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terça-feira, 29 de março de 2011

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Oncofertilidade - Nova área da medicina garante fertilidade após tratamentos de câncer

A oncofertilidade é uma nova subespecialidade da medicina que tem o objetivo de preservar a fertilidade dos pacientes que se submetem a quimio ou radioterapia para tratamento de câncer. Segundo o médico urologista Alberto Stein, a radiação e as drogas utilizadas nestes casos causa danos às células germinativas, podendo provocar a subfertilidade ou infertilidade, que podem ser transitórias ou permanentes.
Diante do diagnóstico de câncer, o desafio é salvar a própria vida. Muitos pacientes, porém, têm outra preocupação: gerar novas vidas no futuro, ter filhos, algo até há pouco tempo impensável para quem se submetia à quimioterapia – remédios que matam as células tumorais, mas que também podem danificar seriamente os sistemas reprodutivos masculino e feminino. Porém, devido à sofisticação das técnicas de fertilização, hoje esses tratamentos não significam esterilidade. Nos Estados Unidos, recentemente, o nascimento de uma menina graças à conservação do sêmen de seu pai, Chris Biblis, congelado há 21 anos, foi um marco desse avanço.
Antes de iniciar sua luta contra a leucemia – tumor que afeta as células sanguíneas – quando ainda era um adolescente, o americano, de 38 anos, guardou os espermatozoides numa clínica de reprodução assistida. Os principais avanços, no entanto, beneficiam mais as mulheres. A extração e conservação dos óvulos é mais delicada, mas cada vez mais possível.
Baseados na eficácia dos métodos, especialistas estão criando um movimento mundial para fazer com que as novidades da fertilização estejam mais disponíveis para os pacientes com câncer. Criaram até um nome para isso: oncofertilidade.
A necessidade de ampliar as opções e o acesso a esses tratamentos tornou-se imperativa. Felizmente, os índices de cura do câncer estão se elevando. Desta maneira, o que se tem hoje é uma grande população de pessoas curadas, jovens, e com a vida pela frente.
O efeito devastador das terapias contra o câncer sobre a fertilidade tem explicação simples: as células tumorais se multiplicam de forma acelerada, e os remédios, em especial os mais antigos, atacam toda célula que mostre o mesmo comportamento. É o caso das células dos ovários e dos testículos, que têm uma multiplicação acelerada para produzir os óvulos e os espermatozoides. Isso as torna alvo dos quimioterápicos também. A chance de perder a fertilidade varia conforme a idade do paciente e a agressividade do tratamento.
Os métodos da reprodução assistida disponíveis possibilitam ao paciente aumentar a chance de proteger seu corpo desse prejuízo. Eles têm como finalidade guardar tecidos e células saudáveis, existentes antes do bombardeio químico de remédios, para usá-los depois. Opções como a maturação de óvulos (a maturidade dessas células é atingida em laboratório) e o congelamento de tecido ovariano ou testicular são oferecidas, embora ainda não mostrem resultados iguais ao congelamento de gametas e embriões.
Já existem também medicamentos capazes de preservar o ovário provocando um estado de menopausa precoce – algo como uma “hibernação”. A vantagem do método é diminuir sua sensibilidade aos quimioterápicos. Com o metabolismo mais baixo e sem produzir óvulos, a divisão celular no órgão diminui. Com isso, há maior possibilidade de ser poupado dos efeitos da medicação. Após a quimioterapia, o medicamento é suspenso e, em alguns casos, a fertilidade é preservada.
A paciente pode tentar a gravidez depois de seis meses, no mínimo, do fim do tratamento contra o câncer. “É preciso esperar esse tempo porque há chance de resíduos do medicamento causarem má-formação no bebê e de reincidência do câncer”, explica o médico Artur Dzik, da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e do Hospital Pérola Byington, em São Paulo. Em casos de câncer com forte caráter hereditário, é aconselhável marcar consulta com um geneticista. Ele pode ajudar o casal a avaliar as chances de os filhos sofrerem o mesmo problema e decidir sobre a gravidez.
O promotor de justiça carioca Claucio Cardoso da Conceição seguiu todos os passos para vencer o câncer e conseguir aumentar a família. Ele teve sua paternidade garantida com o congelamento do sêmen, antes de fazer a cirurgia para retirada de um tumor no intestino, há três anos. “Tinha mil planos e eles não foram adiados por causa da doença.” Um desses planos tem o nome de Natália, e nasceu há dois anos: é a filha de Cardoso e sua mulher, Letícia. E pode ser que Natália ganhe um irmão ainda este ano fruto do mesmo material que o pai mantém em laboratório.
Condensado de matéria publicada em istoe.com
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O bravo guerreiro José Alencar nos deixou hoje, no início da tarde, mas deixou para quem precisa um exemplo poderoso de coragem, temperança, fé e simplicidade diante das agruras que a vida imperiosa lhe impôs. Dentre as frases de sua autoria que a imprensa lembra hoje, gosto especialmente de: “Onde está a coragem, para um cidadão que não tem alternativa? Não tenho medo da morte. Não sei o que é a morte. Você tem que ter medo da desonra, isso, sim mata você”.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

