Escolhida em 2009 pelo
correspondente do jornal inglês The
Guardian, Tom Phillips, como a praia mais bonita do Brasil, Alter-do-Chão
vive período de seca. Agora, que as águas esmeraldinas e transparentes do rio Tapajós baixaram devido ao
período de vazante e revelaram os enormes arcos de areia cristalina ,
as praias podem ser aproveitadas pelos banhistas de outra forma. Se no período de
cheia era preciso recorrer aos barcos ou às canoas para desfrutar de sua beleza, hoje, só os
pés bastam.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
3
Suas ruas estreitas, sinuosas, outrora pavimentadas com pedras de granito apicoado (há tempos soterradas pelo asfalto da insensibilidade político-administrativa), sua vetusta e romântica arquitetura. (ou o que resta dela), onde os solares de fachadas em azulejo português, coroadas com pinhas em faiança finamente esmaltadas, as Igrejas e os palacetes em estilo imperial brasileiro e neoclássico nos falam do passado, dos esplendores do Ciclo da Borracha e guardam, ainda hoje, a memória dos índios, negros, mestiços e portugueses pioneiros no povoamento da cidade.
Guardam, também, a memória menos remota e mais pessoal das singelas brincadeiras a céu aberto dos jovens de minha geração, que ainda cresceram e se divertiram livremente nas ruas e nas praças antes da era do império da eletrônica, da informática, do Nintendo 64, do Playstation, dos condomínios fechados, dos celulares rastreadores, das balas perdidas, enfim, da paranóia da Aldeia Global.
Nasceu com a construção do Forte do Presépio, hoje Forte do Castelo, erguido a mando da Coroa portuguesa no início do século XVI, um dos palcos das lutas travadas em 1835 pelos Cabanos. Mas também de inúmeros combates de faz-de-conta entre mocinhos e bandidos, e, um pouco mais tarde, em meados dos 70, de gloriosas e inesquecíveis tertúlias dançantes HI-FI embaladas por Cuba Libre, mistura de coca-cola, rum, limão e gelo.
No bairro estão localizadas várias belas igrejas, como a de N. Sra. Do Carmo – minha preferida, onde ia à missa aos domingos de manhã, com seu frontal neoclássico, interior barroco com púlpitos em madeira entalhada e laqueada e altar todo em prata - construída em 1627 para abrigar o primeiro convento dos Carmelitas Calçados, da Capitania do Grão Pará -, e a Catedral Metropolitana da Sé, do século XVII, projeto do arquiteto italiano Antônio Landi, com seu imponente frontão ladeado por pináculos piramidais neoclássicos e seu órgão belíssimo, monumental, construído na oficina do artífice francês Aristide Cavaillé-Coll e instalado em 1882, o maior da América do Sul. Possui telas, afrescos e painéis de grande valor.
Nessa Catedral os ritos sagrados da Semana Santa assumiam contornos dramáticos para uma criança. Depois de percorrer todas as ruas do bairro, a imagem do Senhor Morto, com os olhos cerrados, durinho, coberto de cravos de defunto, ficava em exposição na Igreja, vestido de um tom lúgubre de púrpura em um caixão para ser beijado por homens, mulheres e crianças, num ritual da maior morbidez. No ar, um cheiro adocicado de flores fenecendo. Prá completar o clima, música fúnebre de fundo.
A Praça Dom Pedro II, ao lado da Praça do Relógio e do porto-mercado do Ver-o-Peso – onde despontam as torres azuladas do Mercado de Ferro, trazido desmontado da Inglaterra, em forma de decágono, com estrutura metálica de zinco veille-montaine em estilo neoclássico - é outra marca histórica do velho bairro. Considerada o "centro administrativo da Belém antiga", a praça abriga os prédios imponentes onde outrora funcionavam os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Mas prá molecada essa era simplesmente a Praça dos Leões, cujas esculturas cavalgávamos impunemente e donde, ainda menino, testemunhei, espantado e sem nada entender a invasão do Palácio do Governo, em frente à praça, pelos militares em 31 de março de 1964.
