Mostrando postagens com marcador estrogênio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estrogênio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

4

Câncer da mama metastático: boas notícias para o controle da doença


Novos dados recentemente apresentados no 33ª CTRC-AACR, resultantes do estudo CONFIRM, demonstraram que o aumento da dose do fulvestrant de 250mg para 500mg prolonga significativamente o controle da doença, em comparação com o inibidor de aromatase (anastrozol), usado como tratamento de primeira linha para o câncer de mama metastático, positivo para receptores hormonais, sem comprometer a tolerabilidade.
Com base nesta evidência, a dosagem de 500mg do fulvestrant foi aprovada na Europa, em Março de 2010, para o tratamento do câncer da mama metastático, positivo para receptores hormonais em mulheres pós-menopáusicas com progressão da doença após terapia anti-estrogénica, e pela FDA, nos EUA, em Setembro 2010.
O
 follow-up dos dados do FIRST (fulvestrant, estudo de primeira linha comparando tratamentos endócrinos) – estudo aleatorizado, aberto, de fase II em mulheres pós-menopáusicas, com doença localmente avançada ou metastática – mostrou uma redução de 34% no risco de progressão com o fulvestrant no regime posológico de 500mg, quando comparado com o anastrozol.
O objetivo principal do tratamento do câncer da mama avançado é evitar a progressão da doença e manter a qualidade de vida. Esta nova análise foi realizada quando 80% das doentes descontinuaram o tratamento do estudo, enquanto apenas 36% tinham progredido na análise primária em 2008. Os dados revelaram que as pacientes que receberam fulvestrant no regime posológico de 500mg prolongaram significativamente o tempo até progressão da doença (TTP), correspondendo a um TTP mediano de 10,3 meses a mais, do que com 1 mg de anastrozol (23,4 vs 13,1 meses, respectivamente).
Não foi detetado nenhum problema de segurança relativamente ao fulvestrant no regime posológico de 500mg, que foi bem tolerado, e as doentes que progridem com fulvestrant 500mg ou 1mg anastrozol permanecem sensíveis aos tratamentos endócrinos subsequentes (41% vs 42%, respectivamente).
O fulvestrant tem um mecanismo de ação diferente de outras terapêuticas endócrinas. Além de bloquear a ação do estrogênio no seu receptor, também perturba a sinalização deste hormônio, levando à diminuição de seus receptores  no tumor, bem como à interrupção de outras vias para o crescimento do câncer. Este mecanismo de ação distinto não só reduz o desenvolvimento e propagação do câncer, mas pode igualmente ajudar a reduzir ou a retardar a resistência ao tratamento.
Estes dados adicionam-se a um conjunto crescente de evidências clínicas, incluindo o CONFIRM (Comparison of Fulvestrant In Recurrent or Metastatic breast cancer) e o NEWEST (Neoadjuvant Endocrine therapy for Women with Estrogen-Sensitive Tumours), estudos que reforçam o uso do fulvestrant no regime recentemente aprovado de 500 mg.
Fonte: POP

terça-feira, 16 de novembro de 2010

3

Câncer de próstata: em testes substância presente na soja utilizada para conter metástase

Estudos com homens japoneses, entre os quais é grande o consumo da soja e seus derivados, mostraram que a incidência do câncer da próstata era muito menor do que nos homens que vivem nos países ocidentais.
Os grãos de soja contém um composto singular denominado genisteína, também chamado de fitoestrógeno ou hormônio vegetal, que possui uma ação estrogênica moderada, a qual atua na prevenção de cânceres relacionados com o estrogênio.
Pesquisas realizadas no Japão, nos Estados Unidos e na Europa têm mostrado que a ingestão diária de alimentos à base de soja como, por exemplo, o tofu (queijo de soja), missô, e natto (especialidades da cozinha oriental) reduzem os riscos de cânceres de mama e de próstata em 50%.
A soja e seus derivados também possuem uma ação preventiva quanto aos cânceres de cólon, reto, estômago e pulmão. Para que os tumores aumentem seu tamanho, é necessário o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos. O bloqueio desse processo é visto como uma maneira potencialmente importante para controlar o câncer. A genisteína também inibe a formação desses vasos e, conseqüentemente, o desenvolvimento dos tumores cancerígenos.

Agora, uma droga nova, feita a partir de uma substância química encontrada na soja, pode impedir o movimento das células cancerosas da próstata para o resto do corpo, contendo a evolução do câncer na região, segundo um estudo divulgado por pesquisadores dos Estados Unidos. 

A genisteína, encontrada naturalmente na soja, está sendo usada no laboratório do professor de hematologia e oncologia Raymond Bergan, diretor de terapêutica experimental no Northwestern’s Robert H. Lurie Comprehensive Cancer Center, para inibir células de câncer de próstata que estão em processo de metástase. 

Em estudo recente, realizado com 38 homens com câncer de próstata, administrou-se uma vez ao dia uma pílula cuja fórmula tinha genisteína, um mês antes da cirurgia. O tratamento teve efeitos promissores sobre as células cancerosas da próstata.
Os pesquisadores examinaram as células cancerosas da próstata dos pacientes após a cirurgia e descobriram que a genisteína aumentou a expressão de genes que inibem a invasão das células cancerosas e reduziu a expressão de genes que aumentam a invasão, explica Bergan.
O próximo passo é a realização de um outro estudo, para ver se a droga pode fazer as células cancerosas pararem de se mover para fora da próstata e para o resto do corpo. Se confirmado, Bergan disse que essa poderá ser a primeira terapia para qualquer tipo de câncer.
Se essa droga pode efetivamente conter o câncer de próstata, uma terapia similar pode ter o mesmo efeito sobre as células de outros tipos de câncer.
Traduzido de Northwestern’s Robert H. Lurie Comprehensive Cancer Center. Editorial e edição de ilustração pelo autor do blog.

Receitas: Carne de soja com escarola, Estrogonofe de Soja,  Almôndega de soja recheada, Farofa de soja

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

0

Relação entre câncer de mama e terapia de hormônios é reforçada por estudo


Análise com 2.857 mulheres revela que risco de tumores malignos é de 83% após 15 anos de uso da hormonoterapia.
Especialistas do California Teachers Study, entidade voltada para a pesquisa do câncer de mama nos Estados Unidos, divulgaram estudo no último dia 10 que evidencia a relação entre terapia de hormônios como os progestágenos e a incidência de câncer de mama em mulheres.
A pesquisa reuniu dados de 2.857 pessoas do sexo feminino, acompanhadas durante quase 10 anos. Segundo os dados, mulheres que utilizaram a terapia de estrogênio por mais de 15 anos apresentam risco 19% maior de contraírem tumores malignos nos seios na comparação com aquelas que nunca usaram o regime de administração da substância.
"Os benefícios de terapia de reposição hormonal para alívio de sintomas pós-menopausa são claros, mas os riscos também são maiores do que imaginávamos", afirma Tanmai Saxena, da Escola de Medicina Kech da Universidade do Sul da Califórnia.
O trabalho foi publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, publicação da associação norte-americana para pesquisas sobre o câncer. Quando combinado com progestágenos, a terapia com estrogênio, feita durante 15 ou mais anos, aumenta em até 83% as chances de câncer de mama. Segundo os especialistas, o risco está associado também ao índice de massa corporal (IMC). Entre mulheres com índices menores que 30, as chances aumentam.
Para Susan Hankinson, professora na Escola Médica de Harvard, a pesquisa destaca a mensagem das instituições de saúde pública nos Estados Unidos: há uma relação de risco entre o uso de hormônios e o câncer de mama.