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Maconha pode aumentar qualidade de vida durante a quimioterapia


A quimioterapia causa perda de apetite nos pacientes principalmente porque afeta o cheiro e o gosto dos alimentos. Ao comer menos, os portadores de câncer acabam sofrendo com a diminuição de peso e com quadros de anorexia.
A maconha, criminalizada em quase todo o mundo no começo do século 20, tem uso medicinal antigo e agora uma nova pesquisa canadense da Universidade de Alberta mostrou que seu uso durante a quimioterapia devolveu aos pacientes o prazer de comer e voltar a sentir o gosto dos alimentos.
O tetrahidrocanabinol (THC), substância presente na maconha, pode melhorar a sensação de gosto e a qualidade do sono em pacientes com câncer que recebam quimioterapia. O trabalho foi divulgado na edição deste mês de uma publicação científica da Sociedade Médica de Oncologia Européia.
O
 estudo piloto foi conduzido entre maio de 2006 e dezembro de 2008, com 21 pacientes adultos, todos eles portadores de algum tipo de câncer em estágio avançado - com exceção de tumores no cérebro. A seleção também deu preferência a pessoas que passaram a se alimentar menos por pelo menos duas semanas, como resultado da doença.
Onze pacientes receberam uma pílula com a substância, a principal responsável pela ação alucinógena das plantas Cannabis. O restante foi medicado com placebos. A pesquisa foi conduzida com a metodologia duplo-cego, na qual os médicos e os pacientes não ficam sabendo quem ingeriu as cápsulas com THC e quem tomou as pílulas falsas.
O tratamento durou 18 dias. Cerca de 73% dos pacientes que receberam THC afirmaram estar mais interessados em comida contra apenas 30% dos que ingeriram placebos. A substância também fez os alimentos parecerem ter um gosto melhor para 55% dos voluntários. Só 10% dos que não foram submetidos aos efeitos do THC relataram a mesma satisfação na hora de comer.
O apetite aumentou em 64% dos medicados com a substância e nenhum deles disse estar com menos fome. Já no grupo do placebo, 50% dos pacientes reclamou da perda da vontade de comer e 20% não notaram nenhuma mudança.
Segundo a médica Wendy Wismer, da universidade canadense, este é o primeiro teste aleatório e controlado a mostrar que o THC aumenta o apetite em pacientes com câncer, além de ajudar no sono e relaxamento. Ela ainda afirma que o trabalho é importante pois não existem, atualmente, tratamentos contra as alterações de sensibilidade provocadas pelas drogas quimioterápicas.
O teste clínico feito pela equipe canadense é de fase 1, com poucos participantes. Novos estudos em humanos - de fase 2 e 3 - são necessários para comprovar a eficiência do THC na melhora do apetite e do sono em pacientes passando por quimioterapia.
José Alencar solicita privacidade para continuar tratamento contra o câncer
O ex-vice-presidente da República, de 79 anos, permanece internado desde o dia 9 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele teve uma inflamação na região abdominal causada por uma perfuração no intestino e seu estado ainda é considerado grave, mas continua estável.

