quinta-feira, 7 de outubro de 2010

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Estresse crônico reprograma células do sistema imunológico para facilitar a progressão do câncer

Em estudo publicado em 15 de setembro de 2010 na revista científica Cancer Research, pesquisadores da UCLA's Jonsson Comprehensive Cancer Center revelam a descoberta de como a reprogramação das  células do sistema imunológico  feita pelo estresse crônico pode facilitar a progressão do câncer. O estresse crônico atua como uma espécie de adubo que alimenta a progressão do câncer de mama, acelerando significativamente a propagação da doença por metástase em modelos animais. O estudo não afirma que o estresse causa câncer, mas mostra que ele pode apoiar seu desenvolvimento, metástase e recidiva uma vez que ele está desenvolvido.

Os investigadores descobriram que o estresse é capaz de reprogramar biologicamente as células do sistema imunológico que tentam combater o câncer, transformando-as, de soldados cuja missão é proteger o organismo contra a doença, em cúmplices. O estudo detectou um aumento de 30 vezes na propagação do câncer em todo o corpo dos camundongos estressados em laboratório, em comparação com aqueles que não estavam estressados.

Há tempos se acredita que o estresse funcionaria como um combustível para o crescimento do câncer em seres humanos. Este estudo, agora, fornece um modelo que não só demonstra que o estresse realmente pode acelerar a progressão da doença, mas também os detalhes do percurso por ele utilizado para alterar a biologia das células do sistema imunológico que, inadvertidamente, acabam promovendo a disseminação do câncer para órgãos distantes, onde é muito difícil de tratar.

"O que nós mostramos pela primeira vez é que o estresse crônico faz com que as células cancerosas escapem do tumor primário e colonizem órgãos distantes", disse Erica Sloan, pesquisadora do Jonsson Cancer Center e co-autora do trabalho.

Além de documentar os efeitos do estresse sobre a metástase do câncer, os investigadores foram também capazes de bloquear esses efeitos tratando animais estressados com drogas que bloqueiam o sistema nervoso e a reprogramação das células do sistema imunológico, chamadas macrófagos, para atuarem na promoção da metástase.

Os beta-bloqueadores, usados neste estudo para bloquear as vias de estresse em ratos, estão atualmente sendo examinados em várias bases de dados de câncer de mama, tal a importância de seu papel na prevenção da recorrência e seu poder potencial de evitar a propagação do câncer.  Se os resultados preliminares indicarem benefícios, ensaios clínicos de testes com beta-bloqueadores em fases adiantadas estão sendo considerados no Jonsson Cancer Center como meio de prevenção da recorrência do câncer de mama. Outros comportamentos de vida saudáveis também podem influenciar os caminhos biológicos descritos na pesquisa, tais como exercícios e técnicas de redução de estresse.

As  pesquisas estarão focadas nas mulheres mais jovens, porque elas podem ter uma infinidade de coisas pesando sobre elas quando são diagnosticadas com câncer de mama. As mulheres mais jovens têm exigências de vida geralmente mais significativas e, normalmente, estão sob mais estresse.

Este estudo, segundo os autores, fornece evidências da relação biológica entre o estresse e a progressão do câncer e identifica alvos para a intervenção clínica. Em função de seus resultados, será possível dizer a um paciente, no futuro, que se ele seguir este programa de exercícios, praticar tal tipo de meditação ou tomar tal pílula todos os dias, ele vai ajudar a prevenir a recorrência de seu câncer.
cancernews.Tradução, editorial e edição de ilustração pelo autor. Mais informação em  http://www.cancer.ucla.edu.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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A fobia do câncer e o cafeinômano


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Estudos revelam que chá e café reduzem risco de câncer no cérebro

No Brasil existe até o Dia do Café, que é comemorado em 21 de abril, mas podemos e devemos tomá-lo sempre, pois, para nós, todo dia é dia de café.
Esta antiga e deliciosa bebida de origem árabe que rapidamente se espalhou pelo mundo ocidental, em algumas culturas mais sofisticadas chega a fazer parte do ritual de uma boa refeição, depois da sobremesa e antes dos licores digestivos. Desenvolvi com meu pai uma imensa paixão pelo café e meu dia só começa, de verdade, depois que o barulhinho da cafeteirinha italiana de fogão e o aroma inconfundível me despertam. Temos excelentes cafés no Brasil, principalmente na região Sudeste, onde o consumo, como na Europa, é muito apreciado, desenvolvido com a chegada dos italianos para trabalhar na cafeicultura. Eu, desde que me entendo por gente, tomo de 4 a 5 xícaras de café por dia.
 Exatamente o oposto do que ocorre na região Norte, onde existe certo preconceito em relação ao consumo de café entre a maioria dos povos da Amazônia. Por aqui, a maioria das pessoas se limita a apenas uma xícara no “café da manhã”, tão açucarado e “fraco” que costuma ficar intragável pra quem gosta mesmo da bebida. E, por ironia, foi aqui pela região Norte que o café foi introduzido no Brasil, por um português, Francisco de Melo Palheta, o sargento-mor da Capitania do Grão Pará, no começo de 1720. Ele trouxe algumas mudas de café de Caiena, capital da Guiana Francesa, país fronteiriço,  plantou-as em suas terras e distribuiu mudas e sementes entre amigos e parentes.
Agora, um estudo com mais de 500.000 europeus mostrou que quem toma chá e café tem menos chance de desenvolver o tumor cerebral maligno mais comum em adultos. Os pesquisadores constataram que aqueles que bebiam muitas xícaras de café ou de chá por dia tinham um risco de câncer cerebral 30% menor do que os que não consumiam nenhuma das duas bebidas.
Esse tipo de câncer, chamado glioma, corresponde a cerca de 80% dos tumores cerebrais em adultos.

