sábado, 24 de setembro de 2011

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Livro: Metafísica da Saude

É hora de pararmos para nos perguntar o porquê de um organismo que sempre foi capaz de se adaptar e de se defender preservando a saúde, acabar ficando doente assim, de uma hora para outra. Ou, ainda, por que desenvolvemos um tipo de doença em um determinado local do corpo e não em outro? A Metafísica moderna tem investigado e encontrado dramáticas e surpreendentes leis que nos revelam como funcionamos. Esta obra traz uma nova visão de vida e ensina a compreender os sinais de seu corpo muito antes que a doença chegue.

Segundo os autores, o parapsicólogo Luiz Gasparetto e o terapeuta holístico Valcapelli, este é um livro que ajudará a entender os processos emocionais que provocam desarmonia interior e física. Numa linguagem de fácil entendimento, você será apresentado aos padrões de comportamento e de atitudes mentais que interferem no funcionamento do corpo.

A obra, dividida em três volumes, pretende conscientizar o leitor da importância de se manter uma boa condição interna para conquistar ou preservar a saúde e o bem-estar. A leitura possibilitará uma espécie de viagem metafísica pelo corpo, onde se poderá rever os valores e reformular os comportamentos nocivos. No primeiro volume, a viagem interior inicia-se pelo desenvolvimento da consciência de que “você é a causa de tudo” o que existe ao seu redor, bem como daquilo que acontece no seu corpo.

Em seguida se passa pelo sistema respiratório, onde podemos compreender as posturas saudáveis para as vias respiratórias e pulmonares, bem como as atitudes nocivas que provocam as principais doenças. Por fim, no sistema digestivo, a maneira como encaramos e elaboramos os episódios da vida. As causas metafísicas das principais doenças gastrointestinais. O segundo volume trata dos sistemas circulatório, reprodutor e urinário e, o terceiro, os sistemas endócrino (incluindo a obesidade) e muscular.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

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Cúrcuma contra o câncer de cabeça e pescoço

A curcumina, principal componente da cúrcuma, conhecida também como turmérico, açafrão-da-índia, açafroa ou gengibre amarelo, empregada no preparo do condimento indiano curry, demonstrou ser capaz de suprimir uma via de sinalização celular que impulsiona o crescimento do câncer de cabeça e pescoço, de acordo com um estudo piloto usando saliva humana, desenvolvido por pesquisadores do Jonsson Comprehensive Cancer Center. O estudo aparece em 15 de setembro na revista Clinical Cancer Research, da Associação Americana de Pesquisa do Câncer. Encontrar maneiras de tratar melhor cânceres de cabeça e pescoço é vital para os pacientes, que muitas vezes ficam desfigurados pela cirurgia, perdendo partes da língua ou boca.

Segundo a Dra. Marilene Wang, professora de cirurgia de cabeça e pescoço e autora sênior do estudo, ficou demonstrado que a curcumina pode trabalhar na boca dos pacientes com neoplasias de cabeça e pescoço e reduzir atividades que promovam o crescimento do câncer. "E não somente afetou o câncer, inibindo um fator crítico de sinalização, mas a própria saliva, reduzindo citocinas pró-inflamatórias dentro dela."

Há muito conhecida por suas propriedades medicinais, a cúrcuma, à qual se atribuí ação anti-inflamatória, é uma especiaria que ocorre naturalmente e é amplamente utilizada na cozinha do Sul da Ásia e do Oriente Médio.

Estudos anteriores demonstraram que ela pode suprimir o crescimento de certos tumores. Na Índia, as mulheres há anos a utilizam como um agente antienvelhecimento (esfregam na pele), para tratamento de cólicas durante a menstruação e como um emplastro sobre a pele para promover a cicatrização de feridas.

Neste estudo, foram coletadas amostras de saliva de 21 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, antes e depois de terem mastigado dois comprimidos de curcumina, totalizando 1.000 miligramas.

