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quinta-feira, 24 de junho de 2010

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Manga pode prevenir e deter o câncer.


Pouco se sabe ainda sobre a manga, esse fruto consumido em larga escala no mundo todo. Pesquisadores da Texas AgriLife Research descobriram recentemente uma importante propriedade especial da manga: ela é capaz de prevenir e deter algumas células de câncer de mama e do cólon. Eles chegaram a esse resultado após analisar as cinco variedades mais comuns nos EUA: Kent, Francine, Ataulfo, Tommy/Atkins e Haden. O estudo foi liderado pela dra. Susanne Talcott e pelo seu marido, o dr. Steve Talcott.
Com um poder antioxidante bem menor do que outros alimentos (como o açaí e a romã), muitos poderiam não dar muita importância para a manga. “Ela tem uma capacidade antioxidante por volta de quatro a cinco vezes menor do que uma uva média para vinho, e mesmo assim se mantém muito eficaz na atividade anticâncer. Se você olhar para ela do ponto de vista fisiológico e nutricional, levando tudo em consideração, ela estaria no alto do ranking de supercomidas”, explicou a dra. Talcott. “Seria bom incluí-la na dieta regular”, completa.

Os Talcotts testaram extratos de polifenol (substância natural das plantas associada à boa saúde) da manga in vitro em células cancerosas do cólon, da mama, dos pulmões, de leucemia e da próstata. Foi obtido algum resultado com a leucemia e os cânceres de próstata e de pulmão, mas a manga foi mais efetiva nos tipos mais comuns de câncer de mama e do cólon.

E o melhor: os doutores testaram a manga também nas células normais do cólon, e estas não foram detidas pelo polifenol. Significa que esse importante alimento pode ser usado sem medo de que as células boas sejam danificadas. “Essa é uma observação geral para qualquer agente natural: eles visam apenas as células cancerígenas, não mexendo com as saudáveis, ou pelo menos as deixando em concentrações razoáveis”, explicou a dra. Talcott.

Os cientistas avaliaram os polifenóis e, mais especificamente, os gallotannins, como sendo a classe de compostos bioativos responsáveis por prevenir ou deter células cancerosas. Tannins são polifenóis que são frequentemente amargos ou secos, e encontrados em sementes de uva, no vinho e no chá.

O estudo constatou que o ciclo celular foi interrompido. Isso é fundamental, diz Suzanne Talcott, pois indica um possível mecanismo de como as células cancerosas são prevenidas ou impedidas.

O próximo passo seria testar a descoberta em humanos, e não mais somente in vitro. Os Talcotts esperam fazer uma pequena prova clínica com indivíduos que aumentaram a inflamação em seus intestinos, apresentando um risco de câncer maior. Segundo a doutora, se houver alguma eficácia comprovada, então seria feito um teste maior para identificar qualquer relevância clínica.
Lavagem a seco é cancerígena ?
Cientistas descobrem que uma substância química usada na lavagem a seco em lavanderias pode ser cancerígena. A belezinha se chama percloroetileno e é um solvente usado em praticamente todas as lavanderias que fazem lavagem a seco.
Sabe-se que o percloroetileno existe no ar, no solo e até mesmo no leite materno – mas então qual é o perigo? De acordo com os cientistas, o perigo está no nível de concentração do produto químico. Há um limite de “uso seguro” para o percloroetileno, uma certa porcentagem que determina se o produto pode, ou não, causar danos à saúde.

Ainda não foi comprovado que o percloroetileno é um produto cancerígeno, mas os cientistas consideram que seja “altamente provável” – sabe-se que o componente químico causa câncer em alguns animais. Além de causar câncer, o percloroetileno também pode causar danos cerebrais a quem é exposto a altos níveis da substância.

Na Califórnia, EUA, empresas de lavagem a seco já foram notificadas desde 2007 e o uso do percloroetileno está terminantemente proibido. Eles também apreenderam máquinas de lavagem a seco que usavam o produto e tinham mais de 15 anos de uso.

O futuro da luta contra o cancer.
O que é o que é: um pontinho preto em uma célula? Não, não é um ribossomo ninja, é a possível cura para o cancer.

