quinta-feira, 24 de maio de 2012

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Pesquisadores adaptam algoritmo de pesquisa do Google para ajudar na cura do câncer


O site de buscas Google usa algoritmos matemáticos especiais que o ajudam a rastrear bilhões de páginas na internet e depois organizá-las em algum tipo de ordem. Esses mesmos algoritmos agora estão sendo usados por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Dresden, na Alemanha: eles estão aplicando as fórmulas para mapear a "rede" do corpo humano e rastrear biomarcadores que possam revelar informações importantes sobre a propagação de cânceres.

Segundo o site Mail Online, os cientistas modificaram o algoritmo do Google para usá-lo com o fim de encontrar novos biomarcadores de câncer, que são moléculas produzidas por células cancerosas. O que se espera é que o método possa identificar rapidamente as proteínas que avaliam o quão agressivo um tumor pode ser, e ajudar os médicos a decidir quando ministrar quimioterapia ou não.

Biomarcadores também são úteis para detectar câncer em fluídos corporais e em tecidos coletados em operações e biópsias. Os pesquisadores tem que considerar mais de 20 mil proteínas dentro do corpo humano, e descobrir a relevância genética delas para a progressão de um câncer de pâncreas, por exemplo. Mas até agora encontrar estes biomarcadores é difícil e consome tempo - e os biomarcadores variam de acordo com cada câncer, apresentando diferenças até mesmo para os mesmos tipos de câncer.

Os pesquisadores decidiram empregar os métodos já testados do Google por serem eficazes em rastrear bilhões de informações e seguir hiperlinks para sua conclusão natural antes de reportar o resultado ao site de buscas. É uma analogia similar à do corpo humano, com todas as proteínas de uma célula conectadas através de uma rede de interações fisiológicas.

Um dos resultados foi a descoberta de uma proteína que pode ajudar a diagnosticar o quanto pode ser grave o câncer de pâncreas de um paciente específico. Os cientistas estão agora trabalhando junto à empresa de biotecnologia RESprotect, que está realizando testes clínicos para um medicamento para tratar o câncer pancreático.
Fonte: aqui. Ilustração: montagem de imagens do Googleimages

segunda-feira, 21 de maio de 2012

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O Edson se foi...


Sim, minha carinha está lá, com muito orgulho, entre as demais do quadro de seguidores do blog de Edson Leite. E enquanto o blog persistir e ecoar as mensagens de confiança que ele transmitia com coragem irreverente, ela estará lá, testemunhando o belo trabalho que ele desenvolveu nesta blogosfera, e que continuará também na memória daqueles que o amavam e admiravam.

Li seu comentário lá no blog dele e faço minhas as suas palavras, Iza. Ele transmitia esperança, porque dela era um mensageiro fiel; infundia coragem, porque não se deixava abater diante da expectativa de uma prova ainda mais dura que a anterior, mais dolorosa. Sempre colocou a sua fé consciente como obstáculo para os pensamentos negativos. Não se deixava abater, pois não criava espectros insuperáveis. Parecia feito de aço inoxidável.

Ele nos acostumou a esperar pelas narrativas serenas e bem humoradas de suas vitórias, após cada uma das batalhas que travou em cada cirurgia, cada procedimento, cada expectativa de resultado de exame, sem triunfalismos nem sentimentalismos baratos, nesta guerra em que ele lutou exemplar, por vários anos contra um inimigo insidioso e traiçoeiro. Uma luta de superação, como ele muito bem definia.

Quinta-feira passada, confiante e cheio de otimismo, como sempre, o guerreiro, já hospitalizado para se submeter a mais uma cirurgia que ele sabia de alto risco e complexidade, em seu último post, cuja ilustração traz uma foto de suculentos bifes crus de fígado sobre folhas de alface como marca de sua irreverência e alusão ao seu câncer hepático, apenas pediu que rezássemos por ele e por sua recuperação, e que gravássemos aquela data como um marco de seu retorno, se Deus assim o quisesse. 

