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quarta-feira, 20 de junho de 2012

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Nanopartículas inibem 100% metástase de linfoma em ratos


Pesquisadores espanhóis elaboraram um tratamento com nanopartículas que inibe 100% das metástases linfáticas em ratos com linfoma de manto (forma agressiva de linfoma não-Hodgkin), segundo resultado divulgado no último dia 7 pela equipe de estudos formada por cientistas da Universidade de Navarra em colaboração com o Centro de Pesquisa do Câncer de Salamanca.

O tratamento é feito com um remédio baseado em nanopartículas lipídicas carregadas com o fármaco antitumoral edelfosina, administrado de forma oral.

A pesquisa, publicada na revista Nanomedicine UK demonstra que essas nanopartículas são capazes de se acumular nos gânglios linfáticos e destruir seletivamente as células tumorais que lá se encontram e, além disso, tornam possível a liberação do fármaco antitumoral de maneira sustentada.

Este fato, unido à administração oral do remédio, evitaria, segundo a Universidade de Navarra, a hospitalização que a quimioterapia tradicional requer, já que neste caso o tratamento é feito por via intravenosa.

O estudo destaca que as nanopartículas são capazes de atacar as células doentes sem atingir as boas, ou seja, são fármacos seletivos e pouco tóxicos.

O grupo de pesquisa analisou a eficácia desses nano sistemas terapêuticos em ratos com linfoma do manto, uma doença atualmente incurável e cuja evolução é variável em cada paciente, embora a média de sobrevivência seja de três a quatro anos.

Os resultados do estudo indicam que uma administração de nanopartículas de edelfosina a cada quatro dias é tão eficaz como uma administração diária do fármaco sem nanopartículas para a redução do tamanho do linfoma de manto implantado em ratos, ressalta o centro.

No entanto, o resultado 'mais surpreendente' da pesquisa foi observado ao ser analisada a capacidade antimetastática das nanopartículas com edelfosina.

'Enquanto a administração diária do fármaco sem nanopartículas reduzia as metástases em 50%, a administração a cada quatro dias das nanopartículas com edelfosina eliminou 100% das metástases linfáticas', ressalta.

Estes resultados abrem uma nova porta na pesquisa e desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e seguros contra diversos tipos de câncer, diz a universidade. Os cientistas ainda afirmaram que conseguiram bons resultados em cobaias com glioma (tumor cerebral), e que está sob análise a eficácia dos nano sistemas em casos de leucemia linfoblástica aguda e câncer de mama. 

Fonte aqui

terça-feira, 8 de março de 2011

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«Nano-velcro" para estudar e controlar metástases pela captura de células cancerosas circulantes

 O velcro foi inventado em 1941 por Georges de Mestral, engenheiro suíço, após analisar atentamente as sementes de Arctium, que grudavam constantemente em sua roupa e no pelo de seu cão durante sua caminhadas diárias pelos Alpes. Examinou o material no microscópio e distinguiu diversos filamentos entrelaçados terminando em pequenos ganchos, causando a potente aderência nos tecidos. A circulação de células tumorais - que desempenham um papel crucial na metástase do cancer – é conhecida há mais de cem anos pelos pesquisadores, que tentam desenvolver maneiras de rastrear e capturar estas células. Agora, uma equipe de pesquisadores da UCLA criou um dispositivo inovador baseado na tecnologia do velcro em nanoescala (diminuta) para identificar de forma eficiente e "agarrar" as células tumorais circulantes, ou CTC’s, no sangue.
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 metástase é a causa mais comum de morte relacionada ao câncer em pacientes com tumores sólidos, e ocorre quando as células tumorais saqueadoras deixam o local do tumor primário e viajam através da corrente sanguínea para fundar colônias em outras partes do corpo.

Nanopartícula que atua como velcro

O padrão ouro atual para determinar o estagio da doença envolve a biópsia invasiva de amostras de tumores. Mas nos estágios iniciais da metástase, muitas vezes torna-se difícil identificar o local da biópsia. E podendo capturar CTC’s em amostras de sangue, os médicos poderão, essencialmente, realizar uma biópsia "líquida" que permitirá o diagnóstico precoce, bem como um melhor controle da progressão do câncer e das respostas ao tratamento.

Em um estudo publicado este mês na revista Angewandte Chemie, pesquisadores anunciaram a demonstração bem sucedida da tecnologia "nano-velcro", desenvolvida em um chip de 2,5 por 5 centímetros microfluídicos. Esta segunda geração de chips mostrou-se altamente eficiente na captura de CTC’s em amostras coletadas de sangue de pacientes com câncer de próstata.