Os portugueses trouxeram para o Brasil toda uma experiência colonizatória anterior na zona tropical do globo, na África, e assim edificaram amplas habitações plenamente adaptadas ao clima da região. Casarões confortáveis, geminados, com assoalhos e forros em madeira, telhas de barro, pé direito alto, dotados de porões e sótãos por onde o ar circula livremente e areja o ambiente quente, úmido e abafado da foz do rio Amazonas.
Foi onde vivi a maior parte dos anos inconseqüentes da transição da infância para a adolescência - e também os melhores da minha vida. Moramos sucessivamente em duas casas na mesma rua, Gurupá, entre as ruas Dr. Malcher e Dr. Assis, próximo ao Porto do Sal, onde meu pai trabalhava e onde eu nadava, pescava siris, mandiís e mandubés, no velho trapiche do rio Guamá, e onde também vivi as maiores aventuras exploratórias desta fase da vida. E onde escapei duas vezes de me afogar.
A gente andava de bicicleta, sem capacete, joelheira, cotoveleira ou qualquer outra proteção. Construíamos nossos próprios brinquedos, inclusive aqueles carrinhos de rolimã para descer as ladeiras, embalados, tendo como freio só a sola do sapato. Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar inteiro prá casa ao fim do dia. E, por obra e graça divina, voltávamos.
E não dependíamos de nenhum fio, cabo ou fonte de energia, a não ser da nossa. Hoje, se formos desligados da tomada, nossa civilização desaparece.
A vida por um fio (elétrico)
O bairro da Cidade velha é um dos maiores referenciais do patrimônio histórico e cultural do Pará, de Belém, e também da minha infância, já meio distante no tempo e no espaço.
Suas ruas estreitas, sinuosas, outrora pavimentadas com pedras de granito apicoado (há tempos soterradas pelo asfalto da insensibilidade político-administrativa), sua vetusta e romântica arquitetura. (ou o que resta dela), onde os solares de fachadas em azulejo português, coroadas com pinhas em faiança finamente esmaltadas, as Igrejas e os palacetes em estilo imperial brasileiro e neoclássico nos falam do passado, dos esplendores do Ciclo da Borracha e guardam, ainda hoje, a memória dos índios, negros, mestiços e portugueses pioneiros no povoamento da cidade.
Guardam, também, a memória menos remota e mais pessoal das singelas brincadeiras a céu aberto dos jovens de minha geração, que ainda cresceram e se divertiram livremente nas ruas e nas praças antes da era do império da eletrônica, da informática, do Nintendo 64, do Playstation, dos condomínios fechados, dos celulares rastreadores, das balas perdidas, enfim, da paranóia da Aldeia Global.
Nasceu com a construção do Forte do Presépio, hoje Forte do Castelo, erguido a mando da Coroa portuguesa no início do século XVI, um dos palcos das lutas travadas em 1835 pelos Cabanos. Mas também de inúmeros combates de faz-de-conta entre mocinhos e bandidos, e, um pouco mais tarde, em meados dos 70, de gloriosas e inesquecíveis tertúlias dançantes HI-FI embaladas por Cuba Libre, mistura de coca-cola, rum, limão e gelo.
No bairro estão localizadas várias belas igrejas, como a de N. Sra. Do Carmo – minha preferida, onde ia à missa aos domingos de manhã, com seu frontal neoclássico, interior barroco com púlpitos em madeira entalhada e laqueada e altar todo em prata - construída em 1627 para abrigar o primeiro convento dos Carmelitas Calçados, da Capitania do Grão Pará -, e a Catedral Metropolitana da Sé, do século XVII, projeto do arquiteto italiano Antônio Landi, com seu imponente frontão ladeado por pináculos piramidais neoclássicos e seu órgão belíssimo, monumental, construído na oficina do artífice francês Aristide Cavaillé-Coll e instalado em 1882, o maior da América do Sul. Possui telas, afrescos e painéis de grande valor.