Ele achava que sua voz e seu teclado seriam calados por dois dias, enquanto durasse sua recuperação na UTI.

Sim, seu teclado pode ter-se calado para sempre, mas sua voz continuará reverberando com dignidade nas vibrações de esperança e de fé que ainda emanam de sua palavra escrita e na nossa mente, no nosso coração, assim como persiste em nossa memória olfativa a sensação agradável do mais delicado perfume de flores, as que florescem apenas no campo sagrado do amor universal.

Edson, obrigado! Gratidão é o sentimento que perpassa minha alma enquanto escrevo estas linhas pensando em ti, pela tua generosidade em compartilhar tudo o que tinhas de melhor. Mas, na nossa ignorância dos Desígnios Divinos e no nosso egoísmo de te querer ainda pelo menos mais um pouco entre nós - mesmo com tudo o que já nos havias presenteado - ainda ficaste nos devendo mais esta narrativa, irreverente e contagiante de esperança: o post vitorioso de mais uma batalha vencida, como tu nos acostumaste a aguardar.

Mas... amigo, só o post, pois de vitorioso é a imagem que deixaste.

Ilustração: fotomontagem do Googleimages

sexta-feira, 18 de maio de 2012

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A polêmica graviola no combate ao câncer


Há pesquisas nos EUA indicando que vários dos ingredientes ativos da graviola, esta planta originária das Antilhas - onde se encontra em estado silvestre e que, no Brasil, tornou-se subespontânea na Amazônia - matam células malignas de 12 diferentes tipos de câncer, incluindo mama, ovário, cólon, próstata, fígado, pulmão, pâncreas e linfomas.
Os apaixonados pelo naturismo afirmam que com o extrato da graviola é possível combater o câncer com uma terapia completamente natural, que não causa efeitos secundários severos, como náuseas e perda de cabelo, pois a graviola, por ter ação seletiva, destrói apenas as células doentes, poupando as células saudáveis, ao contrário da quimioterapia, que sai matando todas as células indistintamente.
Algumas partes da árvore, como a casca, a raiz e o fruto são usadas há centenas de anos pela população indígena da América do Sul no tratamento de doenças cardíacas, asma, problemas no fígado e artrite.
Bem, de qualquer maneira, é uma delícia e mal não faz.

Existe uma família de plantas com frutos muito semelhantes, que são as acetogeninas anonáceas, das quais fazem parte a graviola, a pinha, o biribá, o ariticum e o noni. Estes vegetais possuem tanto nas flores quanto nos frutos, caules e folhas o princípio ativo da acetogenina, substância que vem sendo estudada, já há algum tempo, nas grandes universidades ao redor do mundo, entre elas a Purdue University's School of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences, pelas propriedades já descobertas e comprovadas que possibilitariam uma ação efetiva de controle da hipertensão arterial, combate a parasitos intestinais, ação anti-inflamatória, anti-espasmódica, sedativa e, sobretudo, antitumoral.

Estes efeitos anticancerígenos e citotóxicos da graviola e seus congêneres são realmente atribuídos, por comprovação científica, a ação das acetogeninas anonáceas através de um mecanismo de ação que começa pela inibição da enzima NADH oxidase nas membranas plasmáticas das células cancerígenas, resultando na diminuição brusca da ATP (adenosina tri fosfática) celular, pelo fato de inibirem também um processo chamado de fosforização oxidativa, levando a uma diminuição da concentração plasmática da ATP e, assim, inibindo o fator de crescimento de células malignas no organismo. Estas células são resistentes à ação de múltiplas drogas utilizadas, pelo fato de existir uma tal “bomba P” – glico-proteína na membrana plasmática, que, por sua vez, é capaz de inativar certas substâncias usadas  na quimioterapia.  

Então esta substância existente na graviola aproveitaria o momento mais sensível do metabolismo da célula cancerosa e induziria o ciclo de desenvolvimento celular a interromper a multiplicação de células malignas. Logo, a privação da ATP, como foi dito acima, induziria a célula à morte celular.