As causas do câncer no cerébro são pouco conhecidas, e os cientistas acreditam que a associação entre o risco e o consumo das bebidas pode dar pistas para a descoberta dos fatores que levam à doença.

O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, foi elaborado a partir de uma grande pesquisa sobre fatores de risco para o câncer feita em dez países europeus, com pessoas entre 25 e 70 anos.

Os participantes preencheram um formulário completo sobre hábitos alimentares. Ao analisar os dados, os pesquisadores constataram que aqueles que bebiam muitas doses de café ou chá por dia tinham um risco de câncer cerebral 30% menor do que os do que não consumiam nenhuma das duas bebidas.

Fatores como idade, tabagismo e histórico familiar foram considerados, para não influírem no resultado. Segundo os pesquisadores, é biologicamente plausível que café e chá diminuam o risco de tumores malignos no cérebro.

Em um estudo de laboratório recente, por exemplo, a cafeína mostrou-se capaz de reduzir o crescimento de um tipo de tumor chamado glioblastoma. Além disso, café e chá contêm antioxidantes, que ajudam a proteger as células dos danos causados pelo câncer e outras doenças.
http://www.expressomt.com.br , editorial e edição de ilustração pelo autor

terça-feira, 5 de outubro de 2010

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Hora da verdade - segunda bateria de exames de controle

Já se passaram três meses desde que me submeti aos primeiros exames de controle depois que completei os seis ciclos de quimioterapia pelos quais passei, e que fizeram com que o tumor reduzisse de 12 cm para 5 cm.
Ontem pela manhã, com minha ida ao Hemoam para coletar sangue para análise, recomeço tudo novamente. Amanhã, quarta-feira, faço a tomografia e a radiografia do tórax.
Como o Pet-scan custa caro e não tem ainda aqui em Manaus, meu hematologista e eu decidimos, como estratégia, fazer uma sequência de três aplicações de Mabthera, uma a cada três meses. Assim, se o tumor aumentar ou reduzir mais ainda, saberemos que ele está ainda ativo e que não se trata apenas de uma massa residual.
Se verificarmos que a atividade tumoral persiste, vamos partir para o transplante autólogo de medula. Espero que isso não seja necessário.
Na próxima sexta-feira, dia 8 de outubro, estaremos em Belém com minha família e amigos, Sandrinha e eu, para comemorarmos os 90 anos de minha mãezinha, Dona Risoleta. Logo em seguida, no domingo, dia 10, começam, com a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, as festividades religiosas e profanas em homenagem a padroeira dos paraenses. Vou ter então a oportunidade de pedir a benção a minha mãe da Terra e a minha Mãe do Céu, que é também Mãe de todos nós.
Volto a Manaus no dia 17, um domingo. Logo na segunda-feira será a consulta médica e a comparação dos resultados dos últimos exames. Procuro não pensar muito nisso, mas o friozinho mórbido na “boca do estômago” parece inevitável.
Estejam sempre atentos aos seus Planos de Saúde. Eu, por exemplo, mesmo dispondo da opção de dois seguros de saúde corporativos, Unimed e Geap, no momento em que mais precisei não estava coberto, por culpa exclusivamente minha, por excesso de confiança. Torçam por mim

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

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"Hermanos" desenvolvem “superleite” que pode prevenir câncer

Pesquisas sugerem que a mistura de nutrientes encontrados no leite, como o cálcio e a proteína, podem melhorar a capacidade do corpo de queimar calorias. No entanto, apesar da crescente evidência que mostra claramente os benefícios do café da manhã e do leite, cada vez mais mulheres eliminam essa refeição de suas dietas. Em experiências recentes, adultos acima do peso que não tomavam leite começaram a incluir três copos diários da bebida em uma dieta de baixas calorias. Após essa mudança de hábito, elas perderam mais peso e mais gordura corporal que os indivíduos que simplesmente reduziram o consumo de calorias, e não tomavam ou bebiam pouco leite.
Com teor de gordura 50% inferior ao leite comum e com altos índices dos ácidos vacênico e linoleico, que ajudam na prevenção do câncer, doenças cardíacas e diabetes, agrônomos da Argentina criaram recentemente o chamado “superleite”. O alimento é ainda menos gorduroso do que o leite desnatado e o enriquecido com ferro.
As qualidades do superleite estão relacionadas à alimentação fornecida às vacas produtoras, enriquecida com óleo de soja e de peixe. Queijos e iogurtes derivados do produto já circulam nos arredores de Buenos Aires, capital argentina. Para a prevenção de doenças, é recomendado o consumo diário de, no mínimo, 90 gramas do leite.
No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda a produção de alimento semelhante, também baseado na nutrição animal diferenciada. Mas uma norma do Ministério da Agricultura impede o uso da farinha e óleo de peixe no país. “Os suplementos estão relacionados à doença da vaca louca”, explica Marco Aurélio Gama, pesquisador da Embrapa.

Assim, estudiosos buscam alternativas para levar à população brasileira um leite mais saudável. Óleos de girassol e de soja são testados há quatro anos. A pastagem também é fator importante no resultado das pesquisas. Ao contrário da Argentina, o Brasil não possui plantação forrageira em abundância o ano todo.
“Estudos na área de oleaginosas para combustíveis talvez revelem algum tipo eficiente de óleo vegetal. Ainda há muito material para ser estudado”, acredita Gama. 
http://revistagloborural.globo.co,com editorial e ediçao de ilustração pelo autor