Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

0

"Hermanos" desenvolvem “superleite” que pode prevenir câncer

Pesquisas sugerem que a mistura de nutrientes encontrados no leite, como o cálcio e a proteína, podem melhorar a capacidade do corpo de queimar calorias. No entanto, apesar da crescente evidência que mostra claramente os benefícios do café da manhã e do leite, cada vez mais mulheres eliminam essa refeição de suas dietas. Em experiências recentes, adultos acima do peso que não tomavam leite começaram a incluir três copos diários da bebida em uma dieta de baixas calorias. Após essa mudança de hábito, elas perderam mais peso e mais gordura corporal que os indivíduos que simplesmente reduziram o consumo de calorias, e não tomavam ou bebiam pouco leite.
Com teor de gordura 50% inferior ao leite comum e com altos índices dos ácidos vacênico e linoleico, que ajudam na prevenção do câncer, doenças cardíacas e diabetes, agrônomos da Argentina criaram recentemente o chamado “superleite”. O alimento é ainda menos gorduroso do que o leite desnatado e o enriquecido com ferro.
As qualidades do superleite estão relacionadas à alimentação fornecida às vacas produtoras, enriquecida com óleo de soja e de peixe. Queijos e iogurtes derivados do produto já circulam nos arredores de Buenos Aires, capital argentina. Para a prevenção de doenças, é recomendado o consumo diário de, no mínimo, 90 gramas do leite.
No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda a produção de alimento semelhante, também baseado na nutrição animal diferenciada. Mas uma norma do Ministério da Agricultura impede o uso da farinha e óleo de peixe no país. “Os suplementos estão relacionados à doença da vaca louca”, explica Marco Aurélio Gama, pesquisador da Embrapa.

Assim, estudiosos buscam alternativas para levar à população brasileira um leite mais saudável. Óleos de girassol e de soja são testados há quatro anos. A pastagem também é fator importante no resultado das pesquisas. Ao contrário da Argentina, o Brasil não possui plantação forrageira em abundância o ano todo.
“Estudos na área de oleaginosas para combustíveis talvez revelem algum tipo eficiente de óleo vegetal. Ainda há muito material para ser estudado”, acredita Gama. 
http://revistagloborural.globo.co,com editorial e ediçao de ilustração pelo autor

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

0

Brasil, Argentina e Peru em parceria para desenvolver medicina nuclear


O Brasil estuda parcerias com a Argentina e o Peru para garantir sua auto-suficiência na produção de molibdênio-99, elemento essencial para a produção de radiofármacos, usados em exames de imagem e no tratamento de doenças como o câncer. O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear anunciou que uma missão técnica discutirá em Buenos Aires a eventual participação do vizinho no projeto e na construção do reator multipropósito brasileiro. Segundo Luiz Alfredo Salomão, assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, 1,5 milhão de brasileiros são usuários de radiofármacos. “Há uma crise mundial na oferta de isótopos médicos”, disse Otheguy no simpósio.
No ano passado, o país sofreu uma escassez temporária de molibdênio-99, depois da parada de um reator nuclear do Canadá, seu fornecedor tradicional. Teve que recorrer à Argentina, que forneceu um terço da demanda brasileira.
O reator nuclear ficará em terreno do Centro Experimental de Aramar, em Iperó (SP). Além de produzir o molibdênio-99, o equipamento servirá para teste de material e pesquisa científica. A previsão é que esteja concluído em seis anos. O custo estimado é de R$ 850 milhões, mas até agora só foram liberados R$ 50 milhões.
O Brasil cogita lançar uma licitação internacional para a construção do equipamento ou fechar a parceria com a Argentina. Neste caso, a participação do vizinho seria por intermédio da Invap, estatal que já construiu reatores para Austrália, Egito, Argélia e Peru.
A associação seria facilitada pelos planos argentinos de construção de um reator de pesquisa próprio mais avançado, nos moldes do planejado pelo Brasil.
O uso posterior dos reatores, no entanto, caberia a cada país, disse Gonçalves, que participou no Rio do simpósio anual da seção latino-americana da Sociedade Nuclear das Américas.
No caso da parceria com o Peru, segundo explicou o presidente da Cnen, a idéia é modernizar um reator peruano que já produz alguns radiofármacos, mas está subutilizado.
A Argentina, que construiu o equipamento, também participaria desse projeto. Caso se concretizasse, os planos incluem a criação de uma empresa subsidiária da Cnen para atender à demanda brasileira e de outros países da região.
Dos países da América Latina que têm programas nucleares, o Brasil é o único que já enriquece urânio a 19,9%, ainda em caráter experimental, limite máximo permitido para usos pacíficos pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), esse é o combustível dos reatores como o que será construído. O Brasil tem quatro outros reatores de pesquisa, mas nenhum produz molibdênio.
Brasil e Argentina firmaram em 2008 um acordo para aumentar a cooperação na área nuclear. Mas o presidente da Cnen descartou a possibilidade de compartilhar a tecnologia nacional de enriquecimento.