Os pequenos pontinhos pretos da foto são nanorobôs matando uma célula cancerosa. Os primeiros testes do tratamento em humanos foram um sucesso, sem nenhum efeito colateral.

Funciona da seguinte forma: os nanorobôs entram no organismo e conseguem transmitir RNA para células cancerosas. O RNA (interferência de ácido ribonucleico) ataca especificamente os genes em células malignas, eliminando-os.

Os robôs pesam 70 nanômetros e são feitos com polímeros que aderem à superfície das células. Assim que entregam o RNA os robôs se desmontam e a sucata é eliminda pelo organismo pelo caminho natural – ou seja, na urina.

Os cientistas estão muito otimistas com os resultados.
Fonte: Gizmodo

domingo, 13 de junho de 2010

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Progressos da Nanotecnologia na cura do câncer.


O objetivo do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos é utilizar a Nanotecnologia (sem dúvida um dos avanços tecnológicos chaves de nossos tempos), para eliminar antes de 2015 as mortes e o sofrimento causados pelo câncer. Neste sentido as investigações atuais se centram em como utilizar a Nanotecnologia para mudar de forma radical a capacidade da medicina para diagnosticar, compreender e tratar o câncer.

Investigações já realizadas conseguiram desenvolver nano-aparelhos capazes de detectar um câncer na fase muito preliminar, localizá-lo com extrema precisão, proporcionar tratamentos especificamente dirigidos às células malignas e medir a eficácia de ditos tratamentos na eliminação das células malignas. Mas as investigações continuam, e tal é o alcance dos últimos avanços tecnológicos neste campo, que os especialistas acreditam que a nanotecnologia transformará as próprias bases do diagnostico, tratamento e prevenção desta doença mortal.

Graças a outro grande projeto, o Human Genome Project, os cientistas sabem cada vez mais sobre o desenvolvimento do câncer, o que por sua vez cria novas possibilidades para atacar a base molecular desta doença. Até agora, os pesquisadores não dispunham de inovações tecnológicas necessárias para converter importantes achados moleculares em benefícios diretos para enfermos de câncer. É aqui onde a Nanotecnologia pode assumir um papel chave, através do desenvolvimento de avanços tecnológicos e ferramentas capazes de transformar a capacidade diagnostica, terapêutica e preventiva da medicina atual.

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Pesquisadores do MIT eliminaram tumores de ovário em um rato utilizando nano partículas que distribuíram genes responsáveis por matar as células cancerígenas. A descoberta, de acordo com o MIT, pode levar a um novo tratamento de câncer de ovário. Considerado uma das formas mais mortais de câncer, ele causa certa de 15 mil mortes, todos os anos, somente nos EUA.

Daniel Anderson, pesquisador do David H. Koch Institute for Integrative Cancer Research, no MIT, fez uma informou que os testes clínicos com humanos devem começar dentro um ano, aproximadamente. “Estou muito feliz que nossa pesquisa possa potencialmente contribuir para o tratamento do câncer de ovário” disse Robert Langer, professor do Instituto.

Grupos de pesquisa de várias universidades têm trabalho em diversas frentes com a utilização de nanotecnologia para projetar sistemas em nível molecular que irão tentar destruir células cancerígenas. A técnica utilizada consiste em introduzir e aquecer nanopartículas de ouro – desenvolvidas pelo MIT, em maio – sem causar efeito colateral considerável nas células ao redor.

Os ratos que receberam este tratamento tiveram o câncer extinguido dentro de 15 dias e ficaram livres da doença durante o período de 3 meses que duraram as pesquisas.

Esta boa notícia apareceu apenas meses após o MIT anunciar que um grupo de cientistas desenvolveu uma nanotecnologia capaz de ser colocada dentro de células vivas para determinar se a quimioterapia estava tratando o câncer ou se estava atacando células saudáveis. Eles utilizaram nano tubos de carbono envoltos em DNA para que as células pudessem ser injetadas de forma segura no tecido.

Os pesquisadores reportaram que as nanopartículas são construídas através de uma combinação de polímeros biodegradáveis carregados positivamente e DNA.

Os cientistas ainda acreditam que será possível tratar o câncer de próstata e infecções virais com nanopartículas. De acordo com o MIT eles também planejam estudar se este método pode ser utilizado para tratar câncer no cérebro, pulmão e fígado.