Nessa Catedral os ritos sagrados da Semana Santa assumiam contornos dramáticos para uma criança. Depois de percorrer todas as ruas do bairro, a imagem do Senhor Morto, com os olhos cerrados, durinho, coberto de cravos de defunto, ficava em exposição na Igreja, vestido de um tom lúgubre de púrpura em um caixão para ser beijado por homens, mulheres e crianças, num ritual da maior morbidez. No ar, um cheiro adocicado de flores fenecendo. Prá completar o clima, música fúnebre de fundo.
A Praça Dom Pedro II, ao lado da Praça do Relógio e do porto-mercado do Ver-o-Peso – onde despontam as torres azuladas do Mercado de Ferro, trazido desmontado da Inglaterra, em forma de decágono, com estrutura metálica de zinco veille-montaine em estilo neoclássico - é outra marca histórica do velho bairro. Considerada o "centro administrativo da Belém antiga", a praça abriga os prédios imponentes onde outrora funcionavam os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Mas prá molecada essa era simplesmente a Praça dos Leões, cujas esculturas cavalgávamos impunemente e donde, ainda menino, testemunhei, espantado e sem nada entender a invasão do Palácio do Governo, em frente à praça, pelos militares em 31 de março de 1964.
Os portugueses trouxeram para o Brasil toda uma experiência colonizatória anterior na zona tropical do globo, na África, e assim edificaram amplas habitações plenamente adaptadas ao clima da região. Casarões confortáveis, geminados, com assoalhos e forros em madeira, telhas de barro, pé direito alto, dotados de porões e sótãos por onde o ar circula livremente e areja o ambiente quente, úmido e abafado da foz do rio Amazonas.
Foi onde vivi a maior parte dos anos inconseqüentes da transição da infância para a adolescência - e também os melhores da minha vida. Moramos sucessivamente em duas casas na mesma rua, Gurupá, entre as ruas Dr. Malcher e Dr. Assis, próximo ao Porto do Sal, onde meu pai trabalhava e onde eu nadava, pescava siris, mandiís e mandubés, no velho trapiche do rio Guamá, e onde também vivi as maiores aventuras exploratórias desta fase da vida. E onde escapei duas vezes de me afogar.
A gente andava de bicicleta, sem capacete, joelheira, cotoveleira ou qualquer outra proteção. Construíamos nossos próprios brinquedos, inclusive aqueles carrinhos de rolimã para descer as ladeiras, embalados, tendo como freio só a sola do sapato. Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar inteiro prá casa ao fim do dia. E, por obra e graça divina, voltávamos.
E não dependíamos de nenhum fio, cabo ou fonte de energia, a não ser da nossa. Hoje, se formos desligados da tomada, nossa civilização desaparece.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
2
A entrega da parte física das obras do único Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) da Região Norte, ocorrida no último dia 20 de janeiro, marca as comemorações pelos oito anos de funcionamento, na Fundação Hemopa, do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Hemopa comemora oito anos de implantação do Redome no Pará
O BSCUP, que deverá ser totalmente inaugurado em março deste ano, aumentará as chances de pacientes encontrarem doadores compatíveis de medula óssea, com a disponibilidade de células tronco do cordão umbilical de bebês, recolhidas nas maternidades da Santa Casa de Misericórdia e no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Posteriormente, outras maternidades serão incluídas no programa.
De 2002 até hoje, o Hemopa já contribuiu com mais de 33 mil inscritos no Redome, que também conta com o apoio dos cinco BSCUP’s existentes no Brasil. Mais sete bancos serão implantados, incluindo o do Hemopa, que terá a capacidade de armazenamento de 3.600 amostras, uma média de 960 coletas de sangue de cordão umbilical/ano.
