Desde crianças ouvimos a expressão 'rir é o
melhor remédio'. Mas este conceito nunca foi tão levado a sério como nos
últimos tempos. O riso agora é considerado terapia, comprovada por estudos
médicos e com resultados surpreendentes.
O simples esboçar de um sorriso, o riso ou
uma gargalhada bem gostosa - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda
vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para
todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional.
Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades.
A risoterapia como método terapêutico existe desde a
década de 60. Quem assistiu ao filme Patch Adams conhece bem a história. O
americano hunter Adams, conhecido como Patch Adams, já implantava o método em
hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender
seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço.
Cientificamente o
riso é um grande estimulador, ele é responsável por mandar a ordem ao cérebro,
através do hipotálamo, que sintetiza as endorfinas, mais precisamente as betas
endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e
conseqüentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com
potência cem vezes maior.
O riso está associado não somente com o alívio de
tensão induzido pelo perigo e sinalização não agressiva, mas também com a
expressão de emoções positivas. Riso e humor diminuem estresse e ansiedade,
reforçam a imunidade, relaxam a tensão muscular e diminuem a dor. O riso inicia
uma cadeia de reações fisiológicas.
Primeiro, ele ativa o
sistema cardiovascular, a freqüência cardíaca e pressão arterial aumentam. As
artérias então se dilatam, levando, portanto, a uma queda da pressão.
Contrações fortes e repetidas dos músculos da parede torácica, abdômen e
diafragma aumentam o fluxo sanguíneo nos órgãos. A respiração forçada (o
há!há!há! do riso) eleva o fluxo de oxigênio no sangue. A tensão muscular
diminui e pode-se temporariamente, perder o controle dos nossos membros, como
na expressão “ficar fraco de tanto rir”.
Pessoas que sofrem de
raiva crônica têm alta incidência de pressão sanguínea elevada, níveis mais
altos de colesterol e são mais vulneráveis a ataques cardíacos. Enquanto a
raiva, a depressão e a frustração perturbam a função de muitos sistemas
fisiológicos, incluindo o sistema imune, o riso ajuda estes sistemas a
funcionarem melhor. Por exemplo, o riso ajuda o sistema a aumentar o número de
células que auxiliam contra infecção, as células T, no sangue. O riso também
pode promover mudanças hormonais benéficas.
"Após a primeira sessão de terapia do riso havia
menos dores, nomeadamente nas articulações, e maiores sentimentos de felicidade
e de auto-estima", explicou à Lusa Arlete Lourenço, 27 anos, enfermeira na
Psiquiatria do Hospital de Faro, em Portugal e terapeuta do riso na Associação
Oncológica do Algarve (AOA).
Dar umas boas
gargalhadas aumenta também as defesas imunológicas e a capacidade de reagir às
doenças, e promove a saúde mental evitando a sua degeneração, defende a
enfermeira Arlete, que cita o ditado popular "rir faz bem à saúde" e
critica aquele que diz: "muito riso é sinal de pouco siso".
Segundo a enfermeira Arlete, as sessões de terapia do
riso baseiam-se em executar exercícios de riso que estimulem a auto-estima e
são seguidos por uma fase de relaxamento, seguindo o método indiano "Madan
Kataria", fundador do Clube Internacional do Riso e que defende que rir é
"uma energia positiva que traz saúde, felicidade e bem estar".
