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sexta-feira, 9 de julho de 2010

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A partir de que idade as mulheres devem começar a fazer mamografia?


A confusão começou quando um painel de especialistas em prevenção que faz recomendações ao governo americano divulgou uma nova diretriz. Segundo o grupo, mulheres que não pertencem ao grupo de risco (sem histórico familiar de câncer de mama, exposição repetida à radiação ou mutação genética específica) devem começar a fazer mamografia a partir dos 50 anos e repeti-la a cada dois anos. A recomendação atual é fazer o exame anualmente a partir dos 40.
A partir de que idade as mulheres devem começar a fazer mamografia? Aos 40 ou aos 50? Essa é uma das grandes controvérsias recentes da medicina. Na última década, foram divulgados vários estudos e recomendações conflitantes. Nos últimos dias, a discussão recomeçou. Os especialistas debateram. E, como sempre, as mulheres ficaram sem saber em quem acreditar.
O painel concluiu que nos Estados Unidos há excesso de exames. Isso significa desperdício de dinheiro e pouco benefício. Os especialistas reconhecem que a mamografia salva vidas de mulheres na faixa dos 40 anos. Mas, nesse grupo etário, o custo-benefício é pouco favorável. Nos Estados Unidos, uma morte é evitada a cada 1.904 mulheres que fazem mamografia dos 40 aos 49 anos. O resultado é um pouco melhor no grupo de 50 a 59 anos: uma morte é evitada a cada 1.339 pacientes. O benefício se torna inequívoco na faixa de 60 a 69 anos: uma morte é evitada a cada 377 pacientes submetidas ao exame.
A mudança proposta nos Estados Unidos visa combater o excesso de exames, biópsias e tratamento desnecessários. A justificativa: quando o exame aponta algum sinal suspeito de tumor maligno, o médico pede uma biópsia. Muitas mulheres sofrem o desconforto e o stress de se submeter ao procedimento quando na verdade não têm câncer.
Em outros casos, o câncer é confirmado. A mulher enfrenta um tratamento agressivo (quimioterapia e radioterapia) para conter a doença. Acontece que alguns tumores crescem tão lentamente que – mesmo sem serem combatidos – não matam. Ou seja: a mulher morre de outra causa antes que o tumor tenha tempo de causar danos.
Tudo isso pode realmente ocorrer. Mas o que você prefere? Fazer mamografia a partir dos 40 anos e correr o risco de enfrentar uma biópsia desnecessária ou deixar para fazer o exame apenas depois dos 50 e perder a chance de descobrir o câncer numa fase inicial?
O hospital recomenda que as mulheres façam a primeira mamografia entre os 35 e os 40 anos, apenas para servir de comparação no futuro. Depois dos 40, o exame deve ser anual. Graças à detecção precoce e ao tratamento adequado, o hospital consegue curar 78% das pacientes.
O acesso à mamografia é muito irregular no país. A cobertura de mamografia (índice de mulheres que conseguem fazer o exame em relação ao universo que deveria ser atendido) nos Estados brasileiros varia de 23% a 60%, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).
Desde 2003, o Instituto Nacional do Câncer recomenda que o exame seja feito a partir dos 50 anos. Mas uma lei sancionada pelo presidente Lula no ano passado garante que toda mulher a partir de 40 anos possa fazer uma mamografia a cada ano pelo SUS.
A verdade é que o Brasil não consegue oferecer o exame a todas as mulheres a partir dos 40 anos. E sequer a todas as mulheres a partir de 50 anos. Não faz sentido, neste momento, importar as restrições americanas ao exame. Até porque a questão está longe de atingir um consenso nos Estados Unidos. A Sociedade Americana de Câncer, por exemplo, informa que vai continuar recomendando que o exame seja feito anualmente a partir dos 40 anos.
Os críticos do painel de especialistas americanos dizem que a decisão pode ter sido influenciada por razões econômicas no momento em que o governo Obama discute a reforma da saúde nos Estados Unidos e gastos precisam ser cortados. Em alguns momentos da história recente, o debate sobre mamografia misturou ciência e política, como lembra o jornal The Washington Post.
A polêmica americana tem pouco a ver com o Brasil. Se você tem acesso a mamografia, faça o exame anualmente a partir dos 40 anos. Encare esse fato como um privilégio porque, infelizmente, muitas brasileiras não têm essa oportunidade. Quando o tumor é descoberto já está tão grande que a mamografia se torna desnecessária. Das cerca de 50 mil brasileiras que receberão o dignóstico de câncer de mama neste ano, 25% não sobreviverão. Qual a razão de tantas mortes? Há várias. Uma delas é que o Brasil tem falta de mamografia – não excesso.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

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Dez motivos para consumir orgânicos.


