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domingo, 21 de novembro de 2010
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Relação médico-paciente V
Postado por
daniel
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
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A partir de que idade as mulheres devem começar a fazer mamografia?
A confusão começou
quando um painel de especialistas em prevenção que faz recomendações ao governo
americano divulgou uma nova diretriz. Segundo o grupo, mulheres que não
pertencem ao grupo de risco (sem histórico familiar de câncer de mama,
exposição repetida à radiação ou mutação genética específica) devem começar a
fazer mamografia a partir dos 50 anos e repeti-la a cada dois anos. A
recomendação atual é fazer o exame anualmente a partir dos 40.
A partir de que
idade as mulheres devem começar a fazer mamografia? Aos 40 ou aos 50? Essa é
uma das grandes controvérsias recentes da medicina. Na última década, foram
divulgados vários estudos e recomendações conflitantes. Nos últimos dias, a
discussão recomeçou. Os especialistas debateram. E, como sempre, as mulheres
ficaram sem saber em quem acreditar.
O painel concluiu
que nos Estados Unidos há excesso de exames. Isso significa desperdício de
dinheiro e pouco benefício. Os especialistas reconhecem que a mamografia salva
vidas de mulheres na faixa dos 40 anos. Mas, nesse grupo etário, o
custo-benefício é pouco favorável. Nos Estados Unidos, uma morte é evitada a
cada 1.904 mulheres que fazem mamografia dos 40 aos 49 anos. O resultado é um
pouco melhor no grupo de 50 a 59 anos: uma morte é evitada a cada 1.339 pacientes.
O benefício se torna inequívoco na faixa de 60 a 69 anos: uma morte é evitada a
cada 377 pacientes submetidas ao exame.
A mudança proposta
nos Estados Unidos visa combater o excesso de exames, biópsias e
tratamento desnecessários. A justificativa: quando o exame aponta algum sinal
suspeito de tumor maligno, o médico pede uma biópsia. Muitas mulheres sofrem o
desconforto e o stress de se submeter ao procedimento quando na verdade não têm
câncer.
Em outros casos, o
câncer é confirmado. A mulher enfrenta um tratamento agressivo (quimioterapia e
radioterapia) para conter a doença. Acontece que alguns tumores crescem tão
lentamente que – mesmo sem serem combatidos – não matam. Ou seja: a
mulher morre de outra causa antes que o tumor tenha tempo de causar danos.
Tudo isso pode
realmente ocorrer. Mas o que você prefere? Fazer mamografia a partir dos 40
anos e correr o risco de enfrentar uma biópsia desnecessária ou deixar para
fazer o exame apenas depois dos 50 e perder a chance de descobrir o câncer numa
fase inicial?
O hospital
recomenda que as mulheres façam a primeira mamografia entre os 35 e os 40 anos,
apenas para servir de comparação no futuro. Depois dos 40, o exame deve ser
anual. Graças à detecção precoce e ao tratamento adequado, o hospital consegue
curar 78% das pacientes.
O acesso à
mamografia é muito irregular no país. A cobertura de mamografia (índice de
mulheres que conseguem fazer o exame em relação ao universo que deveria ser
atendido) nos Estados brasileiros varia de 23% a 60%, segundo a Federação
Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).
Desde 2003, o
Instituto Nacional do Câncer recomenda que o exame seja feito a partir dos 50
anos. Mas uma lei sancionada pelo presidente Lula no ano passado garante que
toda mulher a partir de 40 anos possa fazer uma mamografia a cada ano pelo SUS.
A verdade é que o
Brasil não consegue oferecer o exame a todas as mulheres a partir dos 40 anos.
E sequer a todas as mulheres a partir de 50 anos. Não faz sentido, neste
momento, importar as restrições americanas ao exame. Até porque a questão está
longe de atingir um consenso nos Estados Unidos. A Sociedade Americana de
Câncer, por exemplo, informa que vai continuar recomendando que o exame seja
feito anualmente a partir dos 40 anos.
