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sábado, 17 de abril de 2010

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Pela primeira vez nanossensores detectam sinais de câncer no sangue.

Pesquisadoes da Universidade de Yale, nos EUA, construíram nanossensores capazes de detectar biomarcadores de câncer em uma amostra real de sangue, um feito que poderá simplificar dramaticamente o diagnóstico de tumores e de outras doenças.
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O feito foi possível graças à união dos sensores construídos pela nanotecnologia com os biochips, pequenos laboratórios de análises clínicas que cabem na palma da mão, construídos com a mesma tecnologia usada na fabricação dos processadores de computador.

A equipe liderada pelos doutores Mark Reed e Tarek Fahmy usou sensores construídos com nanofíos – milhares de vezes mais finos do que um fio de cabelo humano – para detectar e medir as concentrações de dois biomarcadores específicos: um, para o câncer de próstata, e, outro, para o de mama.

“Os nanossensores vêm sendo desenvolvidos ao longo dos últimos 10 anos, mas até agora eles só funcionavam em condições controladas de laboratório”, disse Reed. “Esta é a primeira vez que alguém consegue usá-los para analisar uma amostra de sangue pura, uma complexa solução de proteínas e íons e outros compostos que afetam a detecção.

Para superar o desafio de trazer os nanossensores para a prática, os pesquisadores desenvolveram um novo dispositivo que funciona como um filtro que captura os biomarcadores que estão sendo procurados, retirando-os do sangue e direcionando-os para o interior de um biochip, onde são instalados os nanossensores.

O acúmulo de antígenos específicos para o câncer de próstata e para o câncer de mama no interior do biochip permite sua detecção pelos sensores de nanofíos em concentrações extremamente baixas – da ordem de picogramas por mililitro – com 10% de precisão. Esta sensibilidade equivale a detectar a concentração de um único grão de sal dissolvido em uma piscina olímpica.

Atualmente, os métodos de detecção só são capazes de indicar se um determinado biomarcador está presente ou não no sangue quando ele atinge concentrações suficientemente elevadas para que o equipamento de detecção faça estimativas confiáveis da sua presença. “Este novo método é muito mais preciso e muito menos dependente da interpretação do operador do equipamento, diz Fahmy.

Além disso, os testes atuais também são muito trabalhosos, pois exigem a coleta de uma amostra de sangue, que é enviada a um laboratório onde será centrifugada para separar seus diferentes componentes, isolando o plasma. Então, o plasma é submetido a uma análise clínica com horas de duração, podendo o processo todo ocupar vários dias.

O novo processo é capaz de fazer este trabalho em poucos minutos. “Os médicos poderiam ter estes pequenos aparelhos portáteis em seus consultórios e obter lituras quase instantâneas”, diz Fahmy.

“Nós trouxemos o poder da microeletrônica moderna para a detecção do câncer”, conclui o Dr. Reed, e acrescenta: “Não vejo empecilhos para que a nova tecnologia chegue logo aos consultórios.

sábado, 10 de abril de 2010

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Australiano com sangue raro já salvou 2,2 milhões de bebês

James Harrison O Plasma sanguíneo de James Harrison é usado em vacina.
Em mais de uma década, ele fez 984 doações de sangue.
James Harrison ficou conhecido como 'o homem com o braço de ouro'.

O australiano James Harrison, dono de um tipo sanguíneo raro, já salvou a vida de 2,2 milhões de recém-nascidos, incluindo a do próprio neto.

Seu plasma sanguíneo é usado na criação de uma vacina aplicada em mães para evitar que seus bebês sofram da doença de Rhesus, também conhecida como doença hemolítica ou eritroblastose fetal.

A doença causa incompatibilidade entre o feto e a mãe. A doença acontece quando o sangue da mãe é Rh- e, o do bebê é Rh+. Após uma primeira gravidez nestas condições ou após ter recebido uma transfusão contendo sangue Rh+, a mãe cria anticorpos que passam a atacar o sangue do bebê.

Vacina Anti-D previne a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh-positivos em pessoas Rh-negativas
O sangue de Harrison, de 74 anos, no entanto, é capaz de tratar essa condição mesmo depois do nascimento da criança, prevenindo a doença.

Após as primeiras doações à Cruz Vermelha australiana, descobriu-se a qualidade especial do sangue de Harrison. Foi quando ele ganhou o apelido de "o homem com o braço de ouro".

"Nunca pensei em parar de doar", disse Harrison à mídia local. Em mais de uma década, ele fez 984 doações de sangue e deve chegar a de número mil ainda nesse ano.

Harrison se tornou voluntário de pesquisas e testes que resultaram no desenvolvimento de uma vacina conhecida como Anti-D, que previne a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh-positivos em pessoas Rh-negativas.

Antes da vacina Anti-D, Rhesus era a causa de morte e de danos cerebrais de milhares de recém-nascidos na Austrália.

Aos 14 anos de idade, Harrison teve de passar por uma cirurgia no peito e precisou de quase 14 litros de sangue para sobreviver. A experiência foi o que o levou, ao completar 18 anos de idade, a passar a doar com constância o próprio sangue.

Seu sangue foi considerado tão especial que o australiano recebeu um seguro de vida no valor de um milhão de dólares australianos, o equivalente a R$ 1,8 milhão.
Da BBC