Poderemos vislumbrar, talvez, num futuro bem próximo, a utilização de tratamentos para o câncer usando somente produtos oriundos da floresta, que não agridam o organismo nem debilitem os pacientes.

A utilização dos princípios ativos desta planta no tratamento do câncer tem despertado uma discussão acirrada e muitas vezes não muito elegante no meio médico, da qual já participaram medalhões midiáticos, como o médico Dráuzio Varela

Em todo caso, é sempre bom ter a orientação do seu médico de confiança.

Fonte aqui. Acompanhe a discussão aqui. Editorial pelo autor do blog e Ilustração do Googleimages.

terça-feira, 15 de maio de 2012

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“Geração Y” Fuck Cancer


Com a missão de capacitar e mobilizar brasileiros da chamada Geração Y – jovens com idades entre 17 e 35 anos – a atuar como disseminadores de informações sobre a prevenção ao câncer, o movimento Fuck Cancer chega ao Brasil por iniciativa do empresário Paulo Al-Assal. ONG com grande influência social e política no Canadá e Estados Unidos, o Fuck Cancer atuará nacionalmente com ações educacionais voltadas à detecção precoce da doença e prevenção. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), em 2012 devem surgir mais de 518 mil novos casos de câncer.

Segundo Paulo Al-Assal, o interesse em trazer o Fuck Cancer para o Brasil tem motivação pessoal. “Há cinco anos convivo de perto com a doença, pois minha mãe luta contra o câncer. Aprendi muito com essa experiência horrorosa e depois de estudar a atuação de várias ONGs sobre o tema, deparei-me com o trabalho singular do movimento Fuck Cancer. Acho admirável a organização sobretudo porque se propõe a fazer o que é possível na luta contra o câncer. Esse aspecto, inclusive, é o que difere o Fuck Cancer de tantas outras entidades.

Fundado em 2009 por Yael Cohen, em Vancouver (Canadá), o movimento Fuck Cancer atua com base em uma organização não governamental internacional, sem fins lucrativos, que tem por missão mobilizar e capacitar jovens da Geração Y para que se tornem defensores da detecção precoce da doença. Por meio de um novo discurso, essa geração pode convencer os pais e avós a enxergar a doença por um novo prisma. A organização é custeada com doações on-line, vendas de camisetas e doações de pessoas físicas e empresas privadas. A mobilização surgiu quando a mãe de Yael Cohen se recuperava de uma cirurgia para a retirada de um tumor na mama. Yael ouviu, nos corredores do hospital, a frase Fuck Cancer e imediatamente se sentiu motivada a tornar a expressão um mote de resistência emocional à doença. No dia seguinte passou a usar uma camiseta com a frase. A mãe, a espirituosa Diane Yael Cohen, também vestiu-a com orgulho.

A reação foi surpreendente e Yael viu a oportunidade de fazer a diferença; de operar uma mudança significativa. Mais do que um slogan estampado em uma camiseta, Fuck Cancer tornou-se um movimento internacional que se propõe a salvar vidas alertando e ensinando as pessoas a procurar pelo câncer de diferentes formas em seu estágio inicial. A proposta é mudar a percepção da sociedade em relação à doença, desafiando o estigma. Ao mudar o equilíbrio de poder da doença para o paciente, o movimento quer transformar cada pessoa acometida pelo câncer em um lutador; um sobrevivente.