A nova abordagem pode ser ainda mais rápida, mais barata e mais eficiente que os métodos já existentes, pois captura um número maior de CTC’s, disseram os pesquisadores.

Os pacientes com câncer de próstata foram recrutados com a ajuda de uma equipe médica liderada pelo Dr. Matthew Rettig, do Departamento de Urologia, e do Dr. Jiaoti Huang, do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial, da equipe de pesquisadores.

A metodologia de enriquecimento do novo CTC é baseada em um desenvolvimento mais avançado da equipe envolvida na investigação da tecnologia "fly-paper" (papel pega-mosca), descrita em um artigo publicado na revista científica Angewandte Chemie, em 2009. A tecnologia envolve chips de silício cobertos por nanopilares, que, injetados na circulação sanguínea do paciente em uma suspensão microfluídica, “grudam” nas nanoestruturas presentes nos CTC’s conhecidas como microvilosidades, capturando-as, num efeito muito parecido com o da parte superior e inferior de um velcro.

As vantagens do novo aparelho são significativas. A taxa de captura de CTC’s é muito maior e o dispositivo é mais fácil de manusear do que os modelos da primeira geração, pois possui uma interface mais amistosa, semiautomática, em comparação com o dispositivo anterior, cuja operação é totalmente manual.

"Esta nova tecnologia de análise-CTC tem potencial para ser uma nova e poderosa ferramenta para os pesquisadores, permitindo-lhes o estudo da evolução do câncer por meio da comparação da CTC do tumor primário e das metástases à distância, que são mais frequentemente letais", disse o Dr. Kumaran Duraiswamy, da Anderson School of Management, que se envolveu no projeto. "Quando chegar à clínica médica, no futuro, esta tecnologia da análise-CTC poderá ajudar a trazer realmente um tratamento personalizado para o câncer."
Traduzido de Science Daily, com editorial pelo autor. Leia original aqui

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

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Termoterapia pode substituir quimioterapia, dizem cientistas

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ientistas consideram que a termoterapia pode ser uma alternativa à quimioterapia no combate ao câncer, segundo um estudo apresentado nesta terça-feira durante a reunião anual da American Physical Society.
O novo tratamento utiliza a hipertermia para aquecer apenas o tumor a uma temperatura de 56ºC, o que destrói o tecido cancerígeno enquanto mantém o tecido em volta sadio, a não mais de 41ºC.
Segundo indicou Ishwar Puri, professor da Universidade Virgínia Tech e diretor da pesquisa, foram realizados até o momento apenas experimentos in vitro, mas está prevista a continuação do estudo com animais.
Os pesquisadores planejam provar seu método mediante a realização de experimentos com células de câncer diferentes, em colaboração com o doutor Elankumaran Subbiah, da Escola da Virgínia-Maryland de Medicina Veterinária.
Estudante do Ceará desenvolve novo método de combate ao câncer
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m novo tratamento contra o câncer é o objeto de estudo de um aluno de engenharia de telecomunicações do instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. O sistema criado pelo estudante permite transportar e controlar com alta precisão os fármacos constituídos de nanopartículas com propriedades magnéticas capazes de atingir tumores de difícil acesso.
Com o sistema, pacientes poderiam evitar a realização de cirurgias, além de otimizar a chegada dos medicamentos ao órgão afetado. Além disso, o câncer tem a capacidade de se proliferar para outros tecidos em uma velocidade alta. O novo método permite um maior controle sobre esse avanço.
A diminuição dos danos causados por tratamentos como a quimioterapia é um dos objetivos do estudo. A intenção do estudante é de que os pacientes fiquem menos debilitados no combate à doença.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

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Ouro contra o câncer.


Um novo teste, desenvolvido pelo Fraunhofer Institute for Biomedical Thechnology (IBMT), da Alemanha, confirma que, ao mesmo tempo, o ouro pode ser usado para descobrir e para eliminar a doença, com resultados imediatos. É o metal a favor da humanidade. 

Mais do que uma mercadoria (commodity) com cotação internacional, disputada pelos investidores em momentos agudos de crise — como o atual —, o ouro tem uma função importantíssima na medicina e, particularmente, na cura do câncer. Nanopartículas (minúsculas porções) do precioso metal vêm sendo usadas em quimioterapia para o combate de diversos tipos da doença, um avanço possível graças aos cientistas Raghuraman Kannan e Kattesh Katti, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

No novo teste, os cientistas aquecem e expandem o tecido humano, com o uso de raio laser, e usam nanopartículas do metal para identificar se aquela parte do corpo está ou não doente — as células cancerígenas aparecem mais brilhantes do que as demais. Caso a moléstia seja identificada, as nanopartículas de ouro são imediatamente aquecidas. E, pelas suas propriedades naturais, são capazes de destruir apenas as células doentes sem danificar as boas.