Recentemente, após um almoço em casa, servi um café orgânico e alguém me perguntou sobre as vantagens desse tipo de produto natural. Pra mim, a resposta a essa pergunta é até algo intuitiva. Apesar de muita gente já ter ouvido falar dos orgânicos, a maioria ainda tem muitas dúvidas sobre esse tipo de produto e confunde com hidropônicos (aqueles cultivados em água com adubos artificiais solúveis) e até com transgênicos (modificados por técnicas de engenharia genética). E ainda é comum confundir alimentação orgânica com dietas restritivas, como a vegetariana e a macrobiótica, ou com a ingestão de produtos sem açúcar, lactose ou glúten. Então, aqui está uma relação altamente convincente de bons argumentos para se consumir os produtos orgânicos, (retirados do site Ambiente Brasil), mais ainda quando se tem criança em casa. Bon apetit e...santé.

1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos têm demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.
2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo.
3. Alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.
4. Protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.
5. Evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano.
6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e lagos.
7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.
8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que têm na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.
9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de estar adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.
Ambiente Brasil
O governo definiu em dezembro de 2008, por meio do Decreto 6.323, os critérios para funcionamento do sistema de produção e comercialização de produtos orgânicos, estabelecendo regras para a produção, armazenamento, rotulagem, transporte, certificação, comercialização e fiscalização desses produtos. De acordo com informações do Ministério da Agricultura, 15 mil produtores trabalham com orgânicos no País, numa área estimada em 800 mil hectares. 

Esse é um movimento muito interessante, originado na Europa, de retorno aos hábitos alimentares saudáveis que vigoravam antes da era da industrialização dos alimentos, que começou a se consolidar como alternativa social de consumo consciente há cerca de dez anos, justamente no período em que morei no sul da França e podia freqüentar as feiras organizadas por pequenos produtores rurais que se reuniam para comercializar seus produtos orgânicos. Hoje, quase toda a produção orgânica está controlada por empresas certificadoras.
O alimento industrializado - quer seja de origem vegetal ou animal -, passa por todo um processo de manipulação laboratorial na fase de produção de matrizes e de sementes geneticamente modificadas, e agrícola, na fase de cultivo anabolizado com fertilizantes sintéticos e controle de pragas utilizando pesticidas altamente tóxicos, prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Depois, na industrialização propriamente dita, entram os conservantes, os corantes, os aromatizantes e toda aquela parafernália de químicos, a maioria dos quais de ação carcinogênica já devidamente comprovada.
No produto orgânico não são usados pesticidas, sementes geneticamente modificadas ou fertilizantes sintéticos, o sistema de cultivo observa as leis da Natureza e todo o manejo agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais. Em sua maioria, a produção orgânica provem de pequenos núcleos familiares que tiram da terra o seu sustento, conservando o solo fértil e garantindo a sobrevivência de sua família, desestimulando o êxodo rural e fortalecendo o vínculo do homem à terra.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

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Fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos no Brasil


Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta segunda-feira, teve como alvo o público feminino. As mulheres são o principal alvo da indústria do tabaco.
O Dia Mundial sem Tabaco deste ano, comemorado nesta segunda-feira, 31, teve como alvo as mulheres. O tema de 2010, escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é "Gênero e tabaco, com ênfase no marketing para as mulheres". No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.
O objetivo da campanha é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.
Segundo a OMS, o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas - entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas até 2030, das quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior incidência será entre a parcela de baixa renda.
Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de fumantes - entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo. Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.
Nesta segunda-feira, 31, foi aberta na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição "Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas". Foram apresentadas peças publicitárias impressas e filmes comerciais das marcas de cigarro veiculados entre as décadas de 1920 e 1950 nos Estados Unidos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

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Justiça manda Amil oferecer quimioterapia em casa.