Leia release aqui
Ilustração: montagem de fotos do Googleimages

quinta-feira, 10 de maio de 2012

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Câncer pode ter relação com ambiente de trabalho


Levantamento realizado pelo INCA apontou 19 tipos de tumores malignos que podem ter relação com as profissões. Entre eles, o câncer de pele, laringe, fígado, leucemias, câncer de mama e pulmão. Os principais grupos de agentes cancerígenos relacionados ao trabalho incluem os metais pesados, agrotóxicos, solventes orgânicos, formaldeído e poeiras (amianto e sílica). A via de absorção (respiratória, oral ou cutânea), a duração e a frequência da exposição aos agentes nocivos influenciam a toxidade, mas esses dois últimos fatores não são fundamentais para o desencadeamento do processo da carcinogênese.
Levantamento do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) revela que, pelo menos, 19 tipos de tumores malignos, entre eles os de pulmão, pele, fígado, laringe, bexiga e leucemias podem estar relacionados à atividade profissional e ao ambiente de trabalho do paciente. O dado consta da publicação “Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho”, lançada pelo instituto, nesta segunda-feira, dia 30. De acordo com as estatísticas, o Brasil registrará este ano 20 mil novos casos de câncer relacionados à ocupação dos pacientes. A publicação está disponível no site do INCA pelo endereço www.inca.gov.br.
O levantamento, que reuniu as últimas pesquisas mundiais sobre câncer relacionado ao trabalho, revela desde as substâncias mais comuns associadas ao desenvolvimento de tumores malignos, como o amianto (ou asbesto) - classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígenas - até produtos aparentemente inofensivos, como poeiras de madeira e de couro, além de medicamentos, como os antineoplásicos, por exemplo.
Trabalhadores de profissões como as de cabeleireiro, piloto de avião, comissário de bordo, farmacêutico, químico e enfermeiros são mais propensos ao desenvolvimento desses tumores, justamente pela exposição a estas substâncias.
“Raramente o médico pergunta ao paciente qual a ocupação dele. É importante que os profissionais da saúde questionem aos doentes diagnosticados com câncer qual foi a rotina laboral que exerceram por mais tempo em suas vidas. Só assim será possível identificar e registrar os casos de câncer relacionados ao trabalho no Sistema Nacional de Agravos do Ministério da Saúde (Sinan)”, alerta o epidemiologista Ubirani Otero, responsável pela área de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho e ao Ambiente do INCA.
CONTEXTO - No Brasil, a Previdência Social concedeu, em 2009, 113.801 benefícios de auxílio-doença por câncer (acidentário e previdenciário), sendo que apenas 0,66% deste total foram registrados com base na relação ocupacional do paciente.
O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, comenta que a publicação traz todo o conteúdo didático sobre os principais agentes cancerígenos, os tumores malignos por eles provocados e a associação com algumas ocupações específicas. “Os trabalhadores precisam de mais informações sobre os riscos no exercício de suas funções, porque as concentrações de substâncias cancerígenas, geralmente, são maiores nos ambientes de trabalho quando comparadas a outros locais”, explica. Santini informa ainda que, de acordo com as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 440 mil pessoas morreram no mundo em decorrência da exposição às substâncias perigosas. Desse total, 70% foram vítimas de algum tipo de câncer.
PREVENÇÃO - De acordo com as diretrizes do INCA, para reduzir o número de tumores malignos relacionados com exposições ocupacionais, a principal estratégia consiste na eliminação ou redução da exposição aos agentes causadores. Desse modo, o primeiro passo para prevenir o câncer deverá ser a identificação de agentes conhecidos por causarem aumento do risco para a doença. A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar nessa identificação, como a ficha de informação de produtos químicos, a catalogação das empresas com a atividade ou uso de agentes cancerígenos, o reconhecimento e a avaliação de risco nos ambientes de trabalho, além do controle da exposição aos fatores de risco.
 “A prioridade da prevenção é a remoção da substância cancerígena do processo das atividades exercidas pelos trabalhadores. Enquanto isso não acontece, as recomendações alternativas são: evitar a exposição e gradualmente eliminar o uso desses agentes, restringir o contato com cancerígenos a determinadas atividades, com a adoção de níveis mínimos de exposição, associado ao monitoramento ambiental cuidadoso, além da redução da jornada de trabalho diário”, completa Ubirani.
Da Agência Saúde, ASCOM/MS
Atendimento à imprensa
Assessoria do Inca – (21) 3207-1108
 Ilustração: imagens editadas do googleimages