Em estudo de 2005, feito por Wang e sua equipe, ficou demonstrada a capacidade da curcumina, primeiro suprimindo o crescimento do câncer de cabeça e pescoço em células e, em seguida, em modelos de cobaia. Nos estudos em animais, a curcumina foi aplicada em forma de pasta diretamente sobre os tumores. Em outro estudo, em 2010, também feito em células e em modelos de ratos, os pesquisadores descobriram que a curcumina suprimia o crescimento do câncer de cabeça e pescoço através da regulação do ciclismo celular, disse o cientista Eri Srivatsan, professor adjunto de cirurgia e pesquisador que, juntamente com Wang, vem estudando a curcumina e suas propriedades anticâncer há sete anos.

Foram enviadas amostras-cegas a um laboratório independente, em Maryland, que confirmou os resultados - as citocinas pró-inflamatórias na saliva que ajudam a alimentar o câncer foram reduzidas nos pacientes que tinham mastigado a curcumina.

Os pesquisadores acreditam que a curcumina pode ser combinada com outros tratamentos, como quimioterapia e radioterapia para tratar câncer de cabeça e pescoço, e também poderá talvez ser administrada em pacientes com alto risco de desenvolver cânceres de cabeça e pescoço, como fumantes, aqueles que mascam tabaco e pessoas com o vírus HPV.

A curcumina foi bem tolerada pelos pacientes e não resultou em efeitos tóxicos. O maior problema era a boca e os dentes, que ficaram com uma cor amarelo brilhante.

Para ser eficaz no combate ao câncer, a curcumina pode ser utilizada em forma de suplemento. Apesar de ser usada na culinária, a quantidade de curcumina necessária para produzir uma resposta clínica é muito maior. Esperar um efeito positivo através da ingestão de alimentos condimentados com açafrão não é realista, disse Wang.

O próximo passo para Wang e sua equipe é tratar pacientes com curcumina por longos períodos de tempo para ver se os efeitos inibitórios podem ser aumentados. Eles planejam tratar pacientes com câncer, programados para a cirurgia, por algumas semanas antes do procedimento.

"Há potencial aqui para o desenvolvimento da curcumina como tratamento adjuvante para o câncer", disse Wang. "Não é tóxica, é bem tolerada, barata e facilmente obtida em qualquer loja de alimentos saudáveis. Embora este seja um estudo piloto promissor, é importante expandir nosso trabalho para um universo maior de pacientes, para confirmar nossos resultados."

Traduzido daqui. Ilustração do Googleimages. Editorial pelo autor do blog.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

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Exemplar: Justiça do Ceará determina que Estado forneça medicamento de alto custo a portadora de câncer de mama

O medicamento conhecido como Herceptin pode reduzir em até um terço o número de mortes por câncer de mama, caso seja administrado em pacientes que tenham sido submetidas previamente à intervenção cirúrgica e à quimioterapia, segundo estudo publicado na revista médica "The Lancet".
O trabalho comparou os resultados obtidos com 1.703 mulheres que foram submetidas ao remédio durante um ou dois anos, após terem feito os tratamentos contra o câncer de mama, com os de outras 1.698 pacientes que fizeram o mesmo procedimento inicial, mas não receberam o Herceptin.
Uma equipe de pesquisadores acompanhou as mulheres por dois anos. Ao final do período, 59 mulheres do primeiro grupo haviam morrido, contra 90 do segundo grupo, o que equivale a uma redução de 34% no índice de mortalidade.

A Justiça cearense determinou que o estado forneça o medicamento Herceptin à professora R.F.N.M., portadora de câncer de mama. A decisão foi da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará e confirmou a liminar proferida pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública.

Consta nos autos que R.F.N.M., residente em Quixadá, foi diagnosticada com o tipo de câncer denominado de neoplasia maligna de mama reincidente. Embora tenha se submetido a procedimento cirúrgico no Hospital do Câncer, em Fortaleza, o médico especialista que a acompanha prescreveu o medicamento Herceptin para auxiliar o tratamento.

Por se tratar de remédio de elevado custo, a paciente alegou que não tem condições financeiras para comprá-lo. Por esse motivo, ajuizou ação ordinária, com pedido de antecipação de tutela, requerendo que o estado fornecesse gratuitamente o remédio.

Em 22 de outubro de 2010, o juiz Auxiliar Irandes Bastos Sales, respondendo pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza, concedeu liminar e determinou que o Estado fornecesse, no prazo de 48 horas, o remédio requerido, na quantidade e pelo tempo necessário ao tratamento prescrito. Em caso de descumprimento da decisão, fixou multa diária de cinco salários mínimos.

