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terça-feira, 26 de outubro de 2010

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De que forma certos produtos hortícolas combatem o câncer

Desculpem se insisto no assunto, mas a coisa é importante. Embora se saiba há algum tempo que comer vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor e repolho podem ajudar a prevenir câncer de mama, o mecanismo pelo qual as substâncias ativas nestes vegetais inibem a proliferação celular era desconhecida - até agora. Os cientistas nos laboratórios da UC Santa Barbara mostraram como o poder de cura desses vegetais trabalha a nível celular. O princípio ativo, sulforafano,  pode ser um agente eficaz de prevenção do câncer, pois inibe a proliferação e mata as células pré-cancerosas. Também é possível que ele possa ser usado como uma adição ao taxol e a outras drogas similares para aumentar a eficácia do tratamento, sem aumento da toxicidade. A pesquisa está publicada na edição deste mês da revista Carcinogênese.

O câncer de mama, segunda principal causa de morte por câncer em mulheres, pode ser combatido pelo consumo de vegetais crucíferos, como couve e parentes próximos do repolho, como brócolis e couve-flor, afirmam os pesquisadores. Esses vegetais contêm compostos chamados isotiocianatos, que acredita-se serem responsáveis pelas atividades de prevenção do câncer e anti-cancerígenas nesses vegetais. Brócolis e brotos de brócolis têm a maior quantidade de isotiocianatos.

O trabalho enfoca a atividade anti-câncer de um desses compostos, denominado sulforafano, ou SFN.  Sua eficácia foi demonstrada na redução e na taxa de incidência de tumores mamários quimicamente induzidos em animais, inibindo o crescimento de culturas de células humanas de câncer de mama, levando à morte celular.

O SFN, ou sulforafano, impede a proliferação de células tumorais humanas por um mecanismo similar à maneira como as drogas anticâncer taxol e vincristina inibem a divisão celular durante a mitose, processo no qual o DNA duplicado na forma de cromossomos é exatamente distribuído para as duas células-filhas, quando uma célula se divide.

Centenas de minúsculas estruturas semelhantes a tubos, chamados
microtúbulos, compõem a máquina que as células usam para separar os cromossomos. O SFN, como os agentes anticâncer mais potentes, interfere com o funcionamento dos microtúbulos durante a mitose de uma forma similar à das drogas anticâncer mais poderosas. No entanto, o SFN é muito mais fraco do que estas outras drogas à base de plantas e, portanto, muito menos tóxico.
Traduzido e condensado de sciencedaily, com editorial e edição de ilustração pelo autor. Leia o texto original aqui.
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Kim Novak diagnosticada com câncer de mama
A veterana atriz de Hollywood foi diagnosticada com câncer de mama, mas os médicos dizem que ela tem boas chances de recuperação, segundo informou seu agente Sue Cameron ao site da revista Hollywood Repórter.
A belíssima e sexy atriz dos anos 60, hoje com 77 anos, que estrelou mais de trinta filmes e protagonizou o clássico do genial diretor Alfred Hitchcock, "Vertigo" (“Um corpo que cai”) ao lado de James Stewart, detectou o câncer no início, durante uma mamografia de rotina, e está fazendo tratamento.
Seus médicos dizem que ela tem uma fantástica forma física e deve se recuperar muito bem.
Kim, que hoje vive com seu marido no Oregon, onde cria cavalos e lhamas, fez uma rara aparição em Hollywood em julho passado para lançar uma coleção de DVDs com seus trabalhos no cinema.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

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Droga derivada de uma árvore de folha perene do gênero Maytenus, que cresce em vários continentes, mostra-se eficaz no combate ao câncer

Uma potente droga derivada de uma árvore em breve poderá salvar a vida de alguns pacientes com a forma mais letal de câncer de mama. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, o câncer de mama ceifará cerca de 40.000 vidas nos EUA este ano. Cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, em cooperação com cientistas da indústria farmacêutica, descobriram o mecanismo pelo qual esta droga mata células cancerosas, isolando a ação da droga in vitro, bem como nas células cancerosas.

Os resultados das pesquisas, de autoria de uma equipe de investigadores do UCSB, são relatados em dois estudos publicados como matéria de capa da edição de outubro da Molecular Cancer Therapeutics.

Esta droga anticâncer, chamada Maitansina, quando ligada a um anticorpo monoclonal mostrou resultados promissores no início de ensaios clínicos em doentes com câncer de mama metastático. Apesar de a droga ainda não ter sido aprovada pelo FDA, os ensaios clínicos atuais estão abertos para novos pacientes. E a droga está sendo testada, com bons resultados, em outros cânceres, como o mieloma múltiplo e linfoma de célula-B.

Os primeiros estudos clínicos mostram que o fármaco diminuiu os tumores de um terço dos pacientes no estudo do câncer de mama - um bom resultado, de acordo com os autores. Os estudos explicam que a droga funciona alvejando os microtúbulos das células cancerosas. Os microtúbulos são componentes dinâmicos, de rápido crescimento e ajudam as células a se dividir e multiplicar.

Os pesquisadores descobriram como a droga é levada para dentro das células do tumor onde é metabolizada pelas células cancerosas, inibindo a dinâmica dos microtúbulos celulares, bloqueando assim a mitose dos fusos nas células, fazendo com que morram.

A droga já foi considerada perigosa demais para uso, devido à sua toxicidade para células não-cancerosas. No entanto, a equipe foi capaz de demonstrar que a modificação da droga anticâncer, adicionando-se um anticorpo, faz com que a droga alveje apenas células cancerosas, reduzindo sua toxicidade.

A nova droga, quando ligada ao anticorpo do câncer de mama é chamada trastuzumab-DM1. DM1 é um derivado sintético da Maitansina, uma molécula encontrada em uma árvore de folha perene do gênero Maytenus, que cresce em vários continentes.

Para obter mais informações sobre os ensaios clínicos, os pacientes com câncer interessados em participar, consultem: http://www.immunogen.com / wt / home / home.
Traduzido de http://www.sciencedaily.com, com editorial e edição de ilustração pelo autor.