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quinta-feira, 7 de abril de 2011

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Cirurgia de próstata e de útero com auxílio de robô no Brasil

As cirurgias de próstata e de endometriose realizadas desde o último mês de março, em São Paulo, com o auxílio do robô Da Vinci, indicam a nova tendência que se consolida nos procedimentos minimamente invasivos.

O Da Vinci é a segunda geração robótica a entrar no país e poderá tornar mais seguras e simples operações complexas, principalmente as feitas por laparoscopia - com pequenos orifícios no abdômen. A primeira geração foi o braço cirúrgico Aesop, importado na década de 90, usado como auxiliar na movimentação da câmera laparoscópica. O robô tem formato de uma espécie de polvo, com quatro braços. Um deles é ocupado por uma câmera que gera imagens 3D, enquanto os outros ficam com instrumentos cirúrgicos como pinças, tesouras e bisturi.

No Da Vinci, o cirurgião controla o equipamento por meio de um “console”, onde realiza os movimentos e vê imagens em três dimensões. Na laparoscopia tradicional, a tela só apresenta imagens em duas dimensões. Como os movimentos feitos pelo médico no “console” podem ser programados para reprodução em menor escala pelo robô, o corte a ser feito nessa operação pode ser menor e mais preciso.

De acordo com médicos, o novo robô abre um leque de opções e possibilita operações à distância. Mas os preços ainda são superiores aos da laparoscopia e cirurgias tradicionais, e a escassez de médicos treinados na utilização dessas ferramentas no país são empecilhos à sua utilização de forma abrangente.

Apesar de a primeira cirurgia ter sido de endometriose, o procedimento mais consagrado para o uso do Da Vinci é a cirurgia de próstata. Cássio Andreoni, urologista do Hospital Albert Einstein – um dos centros brasileiros que já importaram o robô, ao lado do hospital Sírio-Libanês -, diz que especialmente nesse tipo de operação é difícil a laparoscopia simples.

A cirurgia de próstata muitas vezes afeta a potência sexual por causar lesão nos nervos. Com o robô, não só a capacidade de movimentação, mas também a visualização ajudam a preservar os nervos, pois o cirurgião passa a ter não só o benefício de um procedimento minimamente invasivo, mas com uma visão melhor.

No Einstein e no Sírio-Libanês, 29 cirurgias de próstata já foram feitas, desde março, com o Da Vinci.

Os médicos dizem que o custo-benefício valerá a pena em cirurgias complexas, mas nas simples, não. Afirmam também que o número de médicos treinados no país ainda é pequeno, mas que deverá aumentar rapidamente, como ocorreu com a laparoscopia.
Com informações de O Globo Online e Folha Online

terça-feira, 4 de maio de 2010

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Paciente de câncer morre nos EUA após cirurgia promissora.


A operação extraordinária, descrita em um artigo do “New York Times” em 15 de dezembro do ano passado, foi realizada pelo Dr. Tomoaki Kato, especialista em ressecção ex vivo – tirar órgãos e operá-los fora do corpo para eliminar tumores que não podem ser removidos de outra forma, depois costurar os órgãos de volta.

Nesse caso, o Dr. Kato teve de remover o fígado de Collison, depois reimplantá-lo. O tumor, um liposarcoma que pesava 4,5kg, tinha engolido outros órgãos importantes, e o Dr. Kato também tinha removido de forma permanente dois terços do estômago do paciente, assim como parte de seu pâncreas e intestino.

O paciente passou oito semanas no hospital. A conta, sem incluir os honorários dos cirurgiões e dos anestesistas, chegou a quase US$ 300 mil. Até agora, o seguro pagou US$ 156.477, segundo uma porta-voz do hospital.

Ele teve uma recuperação difícil, mas em fevereiro parecia estar melhorando. Collison foi para casa em Brookfield, Wisconsin, subúrbio de Milwaukee, esperando trabalhar em projetos em sua casa, viajar, voltar a trabalhar e ensinar seus netos a tocar trombeta, guitarra e piano.

Porém, sua mulher, Mary, disse em entrevista que ele só teve apenas algumas semanas boas depois de voltar para casa. Ele não conseguia digerir alimentos e estava cada vez mais fraco. Era um problema atrás do outro. Um abscesso se formou no fígado. Um sangramento no tórax comprimiu o coração e exigiu uma cirurgia de emergência. O fígado começou a não funcionar. Collison passou suas últimas semanas no hospital, ainda determinado a seguir vivendo, e só concordou em se submeter a cuidados paliativos bem no final da vida, quando ficou claro que já não havia mais esperanças, contou Mary Collison.

Não foi realizada autópsia. A causa exata de sua morte não está certa, nem se sabe se o câncer voltou a aparecer.

Dr. Kato, que estava no Japão, não conseguiu ser contactado para fazer comentários. O Dr. Jean C. Emond, diretor de transplantes, disse: “Todos nós ficamos muito tristes e chocados quando recebemos a notícia”. Ele afirmou que, em dezembro, se surpreendeu porque Collison tinha sobrevivido à cirurgia. No entanto, o Dr. Emond via Collison regularmente e começou a se sentir motivado por sua recuperação, embora ela ainda fosse dolorosamente lenta. Outros pacientes que se submeteram a longas operações ex vivo tiveram trajetórias difíceis, mas mesmo assim recuperaram a saúde, ele disse.

Ele contou que os médicos em Nova York deveriam ter tido um contato mais próximo com os que tratavam Collinson em Wisconsin. Mas acrescentou rapidamente que não há razão para crer que o resultado poderia ter sido diferente ou que os médicos de Wisconsin tenham feito algo errado.

Ele completou dizendo que a cirurgia ex vivo ainda está em estágio inicial, e que a equipe espera aperfeiçoá-la para ajudar pacientes como Collison. “Não somos o tipo de pessoa que para diante dos obstáculos”, disse o Dr. Emond.
© 2010 New York Times News Service