Mostrando postagens com marcador terapia hormonal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terapia hormonal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de maio de 2011

0

Câncer de próstata: progressão e sobrevida após a prostatectomia

Maior risco de progressão está relacionado à obesidade
Mesmo quando tratados com terapia hormonal para suprimir o crescimento do tumor, os homens obesos enfrentam um risco elevado de agravamento do câncer de próstata. É o que aponta estudo conduzido por investigadores da Duke University Medical Center, nos EUA, segundo o portal Saúde.
"Nas últimas décadas, tem havido um aumento da prevalência da obesidade nos EUA e na Europa, e uma taxa elevada de câncer de próstata que é o segundo câncer mais letal para os homens", disse Christopher J. Keto, urologista da Duke University Medical Center e principal autor do estudo.

Para examinar o papel que a obesidade pode desempenhar no câncer de próstata, Keto e colegas da Duke University identificaram 287 homens cujas próstatas doentes tinham sido removidas em cinco hospitais do
U.S. Department of Veteran Affairs, de 1988 a 2009. Porque os seus cânceres reapareceram, os homens também tinham recebido a terapia da privação do andrógeno (ADT). O produto químico inibe a produção do hormônio masculino testosterona, que alimenta os tumores de próstata.

Os homens no grupo de estudo que estavam acima do peso ou obesos tinham um risco três vezes maior de progressão do câncer se comparados aos homens com peso normal, apesar de receberem o mesmo tratamento. 

Além disso, homens com excesso de peso tinham um risco de que o câncer se alastrasse para os ossos, aumentado em mais de três vezes o risco em relação ao de homens com peso normal, enquanto os homens obesos tiveram o risco de metástases aumentado em cinco vezes. 

Keto disse que estudos adicionais são necessários para determinar por que os homens pesados saem-se pior do que os homens com peso normal, mesmo quando tratados da mesma forma. Uma área a ser analisada pode ser a dosagem de ADT. 

"Pensamos que, talvez, os homens obesos podem requerer ADT adicional", disse Keto. "A dose é a mesma, independentemente do peso, enquanto a maioria das drogas são dosadas de acordo com o peso". 

"Se a obesidade interferir negativamente nas terapias do câncer de próstata, teremos que ser mais agressivos no nosso tratamento", disse. "Em última análise, pretende-se saber por que a obesidade seria prejudicial para o tratamento do câncer de próstata, o que pode nos levar a melhores terapias para estes homens".

Fonte aqui

quinta-feira, 19 de maio de 2011

0

Começa a ser vendido o cabazitaxel, nova droga contra tumor de próstata

Remédio é usado em pacientes com câncer de próstata com tumores espalhados fora da glândula. O 'cabazitaxel' reduz em até 30% o risco de morte do paciente. Preço: R$ 14 mil

Começou a ser vendido no Brasil a partir desta terça-feira (17) o "Jevtana", nome comercial da nova droga para combater o câncer de próstata, a principal forma de tumor maligno e a segunda que mais mata homens em todo o mundo. O cabazitaxel, principio ativo, novo tipo de quimioterapia, reduz em até 30% o risco de morte do paciente e prolonga a vida por, em média, 15 meses.

A droga é recomendada quando todas as outras formas de tratamento já falharam. Ainda fora do Sistema Único de Saúde (SUS), cada ciclo do medicamento custa R$ 14 mil.

Terapia hormonal
Até 20% dos pacientes descobrem a doença tardiamente, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo do paciente – fenômeno conhecido como metástase. Para esses casos, a primeira opção de tratamento indicada pelos médicos é a "hormonioterapia", técnica que consiste na redução dos níveis de testosterona no corpo do paciente.

As pesquisas com hormonioterapia para tratar câncer de próstata renderam o prêmio Nobel de Medicina ao médico Charles Brenton Huggins, em 1966. A técnica pode ser usada junto com a radioterapia e intervenções cirúrgicas.

Para reduzir a testosterona no corpo, o paciente pode tanto ter os testículos removidos como receber drogas para diminuir a produção do hormônio. A castração cirúrgica é mais usada para os casos de câncer de próstata avançados localmente – quando as metástases são locais, próximas à próstata.

“Quando há metástases no corpo inteiro faz pouco sentido fazer a cirurgia, já que o problema se tornou sistêmico”, explica Óren.

Apesar de ser útil para controlar a doença em 90% dos casos, a hormonioterapia só dura, em média, dois anos, depois deste tempo as células do câncer desenvolvem resistência a terapia. Depois disso, a saída é a quimioterapia.

Quimioterapia
Atualmente, a droga mais recomendada para o tratamento quimioterápico se chama "docetaxel", a única opção que consegue atenuar os sintomas e prolongar por alguns meses a vida do paciente.