Os críticos do
painel de especialistas americanos dizem que a decisão pode ter sido influenciada
por razões econômicas no momento em que o governo Obama discute a reforma da
saúde nos Estados Unidos e gastos precisam ser cortados. Em alguns momentos da
história recente, o debate sobre mamografia misturou ciência e política, como
lembra o jornal The
Washington Post.
A polêmica
americana tem pouco a ver com o Brasil. Se você tem acesso a mamografia, faça o
exame anualmente a partir dos 40 anos. Encare esse fato como um privilégio
porque, infelizmente, muitas brasileiras não têm essa oportunidade. Quando o
tumor é descoberto já está tão grande que a mamografia se torna desnecessária.
Das cerca de 50 mil brasileiras que receberão o dignóstico de câncer de mama
neste ano, 25% não sobreviverão. Qual a razão de tantas mortes? Há várias. Uma
delas é que o Brasil tem falta de mamografia – não excesso.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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Dez motivos para consumir orgânicos.
Recentemente,
após um almoço em casa, servi um café orgânico e alguém me perguntou sobre as
vantagens desse tipo de produto natural. Pra mim, a resposta a essa pergunta é
até algo intuitiva. Apesar de muita gente já ter ouvido falar dos
orgânicos, a maioria ainda tem muitas dúvidas sobre esse tipo de produto e
confunde com hidropônicos (aqueles cultivados em água com adubos artificiais
solúveis) e até com transgênicos (modificados por técnicas de engenharia
genética). E ainda é comum confundir alimentação orgânica com dietas
restritivas, como a vegetariana e a macrobiótica, ou com a ingestão de produtos
sem açúcar, lactose ou glúten. Então, aqui está uma relação altamente
convincente de bons argumentos para se consumir os produtos orgânicos, (retirados
do site Ambiente
Brasil), mais ainda quando se tem criança em casa. Bon apetit
e...santé.
1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão
de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos têm demonstrado que os agrotóxicos
são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos
podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais,
problemas neurológicos e até câncer.
2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos
ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor
nutritivo.
3. Alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e
aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos
químicos que possam alterá-los.
4. Protege futuras gerações de contaminação
química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos
afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica
exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como
base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.
5. Evita a erosão do solo. Através das técnicas
orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem,
etc., o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano.
6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos
utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e
poluem rios e lagos.
7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida
animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza,
criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do
estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.
8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria,
a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que têm na terra a
sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo
orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.
9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa
os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a
incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o
procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo
como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa
mecanização que a caracteriza.
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade
do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é
fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos
certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de
alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. O Selo de
Certificação é a garantia do consumidor de estar adquirindo produtos mais
saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.
O governo definiu em dezembro de 2008, por meio do
Decreto 6.323, os critérios para
funcionamento do sistema de produção e comercialização de produtos orgânicos, estabelecendo
regras para a produção, armazenamento, rotulagem, transporte, certificação,
comercialização e fiscalização desses produtos. De acordo com informações do
Ministério da Agricultura, 15 mil produtores trabalham com orgânicos no País,
numa área estimada em 800 mil hectares.
Esse é um movimento muito interessante, originado na Europa, de retorno aos hábitos alimentares saudáveis que vigoravam antes da era da industrialização dos alimentos, que começou a se consolidar como alternativa social de consumo consciente há cerca de dez anos, justamente no período em que morei no sul da França e podia freqüentar as feiras organizadas por pequenos produtores rurais que se reuniam para comercializar seus produtos orgânicos. Hoje, quase toda a produção orgânica está controlada por empresas certificadoras.
Esse é um movimento muito interessante, originado na Europa, de retorno aos hábitos alimentares saudáveis que vigoravam antes da era da industrialização dos alimentos, que começou a se consolidar como alternativa social de consumo consciente há cerca de dez anos, justamente no período em que morei no sul da França e podia freqüentar as feiras organizadas por pequenos produtores rurais que se reuniam para comercializar seus produtos orgânicos. Hoje, quase toda a produção orgânica está controlada por empresas certificadoras.