Na quinta, atendendo a uma solicitação do próprio Alencar, que pediu privacidade, o hospital informou que a divulgação de boletins médicos seria suspensa.
Segundo o oncologista Paulo Hoff, integrante da equipe que acompanha o ex-vice-presidente, ele permanece internado e não há previsão de que tenha alta e retorne para casa. “Ele está estável, mas em uma situação delicada. Ele poderia ir para a casa, mas com uma grande possibilidade de retornar após poucos dias.”
O ex-vice-presidente luta contra o câncer há mais de uma década e já foi submetido a uma série de cirurgias para retirar tumores. Devido a seu estado de saúde, o tratamento contra a doença foi suspenso recentemente.
Com informações do R7

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

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Pesquisa revela a dimensão do medo do câncer


O vice-presidente da República, José Alencar, tem reafirmado que o brasileiro precisa aprender a "perder o medo de pronunciar a palavra câncer". Para ele, que há anos luta contra a doença, a população deve aprender a falar e a discutir o assunto e passar a realizar exames que permitam o diagnóstico precoce.
Muitas pessoas ainda têm um medo patológico do câncer. Muitas delas deixam de viver plenamente a vida por causa dessa fobia. Mesmo que de alguns anos para cá se tenha avançado muito no diagnóstico, na prevenção e nos tratamentos, e que a doença não signifique mais necessariamente uma sentença de morte com execução sumária. Os casos de cura se multiplicam e aumenta a sobrevida. Teme-se a dor, o sofrimento, a perda. O medo do câncer se confunde com o medo ancestral da morte.
Nos Estados Unidos, um país de obesos e que não tem sido um bom exemplo de praticas saudáveis de saúde e de hábitos de consumo, principalmente os alimentares, o fenômeno assume a dimensão de paranóia. É o que nos mostra a pesquisa abaixo. Acho que no Brasil a mentalidade não é muito diferente. Talvez isso seja resultado de uma falta de compreensão acerca das regras do jogo. Num certo sentido - é o que nos diz Montaigne - o exercício filosófico nos ensina o destemor da morte. O exercício, nesse caso, consiste em aprender a lidar com a condição humana e a ser feliz com ela.
A maioria dos norte-americanos tem muito mais medo do câncer do que de se envolver em acidentes de carro, ser vítima de um crime violento ou de um ataque terrorista. Mais de 75% também são a favor do aumento do investimento governamental na pesquisa do câncer e 63% têm a expectativa de que o orçamento federal sobre os gastos com a doença aumente.
Esses são alguns resultados de uma pesquisa nacional para medir a atitude e as opiniões da população norte-americana sobre os esforços para eliminar o câncer. A pesquisa foi encomendada pela Associação Americana de Pesquisa do Câncer (do inglês, AACR) e pela Fundação Lance Armstrong (LAF). Mil norte-americanos com 18 anos ou mais foram entrevistados. De acordo com 58% deles, a doença não recebe a devida atenção do governo federal e as verbas destinadas ao Instituto Nacional do Câncer (NCI), menos de 0,5% do orçamento federal, ou 4,6 milhões de dólares, é insuficiente.
Depois das doenças do coração, o câncer tem o segundo maior índice de letalidade nos Estados Unidos e é responsável por 1,5 mil mortes diariamente. Perto de 172 bilhões de dólares foram gastos em 2002 com o tratamento, perda de produtividade e mortes prematuras pela doença.

terça-feira, 13 de julho de 2010

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Velho guerreiro luta mais uma batalha.


Segundo Paulo Hossi, oncologista de Alencar, o câncer continua sob controle, com o acompanhamento mais intenso de três tumores em especial. Há mais de dez anos o vice-presidente luta contra o câncer e já passou por 15 cirurgias.
O estado de saúde do vice-presidente da República, José Alencar, permanece estável do ponto de vista clínico, segundo informou o Hospital Sírio Libanês, onde ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Alencar passou por um cateterismo neste domingo para desobstrução da artéria descendente anterior.

O vice-presidente está internado desde a última quarta-feira e deve sair em poucos dias, conforme informou o médico Roberto Kalil Filho, que acompanha o tratamento. Além dele, os médicos Paulo Hoff e Paulo Ayroza Galvão também fazem parte da equipe que trata da saúde do vice-presidente.
De acordo com o oncologista Paulo Hossi, o tratamento contra o câncer será continuado no hospital. "Temos tido muita alegria com o tratamento do vice-presidente. Ele responde muito bem. Isso (o cateterismo) foi uma alteração que não estava prevista, mas que ocorre.
O vice-presidente já havia tido a necessidade anterior de um stent (peça parecida com uma pequena mola, que impede a interrupção do fluxo sanguíneo) e isso não muda o tratamento oncológico daqui para a frente".