terça-feira, 22 de junho de 2010
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Colatina: cirurgia inédita por radiofreqüência para eliminar câncer de fígado.
Durante muito tempo, as capitais dos Estados eram
referência para tratamento de doenças que exigiam Medicina de alta complexidade
e tecnologia hospitalar de ponta. No Espírito Santo, contudo, essa realidade já
é diferente. Prova disso foi a realização no dia 22 de maio, no São Bernardo
Apart Hospital, em Colatina, da primeira cirurgia de “Ablação de tumores
hepáticos por radiofrequência” realizada no Estado.
Uma paciente de 68 anos foi submetida ao
procedimento, aos cuidados do médico cancerologista Nelson Faria, conveniado ao
São Bernardo Saúde, e pelo cirurgião especializado em fígado Márcio Menezes,
que é membro da equipe do Hospital Albert Einstein e do Serviço de Transplante
Hepático do Hospital das Clínicas da USP.
Segundo Nelson Faria, para realizar esse tipo de
cirurgia, que leva de 30 a 40 minutos de duração, é necessário montar uma
espécie de centro cirúrgico na Tomografia, pois tudo deve ser altamente
controlado. “O procedimento é uma alternativa às cirurgias feitas atualmente,
que levam a inúmeros malefícios, como a grande destruição dos tecidos. Além
disso, esse procedimento por rádiofrequência tem um risco e um custo muito
menores”, explica.
É indicada para pessoas que adquiriram o câncer de
pulmão em decorrência de uma cirrose hepática, idosos, pacientes que apresentem
alguma insuficiência cardíaca, pulmonar ou renal, ou, ainda, aqueles que, por
quaisquer motivos, não possam ser submetidos a cirurgias mais longas. O período
de internação do paciente é de aproximadamente 24 horas.
No dia 21, um dia antes da realização da cirurgia,
o cirurgião-cancerologista deu um workshop
no Hotel Bristol, da Praia do Canto, em Vitória, para esclarecer detalhes sobre
o procedimento e as tecnologias hospitalares envolvidas
segunda-feira, 21 de junho de 2010
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Guerra de vida ou morte: macrófagos matando célula cancerosa.
Vejam que coisa extraordinária:
foto de uma célula cancerosa sendo morta pelos macrófagos, que fazem parte do nosso sistema imune. Quando são ativados, eles injetam toxinas na célula e se infiltram nela, que vai morrendo.
Clique na foto para ampliar
Os macrófagos entram na célula neoplásica e se fundem com ela. Primeiro a célula perde os pedúnculos, que estavam buscando sangue. Aí começa a ficar mais arredondada e com a membrana mais suave, mais frágil.
Antes de morrer, a célula parece ter pequenas bolhas, que nada mais são do que os macrófagos que se fundiram a ela, praticando um suicídio heróico. Em seguida, numa foto não mostrada aqui, a célula perde a sua forma característica, encolhe e morre. Foto aumentada 24.000 vezes.
Créditos:
Imagem e descrição: Dr. Raowf Guirguis (National Cancer Institute)
Data: Outubro 1988
Imagem e descrição: Dr. Raowf Guirguis (National Cancer Institute)
Data: Outubro 1988
Fotógrafo: Susan Arnold
Postado por
daniel
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macrofotografia,
sistema imunológico
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Por outro lado, estratégia parecida pode muito bem ser adotada, ainda, com outros laboratórios, como Eurofarma e a Roche, por exemplo, já que o Ministério da Saúde se constitui no maior comprador dessas drogas no País.Tudo o que se puder fazer para aliviar a dor e o sofrimento do doente, sua família e amigos ainda será pouco, mas esta deve ser nossa meta.
Cai pela metade preço de droga da Novartis para tratamento de câncer.
Segundo o ministério, em 2009, o governo gastou em negociação direta com o laboratório cerca de R$ 260 milhões para a compra de 8,5 milhões de comprimidos de Glivec. “Essa economia nos permitirá aperfeiçoar políticas, incorporar novos medicamentos e melhorar a atenção ao câncer”, afirmou o Ministro da Saúde José Temporão, após visita ao Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Desta vez sou forçado a reconhecer e a dar parabéns. Mas muita coisa ainda precisa ser feita nesta queda-de-braço, a começar pelo controle das fraudes e do desperdício, desde os procedimentos para a aquisição das drogas até sua chegada ao doente necessitado.
