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sábado, 3 de julho de 2010

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Congelamento elimina 90% dos tumores pequenos em rins.


O câncer de rim, terceiro tipo mais freqüente do aparelho geniturinário, já pode ser tratado de forma menos invasiva, menos dolorosa e sem a necessidade de se retirar totalmente os rins. Realizada no Brasil há cerca de um ano, a crioterapia, técnica de congelamento do tumor, se mostrou altamente eficiente na cura desse tipo de doença, além de proporcionar uma melhora rápida ao paciente e evitar que ele faça diálise pelo resto da vida.
 
Segundo o urologista e cirurgião do Hospital Albert Einstein de São Paulo Oskar Kaufmann, a técnica utilizada na crioterapia reduz o desgaste do paciente e é eficaz. "Através da crioterapia, conseguimos destruir totalmente cerca de 90% dos tumores com até três centímetros", disse o urologista.

Queima a frio

O procedimento da crioterapia é bem simples e leva cerca de duas horas, dependendo da técnica utilizada. Por meio de três ou quatro incisões pequenas no abdômen, o cirurgião isola o tumor renal, guiado por videolaparoscopia (incisão auxiliada por microcâmeras). Depois de afastar os órgãos próximos, como fígado e baço, ele introduz agulhas muito finas diretamente no tumor e numa pequena margem do rim normal. O argônio sob pressão passa pelo interior das agulhas a uma temperatura de até -125º C, congelando o tecido ao redor. "Outro ponto positivo é a possibilidade de tratar múltiplos tumores em uma única cirurgia", disse Kaufmann.

Temperaturas abaixo de 20º C são suficientes para promover a morte celular. Portanto são realizados durante a cirurgia dois ciclos de congelamento para garantir que a temperatura seja adequada ao final do processo. O resultado é a destruição total das células cancerígenas do local, que ficam mortas e completamente inativas.

O maior benefício da crioterapia, sem dúvida, é o fato de ser menos invasiva, possibilitar o tratamento de múltiplos tumores e diminuir o tempo de internação do paciente. "Ao contrário da cirurgia invasiva, caso em que o paciente precisa de dias para se recuperar, a crioterapia pode liberá-lo em menos de 24 horas, dependendo do caso", disse o médico.

A crioterapia ainda é um procedimento inovador e novo no Brasil. Atualmente, a cirurgia é realizada apenas no hospital Albert Einstein em São Paulo, segundo Oskar Kaufmann. Além disso, existem estudos para a aplicação do procedimento em outros tipos de câncer.

domingo, 4 de abril de 2010

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Saúde quer voluntários para pesquisa sobre câncer de rim

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O Icesp (Programa de Pesquisa Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, está recrutando voluntários com diagnóstico de câncer de rim para participação em estudos clínicos internacionais que investigam a eficiência de novos medicamentos para tratamento destes tumores.

De acordo com a pasta, as novas drogas têm característica de ação em alvo-molecular. Isto significa que agem diretamente sobre as células do tumor, promovendo sua regressão ou estabilização. "No caso de pacientes com metástases, o uso de medicamentos conhecidos como terapias de alvo molecular e anti-angiogênicas, tem trazido aumento da sobrevida e melhora da qualidade de vida destes pacientes", afirma o oncologista clínico do Icesp Gilberto de Castro Junior, que está envolvido na Pesquisa Clínica do Instituto.

Os interessados em participar do estudo devem entrar em contato com o Instituto do Câncer pelo telefone (11) 3893-2652.
Do Diário OnLine