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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

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Progressos na previsão de coágulos de sangue (TEV) em pacientes com câncer

Doentes de câncer têm um risco elevado de serem acometidos de tromboembolismo venoso, devido a uma maior predisposição para a coagulação do sangue hiperativo. O TEV desenvolve-se em até 20 por cento dos pacientes com câncer e é uma das principais causas de morte nessa população. Pacientes com doenças hematológicas malignas (câncer no sangue), particularmente aqueles com linfoma e mieloma múltiplo, têm índices relativamente altos de TEV.
Em estudo desenvolvido pela Sociedade Americana de Hematologia, cujos resultados foram publicados ontem em seu jornal, foi desenvolvido um modelo para prever as chances de um paciente desenvolver coágulos de sangue. Os Resultados deste estudo constataram que 7,2 por cento dos casos de linfoma e 7,4 por cento da população total do estudo desenvolveram TEV, em comparação com uma estimativa de taxa de incidência na população geral de 0,001 por cento.
Como este risco não é igual em todos os pacientes com câncer e a utilização indiscriminada de anticoagulantes resulta em um risco maior de complicações hemorrágicas, a classificação dos pacientes de câncer de acordo com o risco de TEV é de suma importância, segundo Ingrid Pabinger, MD, professora da Universidade de Medicina de Viena e principal autora do estudo. Pacientes de alto risco de TEV podem se beneficiar da trombo profilaxia de rotina, tratamento preventivo contra a coagulação do sangue, enquanto que os pacientes de baixo risco têm tendência elevada a apresentar episódios de sangramento e não podem ser os melhores candidatos para o tratamento de anticoagulação de rotina.
Neste estudo, os pesquisadores examinaram 819 pacientes com câncer, matriculados no Instituto do Câncer de Viena, entre outubro de 2003 e dezembro de 2008. Os tipos de câncer foram: cérebro, mama, pulmão, estômago, colo-retal, pâncreas, rins, próstata e doenças hematológicas malignas, como mielomas e linfomas. Este novo modelo pode ajudar os médicos a adequar a terapia anticoagulante e melhorar a prevenção de coagulação do sangue, que irá maximizar o benefício clínico e a relação custo-eficácia da prevenção da doença, além de minimizar o risco de complicações hemorrágicas.
Traduzido e condensado de: http://www.sciencedaily.com
Cogumelo alucinógeno pode diminuir ansiedade em pacientes com câncer avançado.
Pesquisadores americanos da Universidade da Califórnia provaram que uma substância encontrada em cogumelos alucinógenos é capaz de melhorar o nível de humor e reduzir a ansiedade de pacientes que sofrem de câncer avançado. Eles acompanharam doze pacientes com idades entre 36 e 58 anos. Todos tinham câncer em estágio avançado e alguns distúrbios psiquiátricos, como ansiedade. Eles foram testados em duas situações: em uma, receberam placebo (produto com uma substância “de mentira”, sem efeito), e, na outra, receberam uma dose moderada de psilocibina.
A pesquisa foi realizada com 12 pessoas com câncer em estágio avançado. Os voluntários receberam uma dose de psilocibina ou a vitamina niacina como placebo. Várias semanas depois, receberam outro tratamento.
A taxa cardíaca, a pressão arterial e a temperatura dos voluntários foram monitoradas ao longo de cada tratamento. Os investigadores também verificaram os níveis de depressão, ansiedade e humor em cada um deles.
Os resultados foram animadores. Os voluntários afirmaram sentirem-se menos deprimidos e ansiosos duas semanas após terem recebido a psilocibina, mas não duas semanas depois de tomar a niacina. Seis meses depois, o nível de depressão foi significativamente menor em todos os voluntários.
Porém, ainda não se conhecem possíveis efeitos adversos do cogumelo. Alguns voluntários relataram estados de consciência ligeiramente alterados após receber a psilocibina, mas os pesquisadores não notaram efeitos adversos fisiológicos.
Inclusive, os cientistas sugerem que em doses mais altas os efeitos benéficos da psilocibina podem se tornar mais pronunciados. Ainda assim, outros testes são necessários para examinar a segurança e a eficácia do cogumelo.
NewScientist   
Procedimentos pouco invasivos para tratar câncer chegam ao SUS
Para a maioria dos pacientes diagnosticados com câncer, as cirurgias são inevitáveis. Agora, imagine se, em vez de passar por um procedimento grande e complexo para tratar tumores de pequenas proporções, fosse possível realizar uma técnica minimamente invasiva, como uma punção. A novidade é que isso já é possível. Implantado no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, o novo Ambulatório de Intervenção Guiada por Imagem é uma realidade para pacientes do SUS.
Do total de pacientes que passaram pelo ambulatório, 62% eram mulheres - das quais 41% tinham câncer de mama. Além disso, a maioria dos pacientes (49%) tinha idade entre 51 e 69 anos; 31% tinham menos de 51 anos e 18%, mais de 70.
A alternativa permite que as pessoas permaneçam internadas por menos tempo, recebam anestesia local em vez da geral e retomem rapidamente as atividades rotineiras, além de obter os mesmos benefícios terapêuticos apresentados pela cirurgia convencional.
Pioneiro na rede pública de saúde do País, o setor já realizou, em três meses de funcionamento, mais de 380 procedimentos por imagem, como biópsias percutâneas, paracenteses, pleurocenteses, drenagens de coleções abdominais, pélvicas e torácicas, bloqueios nervosos, neurólises de plexos (controle de dor) e tratamentos ablativos de tumores.
O uso desse tipo de procedimento é algo novo em todo o mundo. No Brasil, ele vem sendo utilizado nos últimos cinco anos. Além de oferecer a técnica como uma alternativa terapêutica aos pacientes do SUS, o Icesp tem investido na formação dos profissionais que atuarão na área. Anualmente, são aceitos médicos residentes no programa de pós-graduação de Intervenção Guiada por Imagem.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