Inconformado, o Estado recorreu com o objetivo de reformar a decisão. Argumentou que a interferência do Poder Judiciário ofendeu o princípio constitucional da separação dos poderes e violou a diretriz da reserva do possível.

Ao relatar o processo nessa última segunda-feira, o desembargador Fernando Luiz Ximenes Rocha destacou que a “interferência no presente caso é perfeitamente legítima e serve para restabelecer a integridade da ordem jurídica violada pelo Estado, o que afasta a alegação de malferimento do princípio constitucional da separação dos poderes”.

Sobre a reserva do possível, o desembargador ressaltou que “não se está exigindo qualquer prestação descabida do Estado, mas, tão-somente, o fornecimento de medicamento indispensável à saúde da paciente, desprovida de recursos financeiros para tanto”.

Esquema do mecanismo de atuação do anticorpo monoclonal Trastuzumab, conhecido comercialmente como Herceptin. Fonte:Genentech.
Com esse posicionamento, a 1ª Câmara Cível negou provimento ao recurso e manteve a decisão de 1º Grau, ou seja, o Estado tem que custear o tratamento com o Herceptin.

Fonte: TJ/Ceará

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

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Linfoma é praticamente desconhecido no Amazonas


Atualmente, em Manaus, são 234 pacientes em tratamento de linfomas na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam). 
Aos 41 anos de idade, Iara Fernandez teve sua rotina completamente mudada. Em 2009, ela foi diagnosticada com um linfoma não-Hodgkin. A partir de então, a doença, que também afetou a presidente Dilma Rousseff e o ator Reynaldo Gianecchini, começava a transformar sua vida e de sua família.

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) registrou, em 2010, 151 casos de pacientes diagnosticados com o câncer. Hoje, aos 43 anos, Iara diz que demorou a procurar atendimento médico porque imaginava que os primeiros sinais da doença pareciam ser algo “simples”. “Apareceram três nódulos pequenos no pescoço e as pessoas sempre me alertavam para que eu fosse ao médico e eu não me importava tanto. Com o tempo eles foram crescendo e passaram a me incomodar. Foi quando resolvi procurar um especialista”, disse. O linfoma pode começar em qualquer local em que existam as células linfáticas: em nódulos no pescoço, axilas e região da virilha.

Mas de acordo com o hematologista Rodrigo Leitão, em alguns casos os nódulos são causados por infecções e nem sempre são linfomas. “Alguns caroços podem representar suspeita de linfomas, e diagnosticados como tuberculose ganglionar, por exemplo. É preciso fazer a biópsia para confirmar ou descartar o câncer”, explicou o hematologista. Há um ano e meio em tratamento por meio de sessões de quimioterapia, a ex-auxiliar de salão de beleza e mãe de três filhos, Iara Fernandez, relata ter ficado assustada quando foi diagnosticada com o câncer, foi quando buscou mais informações. “Nunca esperamos que isso venha a acontecer com a gente.

Quando descobrimos, minha família começou a se informar da doença. E hoje aconselho aos meus amigos e familiares a não adiarem aquilo que pode ser feito hoje”, frisou. Ela também demonstra estar confiante com a cura e em breve poder voltar a realizar suas atividades normalmente. “Por enquanto tenho que ficar mais tempo em casa e quando faço a quimio preciso evitar muitos lugares”, disse. Os linfomas do tipo não-Hodgkin, principalmente, são mais comuns em homens. De acordo com estimativas do Instituto Nacional Contra o Câncer (Inca), no último dado disponível, no ano de 2009, foram diagnosticados em todo o Brasil 4,9 mil casos em homens e 4,2 mil em mulheres.

Começa hoje campanha internacional de conscientização sobre linfomas

Drica Moraes, Mateus Solano e outros famosos se reuniram por uma boa causa. Os atores participam da Campanha Mundial de Conscientização sobre Linfomas, realizada pela organização internacional Lymphoma Coalition (Linfoma Coalizão). O movimento, que mobilizará mais de 20 países, começa hoje).
Fonte aqui. Ilustração do googleimages.