O BSCUP do Hemopa resulta do convênio firmado com a Fundação do Câncer, que coordena a implantação de BSCUP’s em todo o Brasil, e administra os recursos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No Pará, a obra representa um investimento superior a R$ 3 milhões, incluindo estrutura física, capacitação de profissionais, aquisição de equipamentos e tecnologia. O programa é do Ministério da Saúde, que criou a Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Brasilcord).
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que anualmente são realizados cerca de 1.800 transplantes de medula óssea no país. Destes, 1000 são autólogos (quando o material é retirado da medula do paciente), 650 transplantes aparentados e 150 não-aparentados. Hoje, 90% dos procedimentos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os transplantes de medula óssea são tratamentos indicados para pacientes com doenças como leucemia, linfomas e mielomas, que atacam a medula óssea e impedem a produção de sangue.
A diversidade genética do país é o maior entrave para encontrar doador compatível não aparentado, cujas chances variam de uma em 10 mil no Estado, uma em 100 mil no país, e uma em um milhão no mundo. Dentro da família as chances são melhores: oscilam entre 25% a 35%.
Para a secretária de saúde Sílvia Comaru, após a implantação do BSCUP no Pará o próximo desafio será a instalação do Centro de Transplante de Medula Óssea, que deverá funcionar no Hospital Ofir Loiola, cujo projeto já está pronto. "Isso vai qualificar o SUS e expandir a atuação da saúde pública no Pará", ressaltou.
A implantação de mais sete BSCUP’s nas cidades de Belém, Fortaleza (Ceará), Recife (Pernambuco), Brasília (Distrito Federal), Lagoa Santa (Minas Gerais), Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul) aumentará as chances de quem precisa encontrar doador compatível.
Exemplo de vida
O serviço do Redome salvou a vida de Vinícius Torres, 8 anos, que encontrou um doador compatível e não aparentado. O transplante, realizado no dia 27 de novembro do ano passado, foi um presente para toda a família. Segundo a mãe da criança, Michelle Torres, 29 anos, Vinícius lutava contra a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) há cinco anos. Como não ficou curado com o tratamento convencional, o transplante era sua única esperança.
Ele aguardou por um ano na lista de pacientes. "Foram nove meses de busca constante por um doador compatível", relembrou Michelle, acrescentando que após conseguir o doador, o desafio seguinte foi a busca por um leito, conseguido no INCA após quase dois meses. "Meu filho foi transplantado em novembro. No dia 21 de dezembro ele teve alta e agora faz acompanhamento intensivo, até completar 100 dias de pós-transplante", explicou.
Feliz com a recuperação do menino, Michelle não economiza agradecimentos e frisou que a doação de medula óssea significa "muito para quem sofre com a espera por dias melhores. O doador não salva apenas a vida de um paciente, mas de uma família inteira".
Condensado de texto original publicado no blog do Hemopa
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sábado, 9 de janeiro de 2010
1
A farinha vai depender do gosto de cada um: do Uarini, de tapioca, d’água. Eu prefiro da branca, bem torradinha, com um gostinho de biscoito.
Almoçaí
A Amazônia mostra o quanto a gastronomia brasileira é diversificada, rica e diferenciada.
(Chef francês Laurent Suaudeau, citado na revista Menu, edição 124, de março de 2009)
Aposto que ninguém até agora tinha ouvido falar em algo parecido: almoçaí. A palavra é nova, me ocorreu agora. Mas pode ser empregada para nomear um hábito antigo aqui na Amazônia, principalmente mais para o leste, nas cidades do estado do Pará.
Consiste em substituir uma refeição, geralmente o almoço, por uma combinação de açaí bem grosso onde se mistura, açucar, farinha de mandioca ou de tapioca (Chibé), acompanhado de algo salgado, como peixe seco ou carne de sol grelhados, ou camarão seco, obtendo-se uma rica e exótica mescla de sabores. É muito saudável e nutritiva. Esta papa de açaí, de tão densa, é mais para comer que para beber, e é rica em antioxidantes.