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Mais de 60% dos homens com câncer de bexiga têm histórico de tabagismo


Segundo levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), 65% dos homens e 25% das mulheres com tumores de bexiga apresentavam histórico de tabagismo. Nos últimos 12 meses, foram operados cerca de 800 pacientes com este tipo de câncer nas duas instituições e o maior vilão apontado é o cigarro.Estimativa de mortalidade do câncer de bexiga é de 18%. Substâncias químicas do cigarro que são eliminadas pela urina elevam risco de câncer na bexiga.
O estudo também revela que cerca de 40% dos pacientes tratados por neoplasia maligna da bexiga apresentam tumores com invasão da camada muscular, sendo necessária a retirada completa do órgão. A proporção vai na contramão das estatísticas apresentadas pela literatura, que apontam a presença de tumores invasivos em 15% dos casos. No Icesp e no HC, este índice é maior devido aos atendimentos de alta complexidade.
"A fumaça do cigarro contêm muitas substâncias químicas que são absorvidas e eliminadas pelo organismo através da urina, o que aumenta o risco de desenvolver um tumor no sistema genito-urinário", alerta o chefe dos departamentos de Urologia do Icesp e do HC, Marcos Dall'Oglio.
O câncer na bexiga é o segundo colocado entre os tipos de tumores que atingem os sistemas genital e urinário. O primeiro é a próstata. Apesar da incidência menor, o câncer de bexiga é quase seis vezes mais mortal que o de próstata. A estimativa de mortalidade das doenças é de 3,5% e 18%, respectivamente.
Prevenção
Segundo o especialista, diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento de tumores no órgão, mas o mais importante é o tabagismo. Entretanto, pessoas com infecções urinárias recorrentes, as que usam sonda e os deficientes devem ficar atentos, pois também fazem parte do grupo de risco.
O principal sintoma manifestado por esse tipo de câncer é a presença de sangue na urina. Também é importante ficar atento às infecções urinárias frequentes, à ardência ao urinar, ao aumento da frequência urinária e à sensação de esvaziamento incompleto - sintomas também presentes em doenças benignas como infecções, litíase ou crescimento da próstata. Por isto, é importante estar alerta e procurar por um especialista ao menor sinal de anormalidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

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Instituto aplica acupuntura em pacientes com câncer.


Tratamento é testado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo como suporte no controle dos sintomas
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) está utilizando técnicas de acupuntura como suporte no controle dos sintomas da doença e efeitos colaterais das medicações utilizadas para o tratamento de pacientes com câncer.

O objetivo é que a terapia ofereça suporte ambulatorial ao tratamento convencional de tumores, a fim de contribuir para as melhorias significativas na qualidade de vida do paciente com câncer, segundo o instituto.
A terapia complementar é indicada para controle de afecções como dor, náusea, neuropatia (doença nervosa), xerostomia (secura excessiva da boca), fadiga, ansiedade, depressão, insônia, ondas de calor, fadiga pós-quimioterapia, diarreia e constipação, sintomas bastante comuns após as seções de quimioterapia.
De acordo com o Icesp, para ter acesso à terapia, os pacientes precisam ser encaminhados pelo médico e passar por uma triagem para avaliação. Caso a acupuntura seja indicada naquele quadro específico, eles vão receber um plano de tratamento de acordo com os sintomas que os incomodam.

O novo ambulatório está em funcionamento desde o início deste mês e, inicialmente, funcionará três vezes por semana durante cinco horas, com capacidade para realizar 250 atendimentos mensalmente.
http://www.abril.com.br

domingo, 4 de abril de 2010

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Saúde quer voluntários para pesquisa sobre câncer de rim

charge_-_Plano-de-saude
O Icesp (Programa de Pesquisa Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, está recrutando voluntários com diagnóstico de câncer de rim para participação em estudos clínicos internacionais que investigam a eficiência de novos medicamentos para tratamento destes tumores.

De acordo com a pasta, as novas drogas têm característica de ação em alvo-molecular. Isto significa que agem diretamente sobre as células do tumor, promovendo sua regressão ou estabilização. "No caso de pacientes com metástases, o uso de medicamentos conhecidos como terapias de alvo molecular e anti-angiogênicas, tem trazido aumento da sobrevida e melhora da qualidade de vida destes pacientes", afirma o oncologista clínico do Icesp Gilberto de Castro Junior, que está envolvido na Pesquisa Clínica do Instituto.

Os interessados em participar do estudo devem entrar em contato com o Instituto do Câncer pelo telefone (11) 3893-2652.
Do Diário OnLine