Novos
dados recentemente apresentados no 33ª CTRC-AACR,
resultantes do estudo CONFIRM, demonstraram que o aumento da dose do fulvestrant de 250mg
para 500mg prolonga significativamente o controle da doença, em comparação com
o inibidor de aromatase (anastrozol), usado como
tratamento de primeira linha para o câncer
de mama metastático, positivo para receptores hormonais, sem
comprometer a tolerabilidade.
Com
base nesta evidência, a dosagem de 500mg do fulvestrant foi aprovada na Europa,
em Março de 2010, para o tratamento do câncer da mama metastático, positivo
para receptores hormonais em mulheres pós-menopáusicas com progressão da doença
após terapia anti-estrogénica, e pela FDA, nos
EUA, em Setembro 2010.
O
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follow-up dos dados do FIRST (fulvestrant,
estudo de primeira linha comparando tratamentos endócrinos) – estudo
aleatorizado, aberto, de fase II em mulheres pós-menopáusicas, com doença
localmente avançada ou metastática – mostrou uma redução de 34% no risco de
progressão com o fulvestrant no regime posológico de 500mg, quando comparado
com o anastrozol.
O objetivo principal do
tratamento do câncer da mama avançado é evitar a progressão da doença e manter
a qualidade de vida. Esta nova análise foi realizada quando 80% das doentes
descontinuaram o tratamento do estudo, enquanto apenas 36% tinham progredido na
análise primária em 2008. Os dados revelaram que as pacientes que receberam
fulvestrant no regime posológico de 500mg prolongaram significativamente o
tempo até progressão da doença (TTP), correspondendo a um TTP mediano de 10,3
meses a mais, do que com 1 mg de anastrozol (23,4 vs 13,1 meses,
respectivamente).
Não foi detetado nenhum
problema de segurança relativamente ao fulvestrant no regime posológico de
500mg, que foi bem tolerado, e as doentes que progridem com fulvestrant 500mg
ou 1mg anastrozol permanecem sensíveis aos tratamentos endócrinos subsequentes
(41% vs 42%, respectivamente).
O fulvestrant tem um
mecanismo de ação diferente de outras terapêuticas endócrinas. Além de bloquear
a ação do estrogênio no seu
receptor, também perturba a sinalização deste hormônio, levando à diminuição de seus
receptores no tumor, bem como à interrupção de outras vias para o
crescimento do câncer. Este mecanismo de ação distinto não só reduz o desenvolvimento e propagação do câncer, mas pode igualmente ajudar a reduzir ou a
retardar a resistência ao tratamento.
Estes dados adicionam-se a
um conjunto crescente de evidências clínicas, incluindo o CONFIRM (Comparison
of Fulvestrant In Recurrent or Metastatic breast cancer) e o NEWEST
(Neoadjuvant Endocrine therapy for Women with Estrogen-Sensitive Tumours),
estudos que reforçam o uso do fulvestrant no regime recentemente aprovado de
500 mg.
Fonte: POP




