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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

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Câncer de mama e tratamentos alternativos

Para as mulheres que enfrentam o câncer de mama, o diagnóstico é apenas o primeiro item em uma longa lista de coisas que elas nunca gostariam de ouvir.
A radioterapia pode causar fadiga, perda de cabelo, e até mesmo problemas de pulmão. A quimioterapia traz efeitos secundários graves, como fadiga, náusea extrema e neuropatia. Enquanto a maioria das mulheres estão mais do que dispostas a enfrentar estes transtornos para ter uma chance de derrotar o câncer de mama, estes efeitos secundários, juntamente com o inevitável estresse emocional, têm dado origem a outro ramo do tratamento do câncer: a medicina alternativa.

Hoje, mais e mais mulheres estão se voltando para os tratamentos alternativos de câncer de mama, como a acupuntura, as terapias mente-corpo, a Yoga, a meditação, enfim, a medicina tradicional chinesa. Estes tratamentos, a maioria deles com  raízes na medicina oriental, são geralmente usados como coadjuvantes ou suplementares aos tratamentos com métodos convencionais, tais como cirurgia e quimioterapia. Eles podem ajudar a combater os efeitos colaterais físicos e emocionais do tratamento do câncer de mama e de outras enfermidades, e muitas mulheres afirmam que os tratamentos alternativos foram um apoio vital durante sua luta contra a doença.

Há uma série de pesquisas mostrando que os programas de mente-corpo, quer se trate de ioga, meditação ou de grupos de apoio, podem ser muito úteis para ajudar a controlar os efeitos colaterais da doença e de alguns dos tratamentos ocidentais. Entre os maiores benefícios está a redução do estresse. Há algumas indicações de pesquisas de que esses tipos de programas realmente têm uma influência positiva sobre os indicadores biológicos, tais como os hormônios do estresse

A acupuntura é hoje uma terapia popular e eficaz para muitos pacientes com câncer. Para muitas mulheres, a acupuntura – além de ajudar com os efeitos colaterais da quimioterapia e da radiação, como náuseas, fadiga e movimentos intestinais irregulares - pode ainda fornecer serenidade para a mente, que já está estressada pelo dia-a-dia.

Algumas terapias mente-corpo incluem o que é chamado de imaginação guiada. Nesta técnica de tratamento complementar, a imaginação dirigida pode se fixar em uma série de formas e situações diferentes a serem vivenciadas no plano mental pelo paciente a fim de induzi-lo a entrar em um estado sensorial relaxado, através da evocação de locais, situações e sensações  agradáveis anteriormente experimentadas. Um clima confortável, uma paisagem ... talvez um lugar da infância. A parte mais importante é que a técnica envolve todos os sentidos e relaxa.

Os efeitos calmantes do corpo-mente e das terapias de movimento também podem a lidar com o que casualmente é referido como "quimio-cérebro", um sintoma da quimioterapia que envolve o cérebro de um paciente em uma espécie de neblina, diminuindo as funções cognitivas e causando dificuldade de concentração para executar tarefas simples ou simplesmente lembrar de palavras, nomes e datas.

Embora muitas pessoas possam ser céticas sobre os benefícios dos remédios naturais e não-ocidentais, a maioria dos médicos recomendam aos pacientes que se envolvam em tratamentos complementares para ajudar a lidar com os encargos biológicas e emocionais do câncer de mama.

E acho que esses tratamentos podem ser estendidos a todos os tipos de câncer e a outras enfermidades.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

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Novo tratamento contra câncer de mama limita radioterapia a uma sessão.


Espécie de 'bola de gude' é introduzida onde havia tumor e emite radiação.
Resultados de teste, realizado por dez anos, serão apresentados em junho.

Um tratamento pioneiro para o câncer de mama, que permite reduzir a radioterapia a uma sessão de meia hora, está dando bons resultados nos testes com pacientes, indicam médicos do University College de Londres.

A terapia, utilizada após a extração do tumor em casos nos quais o câncer não está em fase avançada, mata as células cancerígenas que podem ficar com uma emissão concentrada de radiação.

Atualmente, as mulheres com câncer de mama se submetem a cinco sessões de radioterapia que duram por volta de seis semanas depois da cirurgia, que conserva a maior parte do peito, ao contrário da mastectomia.

Os médicos confiam que, assim que forem publicados os resultados dos testes no final deste ano, seja possível oferecer um só tratamento de radiação (conhecido pela sigla em inglês como IORT). É o que ressalta a equipe de pesquisadores liderada pelo oncologista Michael Baum, cujos estudos são publicados nesta segunda-feira (29) pelo jornal "The Times".

O procedimento consiste na introdução de um aparelho esférico - do tamanho de uma bola de gude - na área onde estava o tumor, por meio da incisão criada durante a operação. O aparelho propaga uma dose constante de radiação ao redor do leito tumoral, de acordo com os médicos.

Segundo o "The Times", os resultados do teste, que levou dez anos, serão apresentados em junho na conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago (EUA).

Os pesquisadores esperam mostrar que o IORT é seguro e efetivo como as sessões convencionais de radioterapia. Até o momento, na terceira fase dos testes clínicos participaram 77 pacientes no Reino Unido, Alemanha e Austrália.

Dessas mulheres, apenas duas - de idade média de 66 anos - voltaram a ter câncer de mama no mesmo local.

O oncologista afirmou que o aparelho custa em torno de 300 mil libras (mais de R$ 800 mil) e é portátil. Por isso, seu acesso pode ser oferecido a mulheres que vivem longe das unidades de radioterapia, sobretudo no mundo em desenvolvimento.