Mostrando postagens com marcador rio Negro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rio Negro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de abril de 2011

3

Incrível! Glóbulos vermelhos obtidos a partir de células-tronco embrionárias humanas!

Células-tronco extraídas de embriões de poucos dias podem dar origem a qualquer tipo de tecido humano. No entanto, o grande mistério é saber como obrigá-las a fazer o tipo de célula almejado.
Pela primeira vez, células vermelhas do sangue foram produzidas em laboratório. Cientistas americanos conseguiram desenvolver hemácias de proveta a partir de células-tronco embrionárias humanas. A experiência abre caminho para produzir sangue com facilidade e eliminar a necessidade de doações. Publicado na revista científica “Blood”, o estudo é o primeiro em que hemácias funcionais são obtidas: as células de laboratório são plenamente capazes de transportar oxigênio.

O trabalho foi realizado por um grupo integrado por cientistas da empresa americana de biotecnologia Advanced Cell Technology (ACT) em parceria com a Clínica Mayo e a Universidade de Illinois.

A experiência abre caminho para a produção em massa de hemácias do tipo sanguíneo “O negativo”, doador universal, porque pode ser usado em transfusões para pacientes com qualquer tipo sanguíneo.
 
Normalmente, esse tipo está em falta - estima-se que apenas 8% dos brancos e só 0,3% dos asiáticos o tenham. No entanto, bastariam poucas linhagens de células-tronco embrionárias para desenvolver uma quantidade praticamente ilimitada de hemácias “O negativo”.
Na experiência, os pesquisadores chegaram a criar 100 bilhões de hemácias.
 
Outra vantagem é que o sangue de laboratório poderia ajudar a deter a propagação de epidemias. É muito mais fácil garantir que o sangue artificial, obtido de forma controlada, está livre de parasitas, vírus e bactérias.
 
O grande salto da experiência foi identificar que substâncias fazem as células-tronco embrionárias originarem hemácias.

No estudo da “Blood”, Lanza e seus colegas dizem ter cultivado as células-tronco extraídas de embriões com menos de dez dias num meio de nutriente e fatores de crescimento.
Esses últimos são compostos produzidos pelo próprio organismo humano para estimular as células-tronco a se diferenciar.

Numa primeira fase, os cientistas obtiveram hemangioblastos, que são células precursoras das células vermelhas. Os hemangioblastos então foram amadurecidos em laboratório. Um passo crítico foi conseguir com que as precursoras das células vermelhas expelissem seu núcleo, pois as hemácias não têm núcleo.

Os testes mostraram que as hemácias artificiais podem transportar oxigênio com eficiência. Porém, mais experiências serão necessárias.
Com informações de O Globo 
==============================
Rumo ao Sol
Há vinte anos tirei esta foto
O Sol se punha sobre as
Margens do rio Negro
Exatamente como hoje se põe

Apenas eu fui mudando
Desde os dias em que, menino
Comemoravam os meus anos
No destino que procurei
E continuarei buscando

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

0

Risco de seca intensa na Amazônia pode ser 10 vezes maior em 2030

As chances de ocorrerem períodos de intensa seca na região da Amazônia podem aumentar dos atuais 5% (uma forte estiagem a cada 20 anos) para 50% em 2030 e até 90% em 2100, informam cientistas do Hadley Centre.


Seca – setembro de 2005. Maior seca do rio Amazonas em 30 anos. O Rio Negro é um afluente da margem esquerda. Manaus está situada na margem esquerda deste rio.


Cheia – Junho de 2009. Rio Negro, afluente da margem esquerda do rio Amazonas. Maior enchente desde 1902, superando a marca histórica de 1953.

As fotos acima mostram a região da praia da Ponta Negra, tendo ao fundo o imponente prédio do flat do Tropical Hotel Manaus. Percebam como é muito grande a diferença do nível das águas do Rio Negro.

Um dos casos estudados durante o encontro em março/2007 na Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, onde especialistas em mudanças climáticas debateram temas críticos sobre o futuro do planeta foi a forte seca ocorrida na região da Amazônia, há dois anos. As imagens de centenas de peixes apodrecendo no rio Amazonas, o maior rio do planeta, chocaram o mundo. Eram as imagens da estiagem de 2005 na região da Amazônia. Em algumas áreas, a seca superou todos os recordes desde que se começou a medir estatísticas climáticas do local. O governo brasileiro teve de declarar estado de emergência.

O mundo pode ter esquecido a seca de dois anos atrás, mas a comunidade científica não. Especialistas tentam agora entender se o aquecimento global causou a seca e qual foi o grau de devastação causado por ela. Há consenso entre os cientistas de que a seca de 2005 não estava relacionada com o fenômeno El Niño, como grande parte das secas na Amazônia, mas sim com o aquecimento da superfície na área tropical do Atlântico do Norte.

'Colapso da Amazônia'


O professor de dinâmicas de mudanças climáticas da Universidade de Essex, na Grã-Bretanha, Peter Cox, diz acreditar que os mesmos fatores que causaram a estiagem devem se repetir. "Não podemos dizer com certeza que a seca como a que ocorreu em 2005 foi causada pelo aquecimento global", disse Cox. "Mas podemos dizer que a probabilidade de um evento como esse vai aumentar como conseqüência da mudança de clima induzida pelo homem, podendo se tornar bastante comum até o final do século", afirma Cox.


Fator humano


Há menos dúvidas sobre o impacto e a natureza rara da seca de 2005. "Foi muito atípica tanto pela localização como pela intensidade", diz Nobre."A maior parte da secas na Amazônia acontece no nordeste da floresta, mas esta começou no oeste e no sudoeste, e seu impacto se espalhou até o centro e o leste."

Próximo a Manaus, o nível do Amazonas chegou a ficar três metros abaixo da média. Muitas comunidades dependentes do rio para transporte ficaram ilhadas com a seca dos afluentes. Pela primeira vez, houve registro de incêndios generalizados no sudoeste.


Uma nova pesquisa do cientista Luiz Aragão, do Instituto de Mudanças no Meio Ambiente de Oxford, aponta a extensão dos incêndios. "Uma área de 2,8 mil quilômetros quadrados foi perdida devido a uma proliferação extensiva de incêndios em florestas", afirma o estudo. A pesquisa de Aragão mostra que os incêndios ocorreram principalmente em áreas onde há atividade humana. Em outras regiões afetadas pela seca, onde há poucas pessoas, como no sudeste do Peru, havia pouca evidência de fogos.


Alto impacto


As previsões mais alarmistas para a Amazônia indicam que a combinação de incêndios, secas, desmatamento, mudanças no uso da terra (como plantação de soja) e aquecimento global vão empurrar a Amazônia para o limite de um ciclo de destruição. Cientistas na conferência em Oxford alertam que não sabem ainda qual é o risco exato de isso acontecer, mas falam em "corredores de probabilidade".


Mas, por mais baixa que seja a probabilidade, mudanças na Amazônia devem ter um alto impacto no clima global.


Como disse um dos conferencistas: "você não entraria em um avião se você soubesse que há 10% de chance de ele cair".


Editado do texto original de
James Painter, da BBC Brasil
De Oxford, 23/03/07