O alimento industrializado -
quer seja de origem vegetal ou animal -, passa por todo um processo de
manipulação laboratorial na fase de produção de matrizes e de sementes
geneticamente modificadas, e agrícola, na fase de cultivo anabolizado com
fertilizantes sintéticos e controle de pragas utilizando pesticidas altamente
tóxicos, prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Depois, na industrialização
propriamente dita, entram os conservantes, os corantes, os aromatizantes e toda
aquela parafernália de químicos, a maioria dos quais de ação carcinogênica já
devidamente comprovada.
No produto orgânico não são
usados pesticidas, sementes geneticamente modificadas ou fertilizantes
sintéticos, o sistema de cultivo observa as leis da Natureza e todo o manejo
agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos
recursos naturais. Em sua maioria, a produção orgânica provem de pequenos
núcleos familiares que tiram da terra o seu sustento, conservando o solo fértil
e garantindo a sobrevivência de sua família, desestimulando o êxodo rural e
fortalecendo o vínculo do homem à terra.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
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Fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos no Brasil
Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta segunda-feira, teve
como alvo o público feminino. As mulheres são o principal alvo da indústria do
tabaco.
O Dia Mundial sem Tabaco deste ano,
comemorado nesta segunda-feira, 31, teve como alvo as mulheres. O tema de 2010,
escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é "Gênero e tabaco, com
ênfase no marketing para as mulheres". No Brasil, segundo dados do
Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65
anos são causadas pelo consumo de tabaco.
O objetivo da campanha é alertar
sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público
feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo
com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.
Segundo a OMS, o cigarro mata por ano
mais de 5 milhões de pessoas - entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não
forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais
de 8 milhões de pessoas até 2030, das quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior
incidência será entre a parcela de baixa renda.
Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de
fumantes - entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o
tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres
fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em
2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria
com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo.
Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.
Nesta segunda-feira,
31, foi aberta na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição
"Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as
Pessoas". Foram apresentadas peças publicitárias impressas e filmes
comerciais das marcas de cigarro veiculados entre as décadas de 1920 e 1950 nos
Estados Unidos.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
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A ação
foi motivada pela recusa da empresa em fornecer medicamentos orais. Os
advogados da Amil alegaram que a operadora só tinha obrigação legal de garantir
o tratamento quimioterápico no hospital.
Justiça manda Amil oferecer quimioterapia em casa.
A juíza
Inês da Trindade Chaves de Melo, da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro,
determinou que a Amil oferecesse cobertura total aos seus clientes para
tratamento quimioterápico contra câncer, incluindo medicamentos orais, mesmo
fora de unidades hospitalares. A decisão tem caráter liminar e atende ao
pedido do Ministério Público Estadual.
A Amil informou que vai recorrer, mas ressaltou que "tem como regra cumprir todas as determinações da Justiça".
A Amil informou que vai recorrer, mas ressaltou que "tem como regra cumprir todas as determinações da Justiça".
"Não se trata de mero fornecimento domiciliar
de remédios, mas de uma etapa integrante de todo o tratamento do paciente, que
assim se beneficia com a redução do tempo passado no hospital e tem, na
melhoria da qualidade de vida, conforme relatam vários textos médicos, maior
chance de sucesso no processo de reversão da enfermidade", escreveu a
juíza em sua sentença. Ela determinou que a Amil pagasse multa diária de R$ 50
mil caso descumpra a liminar.
O
advogado Raul Peris, membro do conselho científico da Associação Brasileira do
Câncer, comemorou. "Já existem inúmeras ações judiciais individuais, mas
uma decisão que beneficie toda a carteira de clientes de um plano, acredito que
seja inédita", disse.
"A
ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) já estabelece a cobertura da
quimioterapia como um todo. Os planos se valem do fato de que a quimioterapia
oral – que oferece a comodidade de poder ser feita em casa - não foi
especificada e se apegam a cláusulas que excluem medicamentos para não fornecer
a quimioterapia em comprimidos. É um subterfúgio das operadoras." As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Estado do Ceará deve fornecer medicamento para
câncer indisponível no SUS.