A juíza Inês da Trindade Chaves de Melo, da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou que a Amil oferecesse cobertura total aos seus clientes para tratamento quimioterápico contra câncer, incluindo medicamentos orais, mesmo fora de unidades hospitalares. A decisão tem caráter liminar e atende ao pedido do Ministério Público Estadual. 
A Amil informou que vai recorrer, mas ressaltou que "tem como regra cumprir todas as determinações da Justiça".
A ação foi motivada pela recusa da empresa em fornecer medicamentos orais. Os advogados da Amil alegaram que a operadora só tinha obrigação legal de garantir o tratamento quimioterápico no hospital. 
"Não se trata de mero fornecimento domiciliar de remédios, mas de uma etapa integrante de todo o tratamento do paciente, que assim se beneficia com a redução do tempo passado no hospital e tem, na melhoria da qualidade de vida, conforme relatam vários textos médicos, maior chance de sucesso no processo de reversão da enfermidade", escreveu a juíza em sua sentença. Ela determinou que a Amil pagasse multa diária de R$ 50 mil caso descumpra a liminar. 
O advogado Raul Peris, membro do conselho científico da Associação Brasileira do Câncer, comemorou. "Já existem inúmeras ações judiciais individuais, mas uma decisão que beneficie toda a carteira de clientes de um plano, acredito que seja inédita", disse.
"A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) já estabelece a cobertura da quimioterapia como um todo. Os planos se valem do fato de que a quimioterapia oral – que oferece a comodidade de poder ser feita em casa - não foi especificada e se apegam a cláusulas que excluem medicamentos para não fornecer a quimioterapia em comprimidos. É um subterfúgio das operadoras." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Estado do Ceará deve fornecer medicamento para câncer indisponível no SUS.

A Justiça Federal acatou no último dia 10 de março, pedido do MPF-CE (Ministério Público Federal no Ceará) e determinou à União e ao Governo do Estado que providenciem, no prazo de até 24 horas, o fornecimento do medicamento Trastuzumabe a uma paciente com câncer, durante todo o tratamento.

Em caso de descumprimento da decisão, os citados estão sujeitos ao pagamento de multa no valor de R$ 5.000 por dia de atraso no fornecimento do medicamento, para cada um. O juiz federal Bruno Leonardo Câmara Carrá foi o responsável pela decisão.

O procurador da República em Juazeiro do Norte, Rafael Ribeiro Rayol, que já havia recomendado à União e ao Governo do Estado a viabilização do tratamento à paciente, diante da ausência de providências nesse sentido decidiu propor ação civil pública com pedido de tutela antecipada (liminar) para a defesa da vida da paciente, conforme prevê a Constituição Federal.

Apesar de o Trastuzumabe não ser fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), restou comprovado, por meio de dados repassados pelo Centro de Oncologia do Cariri do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, que o medicamento aumenta a sobrevida do paciente.

Segundo consta na ação levada à Justiça, o MPF também considerou o grave estado em que se encontra a paciente e a orientação passada pelo médico que a assiste, cujo parecer defende a aplicação da quimioterapia convencional com a utilização do medicamento requisitado.
 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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Uh-lá-lá! Voltar ao trabalho é voltar a trabalhar?

Claro! Mas as coisas não são assim tão evidentes. Em 25 anos de job eu nunca havia tirado uma licença, não que me lembre. Nem por uma semana. Nem sou viciado em trabalho. Mas tenho que me readaptar.

Fiquei desde agosto em uma órbita improdutiva, compulsória, esperando o próximo ciclo de químio e o tempo passar rápido para que eu pudesse retomar logo minha vidinha, aquela rotina que sempre achei medíocre, da qual eu reclamava tanto e que só comecei a valorizar depois que perdi.

Retornei segunda-feira ao trabalho. Cara, as pessoas (e seus olhos, claro) estão por todos os lugares! Elevador do prédio onde moro, recepção. Olhos nos carros que passam...

Reencontro de colegas, alguns amigos. Festa dos olhos interrogativos, curiosos, indiscretos, hesitantes. Simpáticos, negros, profundos, desdenhadores, frios, sorridentes. Os que encaram, penalizados, culpados, calorosos, pressurosos, piedosos. Os que se escondem indecisos. Surpresos, arregalados, brilhantes, úmidos, castanhos...
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Ah... Os olhos! Bem, é claro, tem todo o resto da anatomia humana... Mas os olhos, (puta merda!) os olhos são diferentes, têm vida própria, eles traem, avisam, apóiam, criticam, desprezam, fecham (simplesmente, às vezes prá sempre), indicam o caminho ou induzem ao erro por encantamento. Os melhores cúmplices que se pode ter!
“... desculpe-me a curiosidade, mas... só os da cabeça... caem...? – E eu, evitando os olhos - Ainda estou parece uma banana descascada, cai tudo, Chiquinha...

Entro na sala do escritório, ligo o PC e a loirinha no desktop continua me olhando nos olhos e dizendo, eternamente solícita, “I know how you must feel, Daniel...”, do seu balão de HQ. Parece até que tudo ficou parado no tempo, em suspensão, esperando por um novo ciclo de vida. Só parece, não se preocupem, eu sei... .
job

Diferente de voltar das férias,  aos poucos saio do estupor pós-inércia e tento reinicialisar o  cérebro, espiritualmente mais leve. Tomo um café. Sinto-me mais ligado. A vida tá aí. É como  sair de um transe.

Nunca antes pensei que perguntaria, mas, por gentileza, cadê a minha rotina?