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quinta-feira, 31 de março de 2011

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Câncer de mama: uso prolongado de tamoxifeno reduz recidiva. Droga é mais eficaz se usada por ao menos cinco anos


Pacientes que enfrentaram o câncer de mama e foram tratados com a droga genérica tamoxifeno durante cinco anos têm menos chances de sofrer uma recidiva da doença do que aqueles medicados por apenas dois anos, concluiu estudo realizado por cientistas do Instituto do Câncer da Universidade Global de Londres. A pesquisa, publicada no Journal of Clinical Oncology, acompanhou 3.500 pacientes durante dez anos. Foi registrada reincidência do câncer em cerca de 40% dos pacientes que usaram o medicamento por cinco anos, ante o reaparecimento de 46% entre os que não usaram.

"Mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial recebem a prescrição do medicamento por cinco anos, mas sabemos que muitas suspendem a medicação depois de dois ou três anos", diz o pesquisador Allan Hackshaw. "Infelizmente nossos resultados sugerem que, ao fazer isso, elas aumentam as chances de voltar a ter a doença."

Utilizado há cerca de 30 anos, o tamoxifeno é amplamente indicado por especialistas como complemento à cirurgia e à quimioterapia. A droga é responsável por reduzir as chances de uma mulher desenvolver câncer de mama ao interferir na atividade do estrogênio no corpo.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o medicamento tem efeitos colaterais, como o aumento de risco de coágulos no sangue, do desenvolvimento de câncer uterino e de catarata. No entanto, os especialistas defendem que os benefícios da droga superam seus eventuais danos.

O câncer de mama mata por ano cerca de 500.00 pessoas em todo o mundo. Anualmente também são diagnosticados 1,3 milhão de casos da doença.

Além de diminuir as chances do retorno do câncer, o tamoxifeno, quando tomado durante cinco anos, também reduziu as chances de problemas cardíacos. Esse efeito foi mais forte em mulheres que enfrentaram o tumor entre 50 e 59 anos de idade. Nesse grupo, os riscos de doenças cardíacas caíram 35%.
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O uso desta droga deve ser avaliado muito seriamente, considerando a relação custo-benefício. É verdade que o tamoxifeno pode apresentar efeitos colaterais, alguns deles bastante sérios.
Entre mil mulheres de 52 anos, o medicamento poderia causar 21 casos adicionais de câncer endometrial - um câncer no revestimento uterino que é tipicamente tratável quando descoberto bem cedo.
Além disso, 21 mulheres desenvolveriam coágulos sanguineos, 31 teriam catarata e 12 desenvolveriam problemas sexuais.
Mais da metade das mulheres desenvolveria ainda sintomas hormonais, como ondas de calor, alterações na descarga vaginal ou menstruação irregular.

Isso é que é solidariedade!
Ann Cross, de 60 anos de idade, foi diagnosticada com a doença em 2000 e se submeteu a um extenso tratamento desde então. No ano passado, seu marido, Paul Cross, de 64 anos de idade, também foi diagnosticado como tendo câncer de mama depois de descobrir um caroço no peito.
Ela conta que foi um ''forte choque'' quando descobriu que seu marido também sofria de câncer de mama, ainda maior do que quando ela foi diagnosticada com a doença. ''Foi um choque. Provavelmente um choque maior, de certa forma, porque pareceu totalmente inesperado.''
Paul Cross afirma que quando descobriu ter um caroço no peito suspeitou que pudesse ser câncer, porque conhecera outro homem que tivera a mesma doença. ''Eu estava no chuveiro num certo dia e achei que havia um pequeno caroço no meu peito. Apalpei e vi que era do tamanho de uma ervilha.''
Algumas semanas após ter sido diagnosticado, ele se submeteu a uma mastectomia. Sua mulher, afirma, lhe deu forte apoio, após ter sido submetida à mesma operação,  ajudando-o no processo de recuperação. ''Depois da operação, Ann foi capaz de me contar algumas coisas sobre como eu iria me sentir.''
O casal tem participado de ações e eventos em prol de uma maior consciência sobre a doença, apoiando entidades que lutam contra o câncer de mama, na cidade britânica de Newcastle. Eles contam que participam desta maneira porque querem dar algo de volta, agora que os dois já superaram a doença.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

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Sobreviventes de câncer infantil têm risco de morte prematura.

A reaparição de tumores e os problemas circulatórios e respiratórios figuram entre os efeitos secundários de pacientes que superaram um câncer na infância, inclusive 25 anos após o diagnóstico, avança a Prensa Latina. As conclusões são de um estudo recente publicado no Journal of the American Medical Association, que incluiu 18 mil crianças diagnosticadas entre 1940 e 1991.

Os resultados mostram que um sobrevivente de câncer na infância tem uma mortalidade 11 vezes superior à da população geral, explicou Raoul Reulen, da Universidade de Birmingham. Ao longo dos anos, esse risco mantém-se três vezes superior à média.

Neste lapso, as recorrências do câncer só explicam 7% das mortes adicionais, enquanto que os segundos tumores, diferentes do diagnosticado na infância, e os problemas cardiovasculares correspondem a 77%, acrescentou.

Os cientistas de Birmingham aconselham um acompanhamento a longo prazo de quem teve um diagnóstico de câncer nos seus primeiros anos de vida. “Ainda que nem todos os pacientes precisem de um seguimento tão estrito, o importante é haver um controle à medida das suas necessidades” explicou o investigador. “Os nossos dados fornecem informação para reduzir o elevado número de mortes prematuras”, defendeu.

As melhorias nas técnicas de radioterapia e nos fármacos quimioterápicos fazem pensar que estas seqüelas serão menores a cada dia, sublinhou Raul Reulen no seu artigo.

Com uma incidência de 14 doentes a cada 100 mil crianças em países desenvolvidos, o câncer infantil aparece segundo os diferentes grupos de idade. As leucemias, os tumores do sistema nervoso e o linfoma não-Hodgkin encontram-se entre os mais freqüentes.