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quinta-feira, 2 de junho de 2011

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Auditorias para avaliar mamógrafos do SUS


Já existe um novo exame de tomografia específico para a detecção do câncer de mama, por imagem molecular, o MAMMI. Além de propiciar maior conforto à mulher, uma vez que o dispositivo não comprime as mamas, como no exame tradicional, o novo aparelho possibilita os mais altos índices de sensibilidade e a melhor resolução de imagem disponível no mercado, já que usa técnica de tomografia por emissão de pósitrons. Resta saber quando esta nova tecnologia substituirá as prensas atuais, verdadeiras máquinas de tortura, onde as mamografias são obtidas com raio-X das glândulas mamárias.

Mamógrafos distribuídos em 823 municípios brasileiros e utilizados na rede pública de saúde vão passar por auditorias para avaliar as condições de utilização para a campanha de prevenção de câncer de mama lançada pela Presidente da República em março.

As informações são da Agência Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, até o dia 17 de junho, todas as unidades de saúde que possuem mamógrafos devem ter passado pela vistoria. O mapeamento da situação dos aparelhos começará pelas 27 capitais e será feito por auditores da própria pasta e de secretarias de saúde estaduais e municipais.

Serão levados em conta fatores como a quantidade de exames produzidos em um determinado intervalo de tempo, localização, marcas e modelos dos aparelhos. Também serão registradas informações do quadro de profissionais de saúde envolvidos na operacionalização dos mamógrafos, como médicos, enfermeiros e técnicos em radiologia.

Os dados serão compilados em um relatório que, segundo a pasta, será entregue ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, até o final do mês de julho, para servir de base para o desenvolvimento do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama, lançado pela Presidenta em março.

Dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde indicam que cerca de 2.190 mamógrafos são mantidos pelo SUS ou por redes conveniadas.

Folhapress. Editorial pelo autor.

terça-feira, 20 de abril de 2010

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PET Scan: Exame de Medicina Nuclear modifica tratamento de câncer


Entre os exames aplicados na Oncologia, um dos mais poderosos é a PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) com a qual é possível analisar o corpo inteiro, sem que o paciente seja submetido à maior exposição radioativa, e diferenciar tumores benignos de malignos, determinar a fase do câncer e monitorar o resultado do tratamento.
Tumores malignos, geralmente, possuem metabolismo de glicose aumentado, alteração detectada pela PET, que usa o radiofármaco FDG (Fluor Deoxi Glicose), um análogo da glicose. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) é um dos principais centros de produção deste radiofármaco, inteiramente produzido no Brasil.
“A partir deste exame, o médico é capaz de decidir com segurança e rapidez como será o tratamento, se a opção é ou não a cirurgia e acompanhar a evolução do paciente.”, explica o Dr. José Soares Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Biologia Medicina Nuclear e Imagem Molecular.
As vantagens versus o custo tornam a PET cada vez mais importante no diagnóstico e no acompanhamento de cânceres. Nos casos de câncer de pulmão, por exemplo, o resultado do exame modifica o tratamento proposto em cerca de 40% a 50% das situações, o que na prática, para o paciente, significa melhor qualidade de vida, menos sofrimento e até maior sobrevida.
A PET/CT também tem grande aplicação nos linfomas, que correspondem a 8% dos tumores malignos e, em geral, acometem jovens. Com a evolução dos métodos terapêuticos, a taxa de cura a longo prazo é de mais de 80%. Mas, para tanto, é fundamental individualizar o tratamento, o que só pode ser feito com o uso de um método diagnóstico que avalia com precisão a extensão da doença e a resposta terapêutica, o que é perfeitamente realizado pela PET, uma dos exames da área da Medicina Nuclear.
Este procedimento pode ser aplicado em muitos outros tumores, apresentando excelentes resultados. A SBBMN, a Sociedade Brasileira de Cancerologia e o INCA produziram uma lista de recomendações de aplicação do PET Scan, que pode ser conferida no site www.sbbmn.org.br.