“Após o uso do remédio quimioterápico, bastam dias para que as dores ósseas causadas pelas metástases sumam“, diz Antônio Buzaid, ex-professor do MD Anderson Cancer Center, núcleo de estudos sobre a doença ligado à Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Um estudo clínico de fase 3 – o último estágio das pesquisas clínicas, necessário para a aprovação dos órgãos de vigilância sanitária quanto à comercialização – foi feito para o cabazitaxel, com 755 pacientes de 26 países, em 146 centros médicos. Todos estavam com câncer de próstata com metástase e já haviam passado por tratamento hormonal e por quimioterapia com docetaxel.

Os resultados mostraram a redução de 30% do risco de morte do paciente e o prolongamento da vida, em média, de 15 meses.

Com informações do G1

segunda-feira, 9 de maio de 2011

3

Possibilidade de cura do câncer de próstata, mesmo após a recidiva da doença


Uma pesquisa internacional inédita no campo da urologia publicada na edição de abril da revista European Urology – revista científica de maior impacto no setor atualmente – pode mudar o destino de muitos homens em tratamento do câncer de próstata. O artigo – Salvage Radical Prostatectomy for Radiation-recurrent Prostate Cancer: A Multi-institutional Collaboration – revela que há possibilidade de cura mesmo após a recidiva da doença.

O urologista Daher Chade, médico responsável pelo estudo, acredita que há uma nova perspectiva no segmento. ‘Esta pesquisa reuniu 8 centros de referência em pesquisa de câncer da Europa, EUA e a Universidade de São Paulo, e analisou pacientes com câncer de próstata no período de 25 anos, mostrando que há possibilidade de cura, mesmo após a recidiva da doença’ afirma o médico que atua no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo da Faculdade de Medicina da USP e no Hospital Sírio Libanês.

Pacientes com câncer de próstata podem ser submetidos a algumas modalidades de tratamento, como cirurgia, hormonioterapia e radioterapia; em conjunto ou isoladas. O tipo de tratamento varia de acordo com o tipo de tumor e com o estágio em que a doença foi descoberta. Hoje, o protocolo para pacientes submetidos à radioterapia que apresentam recidiva na próstata após o tratamento é habitualmente a hormonioterapia. Esta modalidade isoladamente inviabiliza qualquer chance de cura, além de gerar perda da libido e impotência sexual.

No estudo, dos 404 pacientes que tiveram recidiva do câncer na próstata após a radioterapia e foram submetidos à cirurgia e não à hormonioterapias, 75% estavam livres de metástase 10 anos após a cirurgia. ‘Estes pacientes evoluíram de forma surpreendente. Com a apresentação deste estudo, o tratamento de casos como estes será repensado’, conclui Dr. Chade.

Em relação à prevenção do câncer de próstata, o médico responsável pelo estudo reafirma a necessidade da realização anual do exame de toque e PSA a partir dos 45 anos, e faz um alerta: os homens em tratamento do câncer de próstata devem estar atentos à continuidade do tratamento para em uma eventual recidiva da doença o diagnóstico ser o mais precoce possível, possibilitando ainda ser instituído um tratamento curativo, como o estudo demonstrou.
Fonte aqui  

terça-feira, 24 de agosto de 2010

0

O que significa sobrevida e a cura do câncer


Quando lemos, por exemplo, que a abiraterona aumenta em oito meses – na mediana (lembrar que mediana divide os pacientes em duas metades iguais, os que viveriam menos e os que viveriam mais), com freqüência esquecemos que estamos comparando com o que viveriam os pacientes com câncer, mas sem abiraterona. Não estamos comparando a expectativa de vida dos pacientes se fossem homens sem este câncer.
Saber isso tem, pelo menos, duas conseqüências:
- A importância da cura reside nessa diferença;
- A importância da cura será maior quanto mais jovem for o paciente.
Um homem brasileiro de 65 anos tem uma esperança estatística de vida de 16,2 anos, ou 194,4 meses. Esse tempo diminui com a idade.
Em relação ao que viveriam os pacientes sem o tratamento, o efeito do novo medicamento (seja a terapia hormonal, a quimioterapia, ou a abiraterona) representa uma importante contribuição porque a esperança de vida sem ele é muito pequena. Oito meses de vida a mais para quem só tem 20 para viver, significa um aumento de 40%! Porém, os mesmos oito meses numa pessoa normal, sem câncer, de 65 anos somente significam 4% da esperança de vida naquele momento. Essa percentagem aumenta um pouco com a idade porque a esperança de vida diminui.

A importância da cura, fora os importantes ganhos em paz, tranqüilidade, redução do estresse e do medo, é o salto no tempo de vida, na esperança de vida.

Uma parte importante dos recursos na luta contra o câncer da próstata deve ser orientada para a cura ou, pelo menos, para transformá-lo, a exemplo do HIV, numa doença crônica com a qual muitos vivem, mas da qual poucos morrem. Essa é a lógica desse remanejamento.