Trata-se de uma estratégia extremamente eficaz, porque, no instante em que se detecta a doença (antes que ela se transforme em ameaça real à vida), pode-se eliminá-la. O diagnóstico é feito em poucos minutos, ao contrário de hoje. O método também pode ser usado para identificar e destruir as células cancerosas metásticas (surgimento de novo foco do tumor).

O uso do ouro também se estende a terapias para o reumatismo (sais de ouro), malária e a Aids, e o metal possui propriedades curativas para problemas de pele e infecções. “O emprego do ouro na medicina vai crescer. Mas, mesmo que o peso seja pequeno para a indústria, o uso médico do metal terá um impacto real pelas belas histórias que se terá para contar”, afirma Richard Holliday, diretor do Conselho Mundial do Ouro, que participou de um recente seminário em Lima, no Peru.

Na sua avaliação, as pessoas querem ouvir que a magia do ouro não ocorre apenas por sua beleza ou seu valor, mas também pelas notáveis propriedades do metal. “Estamos diante de um cenário emergente, que será explorado pela medicina, em especial”, acrescenta Holliday. Atualmente, 70% do ouro produzido são absorvidos pelas joalherias e pelo mercado financeiro. Outros 12% vão para a indústria eletrônica.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

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Nanotecnologia: técnica cavalo de tróia combate o câncer

Imunolooleo_arnicagistas da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos, desenvolveram um cavalo de tróia para combater o câncer de ovário.

Usando nanopartículas, a equipe conseguiu reprogramar células de defesa do corpo que o câncer havia corrompido para alimentar seu próprio crescimento. Assim, os cientistas fizeram com que elas voltassem a ser inimigas do tumor, matando as células cancerígenas.

O estudo de Dartmouth, feito em camundongos, agora passa por novos testes com o objetivo de descobrir se o polímero utilizado pode ser aplicado a outros tumores. O foco da pesquisa inicial foram as células dendríticas, do sistema imunológico, particularmente abundantes no câncer de ovário. Por normalmente fazerem a fagocitose de corpos estranhos no organismo, essas células se mostraram bastantes ávidas por engolir as nanopartículas. Para os pesquisadores isso é uma ótima notícia: depois de cooptadas para agir em favor do tumor, elas recebem o tratamento e passam a atacar o problema de dentro, como cavalos de tróia instalados no próprio câncer de ovário.

A pesquisa foi publicada online em julho de 2009 para a edição de agosto do Journal of Clinical Investigation e pretende ser um complemento aos tratamentos já existentes no combate a uma doença bastante letal. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor maligno de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser percebido; por isso, cerca de 3/4 deles já estão em estágio avançado no momento do diagnóstico inicial.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

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Nanotecnologia na luta contra o câncer

Nanotecnologia
Pesquisas com a nanotecnologia podem, em um futuro próximo, permitir que o tratamento para câncer se torne mais simples e menos tóxico para os pacientes. Nanopartículas criadas na Universidade da Flórida Central pelo professor J. Manuel Perez e sua equipe podem um dia atacar e destruir tumores, evitando que pacientes com câncer sejam expostos à quimioterapia.

Uma droga chamada Taxol, muito comum em tratamentos quimioterápicos, foi utilizada em estudos com cultura de células. O Taxol costuma causar muitos danos ao corpo, pois prejudica tecidos saudáveis, e não apenas as células cancerígenas.

Nanopartículas associadas com Taxol, criadas em laboratório pela equipe de Perez, são modificadas para carregar o medicamento apenas para as células cancerosas, permitindo que tratamentos específicos para estas células não ataquem partes saudáveis do corpo. As nanopartículas carregam ácido fólico, uma vitamina consumida por células cancerosas, e assim se tornam “atraentes” para elas. Um pigmento fluorescente e óxido de ferro magnetizado também fazem parte das nanopartículas, o que permite que médicos acompanhem em imagens ópticas ou em imagens de ressonância magnética a evolução do tratamento no tumor.

A criação também pode ser utilizada para a identificação de câncer. Se o corpo não tem tumores, as nanopartículas não se ligam ao tecido doente e são eliminadas pelo fígado. “O que é único sobre o trabalho é que as nanopartículas têm um papel duplo, no diagnóstico e como agente terapêutico, em um veículo biodegradável e biocompatível”, afirma Perez. “Embora os resultados ainda sejam preliminares, eles são animadores”, diz o pesquisador.

Editado de matéria publicada em sapo.saúde