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quarta-feira, 12 de maio de 2010

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O Poder Terapeutico do Riso.


Desde crianças ouvimos a expressão 'rir é o melhor remédio'. Mas este conceito nunca foi tão levado a sério como nos últimos tempos. O riso agora é considerado terapia, comprovada por estudos médicos e com resultados surpreendentes.
O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional. Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades.

A risoterapia como método terapêutico existe desde a década de 60. Quem assistiu ao filme Patch Adams conhece bem a história. O americano hunter Adams, conhecido como Patch Adams, já implantava o método em hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço.

Cientificamente o riso é um grande estimulador, ele é responsável por mandar a ordem ao cérebro, através do hipotálamo, que sintetiza as endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e conseqüentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com potência cem vezes maior. 

O riso está associado não somente com o alívio de tensão induzido pelo perigo e sinalização não agressiva, mas também com a expressão de emoções positivas. Riso e humor diminuem estresse e ansiedade, reforçam a imunidade, relaxam a tensão muscular e diminuem a dor. O riso inicia uma cadeia de reações fisiológicas.

Primeiro, ele ativa o sistema cardiovascular, a freqüência cardíaca e pressão arterial aumentam. As artérias então se dilatam, levando, portanto, a uma queda da pressão. Contrações fortes e repetidas dos músculos da parede torácica, abdômen e diafragma aumentam o fluxo sanguíneo nos órgãos. A respiração forçada (o há!há!há! do riso) eleva o fluxo de oxigênio no sangue. A tensão muscular diminui e pode-se temporariamente, perder o controle dos nossos membros, como na expressão “ficar fraco de tanto rir”.

Pessoas que sofrem de raiva crônica têm alta incidência de pressão sanguínea elevada, níveis mais altos de colesterol e são mais vulneráveis a ataques cardíacos. Enquanto a raiva, a depressão e a frustração perturbam a função de muitos sistemas fisiológicos, incluindo o sistema imune, o riso ajuda estes sistemas a funcionarem melhor. Por exemplo, o riso ajuda o sistema a aumentar o número de células que auxiliam contra infecção, as células T, no sangue. O riso também pode promover mudanças hormonais benéficas.

"Após a primeira sessão de terapia do riso havia menos dores, nomeadamente nas articulações, e maiores sentimentos de felicidade e de auto-estima", explicou à Lusa Arlete Lourenço, 27 anos, enfermeira na Psiquiatria do Hospital de Faro, em Portugal e terapeuta do riso na Associação Oncológica do Algarve (AOA).

Dar umas boas gargalhadas aumenta também as defesas imunológicas e a capacidade de reagir às doenças, e promove a saúde mental evitando a sua degeneração, defende a enfermeira Arlete, que cita o ditado popular "rir faz bem à saúde" e critica aquele que diz: "muito riso é sinal de pouco siso".

Segundo a enfermeira Arlete, as sessões de terapia do riso baseiam-se em executar exercícios de riso que estimulem a auto-estima e são seguidos por uma fase de relaxamento, seguindo o método indiano "Madan Kataria", fundador do Clube Internacional do Riso e que defende que rir é "uma energia positiva que traz saúde, felicidade e bem estar".