A Justiça Federal acatou no
último dia 10 de março, pedido do MPF-CE (Ministério Público Federal no Ceará)
e determinou à União e ao Governo do Estado que providenciem, no prazo de até
24 horas, o fornecimento do medicamento Trastuzumabe a uma paciente com câncer,
durante todo o tratamento.
Em caso de descumprimento
da decisão, os citados estão sujeitos ao pagamento de multa no valor de R$
5.000 por dia de atraso no fornecimento do medicamento, para cada um. O juiz
federal Bruno Leonardo Câmara Carrá foi o responsável pela decisão.
O procurador da
República em Juazeiro do Norte, Rafael Ribeiro Rayol, que já havia recomendado
à União e ao Governo do Estado a viabilização do tratamento à paciente, diante
da ausência de providências nesse sentido decidiu propor ação civil pública com
pedido de tutela antecipada (liminar) para a defesa da vida da paciente,
conforme prevê a Constituição Federal.
Apesar de o
Trastuzumabe não ser fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), restou
comprovado, por meio de dados repassados pelo Centro de Oncologia do Cariri do
Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, que o medicamento aumenta a
sobrevida do paciente.
Segundo consta na
ação levada à Justiça, o MPF também considerou o grave estado em que se
encontra a paciente e a orientação passada pelo médico que a assiste, cujo
parecer defende a aplicação da quimioterapia convencional com a utilização do
medicamento requisitado.
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daniel
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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Uh-lá-lá! Voltar ao trabalho é voltar a trabalhar?
Claro! Mas as coisas não são assim tão evidentes. Em 25 anos de job eu nunca havia tirado uma licença, não que me lembre. Nem por uma semana. Nem sou viciado em trabalho. Mas tenho que me readaptar.
Fiquei desde agosto em uma órbita improdutiva, compulsória, esperando o próximo ciclo de químio e o tempo passar rápido para que eu pudesse retomar logo minha vidinha, aquela rotina que sempre achei medíocre, da qual eu reclamava tanto e que só comecei a valorizar depois que perdi.
Retornei segunda-feira ao trabalho. Cara, as pessoas (e seus olhos, claro) estão por todos os lugares! Elevador do prédio onde moro, recepção. Olhos nos carros que passam...
Reencontro de colegas, alguns amigos. Festa dos olhos interrogativos, curiosos, indiscretos, hesitantes. Simpáticos, negros, profundos, desdenhadores, frios, sorridentes. Os que encaram, penalizados, culpados, calorosos, pressurosos, piedosos. Os que se escondem indecisos. Surpresos, arregalados, brilhantes, úmidos, castanhos...
Ah... Os olhos! Bem, é claro, tem todo o resto da anatomia humana... Mas os olhos, (puta merda!) os olhos são diferentes, têm vida própria, eles traem, avisam, apóiam, criticam, desprezam, fecham (simplesmente, às vezes prá sempre), indicam o caminho ou induzem ao erro por encantamento. Os melhores cúmplices que se pode ter!
“... desculpe-me a curiosidade, mas... só os da cabeça... caem...? – E eu, evitando os olhos - Ainda estou parece uma banana descascada, cai tudo, Chiquinha...
Entro na sala do escritório, ligo o PC e a loirinha no desktop continua me olhando nos olhos e dizendo, eternamente solícita, “I know how you must feel, Daniel...”, do seu balão de HQ. Parece até que tudo ficou parado no tempo, em suspensão, esperando por um novo ciclo de vida. Só parece, não se preocupem, eu sei... .
Diferente de voltar das férias, aos poucos saio do estupor pós-inércia e tento reinicialisar o cérebro, espiritualmente mais leve. Tomo um café. Sinto-me mais ligado. A vida tá aí. É como sair de um transe.
Nunca antes pensei que perguntaria, mas, por gentileza, cadê a minha rotina?
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