Mostrando postagens com marcador tratamento pioneiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tratamento pioneiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de maio de 2010

0

Remédio produzido com vírus pode ajudar no tratamento contra o câncer

Um tratamento contra o câncer produzido com partículas de reovírus, presentes nos sistemas respiratórios e gástricos, pode colaborar no combate à doença. 
É o que aponta uma pesquisa feita por cientistas do Reino Unido e divulgada nesta semana pela revista científica "Clinical Cancer Research". O estudo envolveu 23 pacientes, portadores de diferentes tipos de tumor. Eles receberam injeções com o remédio produzido a partir do vírus (que não é nocivo à saúde), além da radioterapia tradicional.

Os resultados, segundo os especialistas, foram positivos: os tumores diminuíram de tamanho ou pararam de crescer. O caso que mais chamou a atenção foi de um portador de um tipo agressivo de câncer, considerado pelos médicos em estágio terminal. Ele permanecia com vida 17 meses depois do começo do tratamento alternativo.

Entrevistado pela "BBC", o coordenador da pesquisa, Kevin Harrington, demonstrou estar otimista com o andamento dos trabalhos. Os efeitos colaterais apresentados pelos pacientes foram avaliados como leves e comuns ao tratamento tradicional.

"A ausência de qualquer efeito colateral significativo neste estudo é extremamente tranquilizadora sobre testes futuros em pacientes que recebam tratamento por radioterapia com o objetivo de curar seu câncer", declarou.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

0

Novo tratamento contra câncer de mama limita radioterapia a uma sessão.


Espécie de 'bola de gude' é introduzida onde havia tumor e emite radiação.
Resultados de teste, realizado por dez anos, serão apresentados em junho.

Um tratamento pioneiro para o câncer de mama, que permite reduzir a radioterapia a uma sessão de meia hora, está dando bons resultados nos testes com pacientes, indicam médicos do University College de Londres.

A terapia, utilizada após a extração do tumor em casos nos quais o câncer não está em fase avançada, mata as células cancerígenas que podem ficar com uma emissão concentrada de radiação.

Atualmente, as mulheres com câncer de mama se submetem a cinco sessões de radioterapia que duram por volta de seis semanas depois da cirurgia, que conserva a maior parte do peito, ao contrário da mastectomia.

Os médicos confiam que, assim que forem publicados os resultados dos testes no final deste ano, seja possível oferecer um só tratamento de radiação (conhecido pela sigla em inglês como IORT). É o que ressalta a equipe de pesquisadores liderada pelo oncologista Michael Baum, cujos estudos são publicados nesta segunda-feira (29) pelo jornal "The Times".

O procedimento consiste na introdução de um aparelho esférico - do tamanho de uma bola de gude - na área onde estava o tumor, por meio da incisão criada durante a operação. O aparelho propaga uma dose constante de radiação ao redor do leito tumoral, de acordo com os médicos.

Segundo o "The Times", os resultados do teste, que levou dez anos, serão apresentados em junho na conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago (EUA).

Os pesquisadores esperam mostrar que o IORT é seguro e efetivo como as sessões convencionais de radioterapia. Até o momento, na terceira fase dos testes clínicos participaram 77 pacientes no Reino Unido, Alemanha e Austrália.

Dessas mulheres, apenas duas - de idade média de 66 anos - voltaram a ter câncer de mama no mesmo local.

O oncologista afirmou que o aparelho custa em torno de 300 mil libras (mais de R$ 800 mil) e é portátil. Por isso, seu acesso pode ser oferecido a mulheres que vivem longe das unidades de radioterapia, sobretudo no mundo em desenvolvimento.