O peixe geralmente é o Pirarucu, maior peixe de água doce, conhecido como “bacalhau da Amazônia”, que tem suas mantas salgadas e levadas ao sol para secar. Depois de dessalgado e bem lavado com limão, é só assar, bem crocante, de preferência na brasa. O mesmo se faz com a carne de sol.
A farinha vai depender do gosto de cada um: do Uarini, de tapioca, d’água. Eu prefiro da branca, bem torradinha, com um gostinho de biscoito.
Depois é só adoçar o açaí a gosto, misturar a farinha e tá pronto um delicioso almoço. Esse açaí aí da foto foi uma presença feita pelo meu irmão, o Aldo, que mo mandou lá de Belém. Presentão. Que Deus o proteja e o mantenha sempre tão pródigo.
Outra prática centenária é a substituição, de vez em quando, principalmente nos dias chuvosos, do jantar por um suculento tacacá. E aí, o que vocês acham? Poderíamos chamar a isso de jantacacá? :=]
domingo, 15 de novembro de 2009
3
Inicia Hidrelétrica de Belo Monte
A energia da projetada hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, oeste do Estado do Pará – será o maior empreendimento do setor elétrico do Brasil, equivalente à construção do Canal do Panamá, em termos de escavações - é vista como essencial para sustentar uma taxa de crescimento do País na casa de 5% ao ano na próxima década.
De acordo com o Plano Decenal de Energia 2008-2017, nesse período, o Brasil terá de acrescentar 27 mil megawatts médios (MW) de energia à matriz atual. E o governo conta com Belo Monte para fechar a conta e evitar o estrangulamento do sistema.
A expectativa é de que a usina, com previsão de 11.233 MW de potência (ou 4.600 MW médios), comece a entrar em operação por volta de 2015, a tempo de suprir as necessidades da Olimpíada de 2016, no Rio. O volume total de investimentos será de R$ 16 bilhões (US$ 9,2 bilhões), o triplo dos US$ 3 bilhões previstos no fim da década de 90.
É esperada para amanhã a liberação pelo Ibama da Licença Prévia para o início das obras, que deverá ser seguida do leilão, previsto para o dia 21 de dezembro, o qual definirá qual grupo de construtoras participará da construção da hidroelétrica. A liberação da licença foi decidida ontem, durante reunião de Lula com Lobão, os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e representantes de outros órgãos do governo que representam os setores de energia e meio ambiente. O presidente do Ibama, Roberto Messias, também participou do encontro. "Tratamos do licenciamento de Belo Monte, que está demorando bastante.
O governo decidiu também que a Eletrobrás vai participar de todos os consórcios que vão entrar na disputa pela concessão do projeto da usina. Segundo o presidente da estatal, José Antonio Muniz Lopes, a estratégia definida prevê que a participação será de até 49% dos consórcios e se dará por meio das subsidiárias da empresa - Furnas, Eletronorte, Chesf e Eletrosul.
Ambientalistas, povos indígenas e radicais da hora prometem não se curvar à decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Até o cantor Sting, que mora bem distante das necessidades energéticas brasileiras, já andou se manifestando contra. "Não vamos desistir agora dos nossos direitos", afirma o cacique da tribo Arara, José Carlos Arara, que teme os impactos da construção da usina em sua aldeia.
Do outro lado, empresários se unem para reforçar o coro a favor do governo para tirar, enfim, do papel o projeto que desde a década de 70 promete desenvolvimento à região. As manifestações começaram na sexta-feira passada, numa caminhada pela cidade. Nos próximos 37 dias, até a licitação da hidrelétrica, os dois grupos vão fazer barulho, com atos que ultrapassam as divisas do Pará.
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daniel
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