes da experiência escrita", disse Marino Lobello, da Câmara Brasileira do Livro, um órgão da indústria.
Tudo isso significa que o mercado de livros brasileiro tem o maior potencial de crescimento no mundo ocidental, lembra Lobello. Editoras estrangeiras, como a espanhola Prisa-Santillana, que comprou uma casa editorial local no ano passado, começam a se voltar para o país. Editoras evangélicas americanas miram o mercado de livros religiosos, que superam as vendas de livros de ficção no Brasil.
No ano passado, o diretor da Biblioteca Nacional se demitiu após um mandato controverso. Ele se queixou de ter menos bibliotecários do que precisava e de que as traças já haviam roído muito do acervo. Juntamente com o crime e com as taxas de juros, isso é motivo para vergonha nacional.
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Kindle diz que tem recorde de vendas em dezembro
A empresa norte-americana de varejo online Amazon.com disse na quinta-feira passada que seu leitor eletrônico de livros Kindle teve o melhor mês de vendas em dezembro.Sem dar números ou comparativos e com cerca da metade do andamento do mês, a empresa disse que o Kindle foi o produto mais pedido até agora durante as compras de fim de ano ,em dezembro.
A Amazon vê o Kindle como seu principal veículo de crescimento e está engajada numa forte disputa com os concorrentes da Sony e da Barnes & Noble para ver quem terá o eletrônico de leitura mais vendido. A declaração da Amazon sobre o sucesso do Kindle chega após notícia de quinta-feira passada de que a Sony firmou acordo com a News Corp para disponibilizar o The Wall Street Journal e outras publicações disponíveis em seu leitor eletrônico.
Aqui no Brasil ele está custando USD 276,00, mais cerca de 60% de imposto de importação.
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daniel
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
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