O ministro da Saúde anunciou nesta sexta-feira (18) um acordo com o laboratório Novartis para redução de até 50% no preço do medicamento Glivec – usado no tratamento de aproximadamente 7,5 mil pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com câncer do sangue e um tipo de câncer gastrointestinal.
Depois de cinco meses de negociações, o preço do comprimido de Glivec baixou de R$ 42,50 para R$ 26,32, para as próximas compras, entre junho e dezembro. Em janeiro de 2011, o preço do medicamento cairá novamente e será de R$ 20,60.
O acordo fechado com a Novartis também inclui outros remédios para o câncer. O ministro afirmou que no ano passado o governo federal economizou R$ 164,22 milhões na aquisição de nove fármacos e o valor final da compra foi 25% menor em relação à última aquisição, com reduções de até 55% nos preços.
Estas quedas nos preços são atribuidas as às ações estratégicas adotadas pelo governo no setor e diz acreditar ter contribuído para o fortalecimento da indústria e do mercado nacional com a implementação de concorrência.
O ministério tomou a decisão política de, a partir de janeiro de 2011, centralizar a compra do medicamento, e, assim, pagar menos por ele. A partir dessa mudança, o governo passa a negociar diretamente com os laboratórios e fará a distribuição dos medicamentos para a rede que oferece os tratamentos.
A nova estratégia já havia sido implementada na compra de cloridrato de sevelâmer, medicamento usado no tratamento de pacientes com problemas renais crônicos, submetidos à hemodiálise. O preço do comprimido chegou a R$ 0,89, antes vendido para os estados por R$ 1,98 a unidade. O resultado foi uma economia de R$ 45,48 milhões por ano.
O ministério tomou a decisão política de, a partir de janeiro de 2011, centralizar a compra do medicamento, e, assim, pagar menos por ele. A partir dessa mudança, o governo passa a negociar diretamente com os laboratórios e fará a distribuição dos medicamentos para a rede que oferece os tratamentos.
A nova estratégia já havia sido implementada na compra de cloridrato de sevelâmer, medicamento usado no tratamento de pacientes com problemas renais crônicos, submetidos à hemodiálise. O preço do comprimido chegou a R$ 0,89, antes vendido para os estados por R$ 1,98 a unidade. O resultado foi uma economia de R$ 45,48 milhões por ano.
Nada de genial. Trata-se de medidas ortodoxas e reguladoras de mercado, já há muito adotadas pelas economias abertas de alguns países da Europa Ocidental (Itália e França são pioneiros) e dos EEUU, aplicando estratégias de compra perfeitamente legais, para assim controlar um pouco a voracidade dos grandes laboratórios multinacionais. São medidas simples, mas de grande impacto positivo na economia do País, especialmente no próprio setor de saúde, com benefícios imediatos para o usuário do SUS.
Esta economia pode representar a introdução mais rápida de outras drogas de alto custo na defasada tabela atual de medicamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde - como o MabThera, da Roche, por exemplo (Rutuximab, empregado no tratamento de portadores de linfoma não-Hodgkin) -, de comprovada eficácia terapêutica, aprovado desde 2007 pela Anvisa, ao qual, até hoje, os portadores da doença têm que recorrer à justiça, também lenta, para ter acesso.
Um
projeto de lei aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado prevê que o
Ministério da Saúde terá que atualizar anualmente a lista de remédios e
serviços que oferece. A tabela do SUS está
desatualizada há uma década. Isso faz com que cerca de 50 mil pessoas recorram
anualmente à justiça para obter remédios por meio de liminares.
Por outro lado, estratégia parecida pode muito bem ser adotada, ainda, com outros laboratórios, como Eurofarma e a Roche, por exemplo, já que o Ministério da Saúde se constitui no maior comprador dessas drogas no País.Tudo o que se puder fazer para aliviar a dor e o sofrimento do doente, sua família e amigos ainda será pouco, mas esta deve ser nossa meta.
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